A voz de comando é fascista

Por: Gibran Jordão, do Rio de Janeiro, RJ

Jair Bolsonaro influencia milhões de pessoas, numa articulação com setores das forças armadas, agronegócio, organizações como MBL, a ultra direita do PSDB e DEM, apoiado por intelectuais da extrema direita como Olavo de Carvalho, assessorado por Steve Bannon, elogiado pela Ku Klux Klan, abençoado pela o oportunismo igrejeiro (registro que não são todas as igrejas que têm essa pratica, é preciso reconhecer) e ovacionado pelo mercado financeiro desalmado, como diz Haddad… Essa santa aliança da extrema direita liberal e conservadora possui uma voz de comando. A principal figura publica dessa frente do retrocesso civilizatório é Jair Bolsonaro e ele dá ordens no estilo ditador e autoritário, vulgar, medíocre… Mas ele dá ordens!

Jair Bolsonaro não sabe que é um líder de massas? Seria ingênuo demais para não entender que bradar “vamos metralhar a petralhada” pode ser levado até as últimas consequências pelo seus apoiadores mais extremistas?

Ou trata-se de palavras de ordem conscientemente introduzidas para servir um projeto estratégico que começa a se formar com o objetivo de impor ideias fascistas na sociedade?

A maioria da esquerda e até setores da centro direita já acusam características fascistas nessa candidatura. Fernando Henrique Cardoso, ex- presidente da República, que é um dos chefes do PSDB (opositor histórico do PT), em relação ao episódio no qual o filho de Bolsonaro ameaça o STF, declarou: “Isso cheira a fascismo”. Ou seja, parte da elite política e distintas frações da burguesia democrática desconfia do projeto da chapa dos milicos. E por isso figuras publicas do peso de Joaquim Barbosa e Rodrigo Janot (os senhores que mais investigaram e condenaram petistas na história desse país) declararam apoio a Fernando Haddad. Para esses senhores, a candidatura do PSL representa um impacto negativo bem mais destrutivo para o país, uma ameaça as liberdades democráticas. A perturbação mental de uma possível vitória de Bolsonaro não só fez Barbosa e Janot votar em Haddad, como fizeram sentir a obrigação e a urgência de publicar o voto. Existe também aqueles que estão em dúvida do significado das verdadeiras características da chapa da dupla Jair e Mourão. E não querem votar no 17, pois não querem pagar pra ver se estamos mesmo de frente para a barbárie ou não.

Assim cresce a resistência e as ruas começam a ter arroubos e instabilidade democrática provocada sistematicamente pela campanha de Jair Bolsonaro. A violência de setores extremistas da chapa de Bolsonaro e a conivência de todos os envolvidos na campanha está levando a surgir a cada dia fatos novos envolvendo ameaças, agressão física, estupros e assassinatos… Nessa semana um menina foi estuprada por apoiadores de Bolsonaro, fizeram a ameaça e cumpriram. No ultimo dia de campanha, outro caso, um apoiador da família Bolsonaro abriu fogo contra a carreata de Haddad no interior do Ceará, matando um jovem que é filho de uma sindicalista cutista. Ambos os casos viraram escândalo no estado do Ceará e no Brasil e estão sendo investigados pela polícia.

O que está acontecendo nessa campanha já é o prenúncio de um governo autoritário, violento e uma verdadeira ameaça as liberdades democráticas. Não sabemos se a onda pró Haddad que cresceu nos últimos dias vai ser suficientemente forte para ultrapassar a campanha do 17. Mas [email protected] que estão querendo repensar o seu voto, os indecisos, aqueles que querem votar branco e nulo já levam em consideração que essa eleição está sendo disputada por um deputado de ideias fascistas e um professor democrata de esquerda, ex-ministro da Educação.

 

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