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30 Novembro, 2017
  • Contra a direita, fortaleça a esquerda na internet

    Na semana passada, das dez publicações sobre política mais vistas no Facebook, nove eram em páginas de direita. Apoiando-se na revolta com os “políticos” e a corrupção, na decepção com os governos petistas e no aumento da violência, a direita está vencendo com folga a batalha nas redes.

    Após cada publicação, uma extensa rede repercute, potencializando o alcance nas fábricas, nas igrejas e nas ruas. É desta forma que estas ideias chegam aos grupos de whatsapp do trabalho e da família. Nesta cruzada, vale tudo, de notícias falsas a memes provocativos. Como o que  recorreu às batatas fritas em dobro em uma promoção da Black Friday para demonstrar a superioridade do capitalismo.

    Distante de um programa comum para o País, o repertório da direita que cresceu na esteira do impeachment reúne a defesa da “família”, anticomunismo e afirmação do mercado, nacionalismo e combate à corrupção.

    O ódio estimula comentários contra gays, lésbicas, transexuais, mulheres, negros e nordestinos. Ao mesmo tempo em que um jovem ator negro, depois de espancado por um grupo fascista em São Paulo, ainda fosse confundido com um assaltante.

    Diante da violência, a direita defende o armamento dos “cidadãos de bem”, a pena de morte e o encarceramento em massa. Direitos Humanos virou palavrão, sinônimo de compactuar com o crime. Ao mesmo tempo em que ninguém mais parece se incomodar com homenagens a torturadores e generais e a defesa de uma intervenção militar.

    Combatendo o absurdo 
    A revolta com a direita muitas vezes é seguida de desânimo e cansaço. Afinal, como debater com o absurdo?

    É preciso dizer que a batata frita no shopping não significa absolutamente nada. Ainda mais quando crianças desmaiam de fome nas escolas e a fome voltou a aumentar no mundo, atingindo 815 milhões de pessoas.

    É preciso dizer que não há nada de moderno no trabalho intermitente, que paga por hora. E que as empresas que cobram redução dos gastos públicos devem bilhões à Previdência e dependem do dinheiro do estado. Que privatizar a Petrobras não é a saída. Que a Coréia do Norte não é socialista. É preciso repetir que as mulheres não devem ser obrigadas a ter filhos de estupradores. É preciso recordar que a ditadura retirou liberdades, torturou e matou. É necessário dizer o que parece óbvio.

    Fortaleça a esquerda na internet. Doe ao Esquerda Online
    A força dessa nova direita na internet não é novidade. Mas é preciso respostas à altura. Na internet cresce a resistência. Ativistas de esquerda, socialistas, feministas, jornalistas criam alternativas de comunicação diante de uma mídia que assumiu o golpe parlamentar e faz campanha pelas reformas. Produzem informação livre, mostram a vida nas comunidades, o genocídio da juventude negra, contam a vida e as lutas nas obras e nas fábricas.

    O Esquerda Online é parte disso. Nosso site surgiu há pouco mais de um ano, e fomos um dos mais visitados quando o assunto foi a luta contra as reformas e o Fora Temer. Acompanhamos as lutas na América Latina, a greve das mulheres contra Trump e as lutas na Europa e na China. Fizemos luta política, divulgamos o socialismo e a Revolução Russa, iniciada com uma greve de mulheres operárias. Acompanhamos o debates da esquerda socialista no Brasil, e a busca por uma alternativa que negue a colaboração de classes dos governos petistas.

    Agora, queremos fortalecer o Esquerda Online, com um novo site, novo design, uma ampla rede de colunistas, enfim, com uma ferramenta a altura da batalha que temos pela frente, contra a direita, a retirada de direitos e os retrocessos.

    Precisamos da sua ajuda. Para manter nossa independência, lançamos uma campanha de financiamento coletivo (Crowdfunding), e pedimos a sua colaboração, de qualquer valor. Clique em benfeitoria.com/esquerdaonline e faça a sua contribuição. Fortaleça a esquerda na internet.

