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Especiais
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Brasil bota um pé na segunda fase

Lateral Esquerda

Se um desatento olhar para o placar do jogo (2×0) pode acreditar que foi um jogo fácil. Mas na verdade, até o 45’ do segundo tempo, o Brasil ainda empatava com a Costa Rica. Foi somente nos acréscimos que Coutinho abriu o placar e depois dos 51’ Neymar decretou o fim da partida. Com esse resultado, a seleção vai a quatro pontos e espera o jogo Suíça e Servia. Já a seleção costa-riquenha está eliminada da Copa, cumpre tabela contra a Suíça na última roda.

Os comandados de Tite começaram o jogo mal, o primeiro chute a gol só aconteceu depois dos 25’. Depois disso, Gabriel Jesus chuta e supera Navas, mas o árbitro apita corretamente impedimento. Dali para frente, não se levou perigo ao arqueiro. O ataque formado por William, Gabriel Jesus e Neymar não funcionava, o meio de campo criava jogadas e a bola chegava para os atacantes que erravam no último passe. Já a Costa Rica fazia o estilo de jogo esperado: um ferrolho na defesa e jogava por uma bola no contra-ataque. Principalmente no primeiro tempo, faz isso bem. A bem da verdade, para os centro-americanos o empate era mais do que suficiente.

O elo mais fraco do ataque é William, mal posicionado, se escondia da bola, toca e chuta mal. Tite saca o atacante e coloca Douglas Costa ainda no intervalo de jogo. O jogador da Juve entra bem e muda a cara do jogo – ficando ainda mais “ataque x defesa”. Brasil atacava, atacava, mas errava na finalização ou parava na defesa do ótimo goleiro costa-riquenho. Com 13 minutos, de novo, Tite mexe bem no time, tira Paulinho – que jogava bem, mas burocraticamente – e coloca Roberto Firmino.

Neymar perde chance de gol, com ângulo perfeito para execução do tiro, chuta colocado onde a coruja dorme. Mas a bola passa muito perto e sai pela linha de fundo. O namorado de Bruna Marquezine lamenta muito, porque sabia que havia perdido grande chance de abrir o placar.

Aos 34’ minutos, Neymar cai na grande área, pede pênalti e o juiz holandês Bjorn Kuipers aponta a marca de cal. Mas recorre ao VAR e volta atrás da marcação. Se fosse consequente da sua marcação, o árbitro deveria amarelar a estrela brasileira por simulação. Não faz nesse momento, mas alguns minutos depois amarela Neymar e Coutinho por reclamação.

Como no primeiro jogo, Neymar apanha muito e reclama mais ainda. Tanto o árbitro, quanto Tite observam que o atacante “fala muito!”. Temperamental, Neymar cai na provocação dos adversários e encena faltas e contusões. Atrasando o jogo, era tudo o que os costa-riquenhos queriam.

O primeiro gol só vem aos 46’ do 2º Tempo. Após cruzamento na área, a bola fica com Gabriel Jesus, que a deixa escapar um pouco. De maneira oportunista Coutinho praticamente rouba a bola do pé de Jesus e bica pro fundo do gol. Brasil inteiro comemora aliviado, a zica parecia ter saído e a classificação se encaminhado.

A emoção é tanta que Tite, aprendendo com Neymar, cai na comemoração! Mas o treinador passa bem e não fez ceninha. Se levanta e coloca Fernandinho no lugar de Gabriel Jesus.

O árbitro deixa o jogo correr até depois dos 50’, Costa Rica se desanima ao perceber que estava aliviada, Brasil aproveita e joga mais fácil. Casemiro puxa contra-ataque e toca para Douglas Costa, que passa para Neymar no estilo “se consagra” e o menino da vila só empurra para o fundo da rede, decretando o fim da partida.

Com o apito final, Neymar cai no chão aos prantos – não que alguém tenha visto lágrimas. Deve ter passado um filme na cabeça do atleta: desde sua contusão, horas e horas de fisioterapia e treinamento para estar na Copa. Nitidamente, Neymar não está 100% e a seleção sofre por isso, somos muito dependentes da genialidade dele. Se Neymar e a seleção não se recuperarem, esta terá dificuldades para avançar além das oitavas, seja com o México, embalado, seja com a Alemanha, que deve se reencontrar a partir do próximo jogo.

Contra a Sérvia na última rodada da fase de grupos, Brasil disputará possivelmente a liderança do grupo E. Não pode baixar a guarda e aproveitar que a maré mudou!

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