Cresce resistência contra o Escola sem Partido

Da Redação, do RS

Em Sapucaia do Sul/RS, projeto pode ser votado a qualquer momento

À medida que o Escola sem Partido se espalha pelo Brasil, se espalha também a resistência contra essa tentativa de ataque à democracia e à liberdade de ensino e aprendizagem. Reagindo ao projeto que já está pronto para aprovação e pode ir a plenário a qualquer momento, Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sapucaia do Sul – SINTESA realizou debate na tarde desta segunda-feira (23/07).

O debate contou com a presença do professor da Universidade Federal Fluminense, Fernando Penna, que tem acompanhado a tramitação dos projetos no Congresso Nacional, e realizado debates no país inteiro sobre o tema. Em sua fala, o professor destacou as arbitrariedades do programa e a necessidade de professores se ampararem no coletivo e também nas leis vigentes para que as aulas aconteçam normalmente. Apesar disso, ele reconhece que mesmo sem a aprovação, o programa já tem efeitos nas escolas: “a adesão ao discurso reacionário do Escola sem Partido tem levado a muitas tentativas como perseguição e processos contra professores. Com isso, muitos estão começando a se autocensurar, por medo de perseguição. Isso é uma consequência muito negativa porque independente da aprovação, a censura já existe”.

Para o estudante de escola estadual e presidente da UJS – Sapucaia, Filipe Severo, o projeto pretende censurar os estudantes: “eles dizem que é escola sem partido, mas não é. É a lei da mordaça. O que querem é nos calar e também os professores para que não falemos sobre a realidade da comunidade e das nossas escolas. Querem que a gente seja neutro e calado pra não cobrar deles. A nossa entidade está se movimentando e lutando junto com o sindicato pra o projeto não ser aprovado na cidade”.

A presidenta do SINTESA, Mirian Mattos, relembra que desde 2017 o sindicato está na luta contra o Escola sem Partido, tomando várias iniciativas nesse sentido, sobretudo mobilizando os trabalhadores e a juventude. Diante da iminência da votação, afirma que o sindicato está com o chamado aberto para que todos fiquem em alerta e compareçam à Câmara tão logo o projeto chegue ao plenário.

De acordo com levantamento disponível no site “Professores contra o Escola sem Partido”, já são 147 projetos vinculados ao programa tramitando no país. Esse número vem crescendo a cada dia. A luta continua e o objetivo deve ser derrotar os projetos, em cada Assembleia Legislativa, em cada Câmara Municipal. Nessa batalha, todos os pontos de resistência compõem a luta nacional que será vitoriosa!

Foto: IL

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