Greve dos servidores municipais de Porto Alegre chega ao quinto dia

Por: Pedro Silveira, de Porto Alegre, RS

Os servidores municipais de Porto Alegre estão em greve desde a quinta-feira, dia 5 de outubro. Após dez meses de ataques do governo Marchezan  (PSDB/PP), os municipários deflagraram greve por tempo indeterminado contra o parcelamento de salários, vigente há quatro meses, e pela retirada dos Projetos de Lei (PLs) apresentados na Câmara de Vereadores pelo executivo, que simplesmente acabam com a carreira dos servidores.

A greve de 2017 promete entrar para a história. No dia 5 foi realizada uma gigantesca caminhada do Hospital de Pronto Socorro (HOS) até o Paço Municipal , sede do governo. Pela tarde, os servidores lotaram a Câmara de Vereadores e deram um recado aos parlamentares, que a população de Porto Alegre não vai esquecer de quem votar contra os trabalhadores.
 
Na sexta-feira, dia 6, os servidores foram defender o Departamento de Água e Esgoto (DEMAE), que está sob ameaça de privatização. Foi feito pela manhã um grande abraço ao departamento e, depois, uma caminhada massiva, mesmo debaixo de chuva, passando por dois grandes hospitais e indo até o Paço Municipal. Durante a tarde do mesmo dia, os trabalhadores priorizaram atividades para o diálogo com a população.  Em diversos lugares da cidade foram feitas panfletagem e mutirões de conversas. Como exemplo, professores se agruparam no entorno das escolas Altos do Partenon, um conjunto de quatro unidades de ensino localizadas no Morro da Cruz. Professores das escolas Morro da Cruz, Marcírio, América e Judith fizeram uma linda caminhada e panfletagem pelo bairro, solicitando o apoio da comunidade.
 
Já o final de semana, nos dias 7 e 8, foi de mobilização com piquetes na saúde e DMAE e com diálogo com a população com pedalaço, uma caminha com bicicletas, e panfletagem no Brique da Redenção .
 
Com tanta mobilização e com o tamanho da greve, a mobilização já começa a ter vitórias. Na segunda-feira, em mobilização novamente na Câmara de Vereadores, foi conquistada a assinatura de 22 parlamentares pela retirada dos projetos. Para derrotá-los são necessários 19 votos. No final do dia, a justiça deu a legalidade da greve e proibiu o corte do ponto.
 
O dia de hoje (10) promete também ser de muita mobilização. Pela manhã, o comando de negociação tem reunião com o vice-prefeito e os 22 vereadores que assinaram o documento pela retirada. Pela tarde, a categoria terá nova assembleia, às 15h, na casa do gaúcho, Parque Hamornia, para definir os rumos do movimento.
 
A greve deve continuar e ampliar. O levante dos servidores é histórico e importante, com diversos setores parados. Os municipários só devem sair do movimento paredista quando tiverem conquistas na mão .

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