  • Trabalhadores da Revap atrasam entrada e aprovam participação na Greve Geral do próximo dia 5

    Por Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos

    Em assembleia na manhã desta quarta-feira (29), os trabalhadores do turno da manhã e horário administrativo da Revap (Refinaria Henrique Lage) atrasaram em uma hora a entrada. O objetivo do atraso é manter o clima de mobilização da categoria até que a Petrobrás apresente uma nova proposta de ACT.

    A assembleia ocorreu um dia após a empresa aceitar prorrogar o ACT até 31 de dezembro. Esse recuo foi uma vitória da mobilização, mas atendeu apenas uma parte da reivindicação. Ainda é preciso arrancar um ACT sem retirada de direitos.

    “A Petrobrás sinalizou que vai apresentar uma nova proposta entre os dias 11 e 15 de dezembro. Até lá, precisamos seguir mobilizados e mostrando força. A empresa quer nos vencer pelo cansaço. Mas não vai conseguir”, disse aos trabalhadores o presidente do Sindipetro-SJC, Rafael Prado.

    O dirigente Júlio César Araújo, que participou da reunião com a Petrobrás, nesta terça-feira, também deu um informe sobre a reunião. “A empresa mostrou que ficou com medo da mobilização dos trabalhadores e recuou. Prorrogou o ACT e se comprometeu a apresentar uma nova proposta aceitando, portanto, as duas exigências dadas pela FNP. Sabiam que, caso não fossem atendidas, entraríamos em greve. Por isso, suspendemos a greve que começaria hoje, mas mantemos o estado de alerta”, disse.

    Reforma da Previdência
    O coordenador do Ibeps (Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais), Durval Wanderbroock Junior, também compareceu à assembleia e falou sobre a importância da mobilização da classe trabalhadora no dia 5 de dezembro e os impactos de uma eventual aprovação da reforma da previdência, para todos. “Mais uma vez o governo Temer está tentando incluir na agenda a aprovação da reforma. Mudaram alguns pontos, mas continua bastante prejudicial para os trabalhadores”, disse.

    Ao final, a participação dos petroleiros de São José na Greve Geral do dia 5 de dezembro, que está sendo chamada pelas Centrais Sindicais, foi aprovada por ampla maioria.
    “Essa mobilização do dia 5 de dezembro é muito importante. Convocamos todos os petroleiros a participarem. Estamos vivendo um momento delicado, no país e na nossa categoria. Mais do que nunca, é hora de mostrar nossa força”, disse Rafael.

  • Seis motivos para lutar contra a reforma da previdência

    Por: Ademar Lourenço, de Brasília

    1 – O trabalhador comum será prejudicado. A idade mínima para se aposentar será de 65 anos par homem e 62 anos para mulher. Todos terão que trabalhar no mínimo 40 anos para ganhar aposentadoria integral

    2 – Muita gente vai morrer sem se aposentar. Vamos a um exemplo prático. Seu João, que mora no Piauí e trabalha desde os 12 anos. Ele nunca parou de pegar pesado, mas só trabalhou 20 anos de carteira assinada. Terá que trabalhar até os 65 anos para ter aposentadoria parcial. Se quiser ganhar aposentadoria integral, ele terá que trabalhar de carteira assinada até os 85 anos. Mas, a expectativa de vida para homens no Piauí é de 66 anos. Seu João vai morrer trabalhando.

    3 – O trabalhador não deve pagar a conta. Todo ano mais de R$ 500 bilhões de reais de impostos deixam de ser pagos. Quem dá este calote em sua maioria são os grandes empresários. Um terço deste dinheiro daria para cobrir o que o próprio governo diz ser o “rombo da previdência”.  Não se trata de aumentar os impostos, apenar de cobrar o que os sonegadores ricos devem. Além disso,  segundo a CPI da previdência, os empresários devem mais de R$ 450 bilhões ao INSS, R$ 56 bilhões são perdidos todo ano do INSS por causa de fraudes  e R$ 43,4 bilhões de reais deixam de ser arrecadados por causa de renúncias fiscais.

