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Março lilás no ABC paulista

Por: Ligia Gomes, do ABC, SP

O dia 8 de março vem chegando, e com ele floresce toda a disposição de luta e transformação social que as mulheres têm demonstrado em todo o mundo. Um chamado internacional pela articulação das mulheres, manifestos conjuntos de mulheres em importantes cidades do nosso país (aqui o do Rio) e a preparação de fortes manifestações em defesa das vidas das mulheres, contra a reforma da previdência e os retrocessos em nossos direitos impostos pelo governo Jair Bolsonaro.

No ABC as mulheres não estão indiferentes à atmosfera de resistência que tomou conta do Brasil. Ao contrário, nessa região que tem uma história de luta tão bela e poderosa elas já sabem há muito tempo que nada em suas vidas vem de graça. E que cada conquista precisa de esforços para ser mantida.

As estatísticas existem, mas as mulheres não precisam delas para perceber que entre 2016 e 2018 os casos de estupro tiveram um aumento de 30% no ABC[1]. No entanto, as prefeituras dos sete municípios que compõem a região [2] aplicam políticas contrárias à proteção das mulheres: as duas casas abrigo para mulheres vítimas de violência tiveram corte de um terço dos recursos para seu financiamento entre 2018 e 2019.

Por isso, além das pautas comuns aos atos de 8 de março por todo país, no ABC a luta também é em defesa das casas abrigo e exigindo dos prefeitos da região as políticas de combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. O ato será realizado na cidade de Santo André, no sábado, dia 9/3/19, pois no dia 8 as mulheres do ABC vão fortalecer o ato da cidade de São Paulo.

Justiça para Marielle

No dia 16 de março, na cidade de São Bernardo do Campo, haverá um ato lembrando um ano do assassinato de Marielle Franco, vereadora pelo PSOL na cidade do Rio de Janeiro, mulher negra e LGBT, ativista de direitos humanos que se contrapunha à atuação das milícias e aos desmandos da intervenção militar no Rio de Janeiro. Até hoje os responsáveis pelo bárbaro crime não foram punidos.


Marielle virou semente, e seu espírito aguerrido tornou-se exemplo para pessoa que se indigna com as injustiças de nosso país tão desigual, com a violência contra a mulher, com o genocídio do povo negro, com a brutalidade policial, com a lgbtfobia. É com o intuito de fortalecer esse ânimo e exigir Justiça para Marielle que será realizado o ato do dia 16.

NOTAS
1 – Estatísticas Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
2 – Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Santo André, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo.

 

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