Cúpula dos Povos na Argentina: oportunidade para construção de uma frente contra a extrema direita

Editorial 30 de novembro

Paralelamente à Cúpula do G-20 que está sendo realizada em Buenos Aires, estão ocorrendo as atividades da “Cúpula dos Povos”, organizada pela “Confluencia No al G20-Fuera el FMI”.

Nestes dias 28 e 29 de novembro ocorreram mesas de debates. Na quinta (29), as atividades transcorreram em tendas armadas na praça em frente ao Congresso Nacional. Dentre as mesas, uma delas tratou do tema “Como paramos o avanço da direita na região?”

Nesta sexta (30), ocorre a marcha contra o G-20. Entre as palavras de ordem da marcha, além de“Fora Trump … ”, foi incluída também o “Fora Bolsonaro”. A Cúpula, portanto, incorporou a preocupação com o avanço da extrema direita em nosso continente. Nada mais justo. Essa é uma das grandes tarefas a serem levadas a cabo pela esquerda e forças democráticas, não só a nível internacional, mas também na América Latina.

O encontro entre Bolsonaro e John Bolton, Conselheiro de Segurança Nacional de Trump, no Brasil, é mais um sinal dos novos tempos.

Para responder a essa nova realidade, a delegação do PSOL presente na Cúpula está trabalhando para a construir uma frente ou pelo menos uma rede de solidariedade contra o avanço da extrema direita na América Latina. Um manifesto visando sua construção está sendo elaborado.

Na semana anterior, foi realizado o Foro Mundial do Pensamento Crítico, organizado pela CLACSO, apresentado como a “Contra Cúpula” ao G20. Nele estiveram presentes personalidades como Cristina Kirchner e Dilma Rousseff. Cristina se encarregou pessoalmente de tirar o título “contra” do evento. E também exaltou publicamente a militância a não participar das mobilizações contra o G20. Possivelmente isso se deve ao fato de que o kirchnerismo considere o G20, em particular China e Rússia, como um aliado contra a extrema-direita anti-globalização.

Ainda que se possa fazer unidade ação com esses setores, está claro que caberá à esquerda, aos movimentos sociais e aos setores democráticos aproveitar a Cúpula dos Povos para dar um passo efetivo na construção de uma iniciativa consequente contra a extrema direita, em defesa dos direitos sociais, políticos e democráticos dos trabalhadores e dos setores e povos oprimidos.

É hora de passar das palavras à ação. É urgente barrar o avanço da extrema direita, que não está para brincadeira. Também não devemos estar.

Foto: Marcha unificada em Buenos Aires. Conclusion.com.ar

Trehco da fala de CAROL COLTRO, do PSOL e da Resistência, na Contra Cúpula

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