    4 –  A CPI da previdência comprovou que o dinheiro da Seguridade Social, que é de onde vem as aposentadorias, é desviado para o pagamento de dívida pública. Dívida que nunca passou por uma auditoria como manda a Constituição. Segundo a Auditoria Cidadã , boa parte de dívida é ilegal ou já vencida. Por isto é errado em falar em “rombo na previdência”.

    5 – Esta reforma só existe para dar lucro aos bancos. Além de lucrar com o desvio do dinheiro da previdência para a dívida pública, eles vão ganhar horrores com a venda de previdência privada.

    6 – Esta reforma é de iniciativa do governo Temer, o mais impopular da história do Brasil. Ele já retirou nossos direitos trabalhistas  e reduziu verbas para a saúde e educação por 20 anos. Dá pra confiar no que ele diz?

    Dia 05 de dezembro é dia de Greve Nacional contra a reforma. Participe!

  • Evento na UFPA invadido por jagunços liderados por Prefeito do PSDB

    Por Gizelle Freitas – mestranda do programa de pós graduação de Serviço Social da UFPA

    Na tarde dessa quarta feira (29.11), um grupo de 40 pessoas chefiadas pelo Prefeito do município paraense Senador José Porfírio, Dirceu Biancardi (PSDB), juntamente com o deputado estadual Fernando Coimbra e mais uma vereadora, invadiram o auditório do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) e inviabilizaram a partir de muito tumulto, gritaria e ofensa, o evento “As Veias Abertas da Volta Grande do Xingu”, evento este promovido por umas das mais importantes pesquisadoras da UFPA, a professora titular Rosa Acevedo, no qual seriam apresentadas pesquisas sobre os danos ambientais que serão causados pela implantação do projeto da multinacional Belo Sun, que tem por finalidade extrair ouro do Xingu.

    Os invasores entraram no auditório, o Prefeito tomou conta da mesa, e não permitiu mais com que a professora Rosa proferisse a discussão, trancaram a porta do auditório por cerca de 30 minutos não permitindo com que os participantes saíssem do local. Quase que agrediram fisicamente os palestrantes, numa atitude de total desrespeito e covardia. O objetivo principal dessa ação violenta foi de impedir com que se discutisse os verdadeiros impactos ambientais e sociais que serão causados na região através da exploração mineral. Região e povo que já tem marcas profundas dos projetos implantados por multinacionais que apenas levam mais miséria, violência, inchaço desordenado das cidades, espoliação total dos minérios e nenhum retorno benéfico financeiro e social aos ribeirinhos, como por exemplo, podemos citar: Belo Monte.

    Essa invasão na UFPA por jagunços comandados por um Prefeito sanguessuga das riquezas do Pará, não é a primeira nas universidades federais do país. Grupos ultraconservadores, até de cariz neofascista, tem promovido momentos de terror nas instituições de ensino, impedindo com que discussões importantes, que desnudem o momento político que estamos vivendo, aconteçam.

    Assim que o cárcere privado terminou, o grupo de palestrantes saiu da UFPA e foi diretamente à delegacia registrar um boletim de ocorrência. É no mínimo bizarro, surreal, que um evento dentro de uma universidade, espaço da pesquisa, que também deveria ser do debate democrático, tenha sido impedido de acontecer pelas mãos de um Prefeito, que estava ali para preservar todos os privilégios sórdidos que possivelmente receberá com a implantação de um projeto tão danoso.    

    Boletim de Ocorrência

    Denunciar muito, dar publicidade a esse absurdo também é nosso papel, afinal não podemos arredar o pé da defesa da liberdade, do debate democrático, não podemos permitir que além dos ataques orçamentários que as universidades públicas estão vivenciando, pelo governo Temer, além dos profundos ataques aos direitos dos (as) servidores (as) públicos (as) federais, também queiram calar a pesquisa, a extensão, a discussão.

    #UniversidadeCaladaNuncaMais.