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MUNDO

Líderes populares na Venezuela são assassinados por grupos de extrema direita

Celia Ramos, C. Páez e José Carlos Miranda

No sábado 27 de julho, seis militantes da “Corriente Revolucionária Bolívar y Zamora”, foram assassinados enquanto consertavam uma moto, em estrada localizada na Reserva Florestal Ticoporo, no estado Barinas, na Venezuela, por um grupo presumivelmente formado por paramilitares colombianos, ex-policiais venezuelanos e delinquentes comuns.

A suspeita sobre os autores desses assassinatos deve-se a que é conhecida a formação de grupos paramilitares treinados na Colômbia, como a Autodefensas Colombo Venezuelana que já atacou unidades das Forças Armadas da Venezuela, como parte da ofensiva imperialista contra esse país.

Já são mais de 700 assassinatos de lideranças sindicais e populares nos últimos anos. Esses assassinatos são mais um capítulo dos ataques que o imperialismo norte-americano vem realizando contra nosso vizinho sul-americano, apoiado nos governos de direita e violadores de direitos de seus próprios povos, como Colômbia, Brasil e Argentina, além da conivência dos demais países agrupados no denominado Grupo de Lima.

A Venezuela vem sendo palco de incessantes ataques a sua soberania, a partir de tentativas de golpe de estado, promovidos por partidos da burguesia venezuelana com apoio dos EUA, de roubos de suas reservas em bancos internacionais, inclusive as que estão em forma de barras de ouro, da posse ilegal de empresa pertencente à estatal de petróleo PDVSA, a CITGO, localizada em território norte-americano, e de inúmeras ilegalidades, previstas no direito internacional, sob o olhar complacente dos governos de vários países submissos às políticas intervencionistas do imperialismo norte-americano.

A desculpa para tais ataques são a pretensa “ilegitimidade” da eleição de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, eleição esta que foi acompanhada por representantes de diversos países, os quais autenticaram sua lisura, e realizada conforme o estabelecido na constituição do país.

A verdade, porém, da razão das tentativas de derrubada do governo eleito da Venezuela mal consegue ser disfarçada, já que ficam evidentes as intenções do imperialismo, principalmente o norte-americano, de apossar-se das riquezas naturais desse país e dar fim ao processo de mobilizações populares – a chamada revolução bolivariana – que levaram ao estabelecimento da Venezuela como um estado independente dos interesses imperialistas, com um  projeto próprio de soberania e aproveitamento de suas riquezas, principalmente o petróleo, e distribuição mais equitativa da renda gerada por estas.

Uma intensa, diária e mentirosa campanha de difamação do processo bolivariano e de seu governo pela mídia internacional, e a imposição de  um brutal bloqueio econômico que provoca falta de remédios e insumos para a produção de bens, além de alimentos que necessitam ser importados, vêm sufocando o país e trazendo enormes sofrimentos à maioria da população.

Enquanto isso, procura-se isolar a Venezuela e convencer os povos do mundo de que seu governo é o único responsável pela situação de penúria e sofrimentos de seu povo, com o que conta com as mentiras e omissões criminosas da grande imprensa e dos dirigentes políticos em todo o mundo, inclusive de muitos que se intitulam de “esquerda”.

Embora não concordemos com todas as orientações políticas do atual governo venezuelano, inclusive sobre sua resposta a esses ataques, o que deve ficar claro é que se trata de ingerência e crimes cometidos pelo imperialismo para submeter uma nação aos seus interesses.

Esses últimos assassinatos, portanto, devem ser repudiados veementemente por todos os que defendem a soberania dos povos contra as agressões imperialistas, por todos os que defendem o direito democrático de um povo escolher seus governos e seu destino, por todos os que sabem que a existência do imperialismo e sua opressão sobre os países de economia dependente é uma ameaça à paz, à liberdade e à dignidade humana.

No sábado dia 3 de agosto, houve um ato em homenagem a estes mártires da luta contra a agressão imperialista. Desde São Paulo, Brazil, enviamos nossa homenagem e solidariedade aos camaradas da “Corriente Revolucionária Bolivar y Zamora” e a seus familiares. E nos somamos à exigência de punição aos responsáveis intelectuais e materiais desta barbárie.

Milagdi, Alexi, Kevis, José, Eudis e Manuel PRESENTES! 

 

TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA!

TODO APOIO AO POVO VENEZUELANO CONTRA A AGRESSÃO IMPERIALISTA!

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