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A violência nunca anda sozinha

Crianças da comunidade de Jardim Maravilha, na zona oeste do Rio, uma das mais afetadas pelas chuvas do dia 16 (Vladimir Platonow Agencia Brasil)

É preciso enfrentar o caos social causado pelos governos, rompendo com os planos de austeridade e com as isenções fiscais

Por: Gustavo Fagundes, de Niterói, RJ

Na sexta-feira, dia 16 de fevereiro, poucos dias após o encerramento do carnaval e de uma forte chuva que causou a morte de quatro pessoas, foi anunciado pelo governo Temer uma intervenção federal no estado do Rio de Janeiro na área de segurança pública.

Trazer as forças armadas para o estado é seguir a lógica de isolar a violência do caos social que toma conta do Rio de Janeiro. Os alarmantes índices de desemprego, atrasos nos pagamentos dos servidores públicos estaduais, aposentados e pensionistas e o elevado custo de vida da região não são levados em consideração na elaboração da política de segurança.

A medida do presidente ignora a falência do atual modelo de segurança pública e insiste na militarização da vida, principalmente da de negros e moradores das favelas cariocas.

Não será a primeira vez que tanques farão vigílias nas principais vias expressas, soldados irão caminhar pelas ruas dos bairros de maior renda per capita e tropas vão cercar comunidades inteiras. Pelo roteiro ser o mesmo, é possível imaginar o que virá a ser a intervenção federal na segurança fluminense. UPPs e auxílio das forças armadas nos megaeventos são só alguns dos exemplos recentes.

Enquanto não ocorrer uma brutal transformação do atual modelo de segurança e uma ruptura com os quesitos que balizam hoje a intervenção das polícias militares e civis (guerra às drogas, criminalização da pobreza, população negra como suspeito em potencial), não haverá nenhum êxito na ação das forças de segurança.

E diferentemente das medidas de austeridade adotadas pelo governador Pezão nos últimos anos, é necessário um plano de resgate econômico do estado. Sem favores fiscais as grandes empresas e ao conjunto do setor privado, mas com um amplo leque de obras públicas em infraestrutura, prevenção de enchentes, retomada dos setores produtiv

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os e investimento maciço em áreas essenciais, como a educação pública e a saúde pública.

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