Servidora do Hospital de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, denuncia agressão

Da redação

Representante dos trabalhadores acusa assessor da Direção de tê-la agredido, com um tapa e um empurrão

Nesta quarta, 29 de agosto, Tatiana Martins, servidora do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) e representante eleita do Comando de Mobilização dos Técnicos Administrativos, registrou na Delegacia da Mulher uma queixa de agressão sofrida pelo Sr. Caio Ferreira Pereira, assessor da Direção da Unidade.

Segundo a servidora, ela teria abordado Caio sobre os problemas no hospital, em especial a falta de insumos e medicamentos, que vem sendo denunciada pelos médicos e servidores desde julho. Caio disse que o documento dos médicos não retratava a verdade e se recusou a falar com Tatiana. Para deixar a sala, teria agredido-a, empurrando-a para o canto. “O tapa e o empurrão doeram fisicamente, mas passou. A alma ainda dói”, conta a servidora.

Depois da denúncia, a servidora vem recebendo solidariedade de entidades e colegas, que, em manifesto, consideram “inaceitável qualquer tipo de agressão, seja ela qual for, em especial, se esta, tem um viés machista e racista”.

O texto pede ainda a exoneração de toda a direção do hospital, conforme decisão de assembleia. O pedido já teria sido encaminhado inclusive ao Ministério da Saúde. O alvo principal é a diretora-geral Luana Camargo da Silva, 28 anos, que teria tomado posse no cargo três meses após ter chegado ao hospital, por indicação de um político da Baixada Fluminense e Caio, nomeado da mesma forma.

“A atual diretora, Luana, foi nomeada por indicação política partidária, prática do Ministério da Saúde. Salientamos que entidades sindicais e populares da saúde não compactuam com essa prática de gestão por indicações políticas, colocando a saúde como moeda de troca.”

As entidades acusam ainda a gestão de “prática de assédio moral e intimidações físicas”, culminando na agressão do dia 29 de agosto. Membros da direção estariam acompanhados de seguranças armados, o que teria motivado um ato público, em julho, com repercussão na imprensa.

O manifesto é assinado pelo Comando de Mobilização da Saúde Federal, INTO mobiliza, ASHI (Associação dos servidores do hospital de Ipanema), ASSINCA (Associação dos servidores do INCA), MITHA (Movimento independente Hospital do Andaraí), CSP Conlutas, NSSM (Movimento Nenhum Serviço de Saúde a Menos), Fórum Popular de Saúde do RJ e Frente Nacional contra a Privatização da Saúde.

Comentários no Facebook

Post A Comment