Educação no Pará está em greve desde o dia 14 de setembro

Por: Sueny Moura*, de Belém, PA
*Trabalhadora da educação

Os trabalhadores em educação do estado do Pará estão em greve desde o dia 14 de setembro, dia nacional de luta contra a retirada de direitos e as contrarreformas do governo ilegítimo de Temer e o congresso de corruptos. O início do movimento grevista ocorreu com um ato na Secretaria Estadual de Educação do Pará (SEDUC) e com a participação do movimento estudantil chegamos a ocupar o prédio. Mesmo assim, a secretaria de educação, Claúdia Hage, não recebeu a comissão composta por representantes do Sintepp e a categoria, uma atitude de desrespeito com os trabalhadores da educação e de descaso com a educação do Pará. O governo Simão Jatene (PSDB) continua intransigente em relação às nossas reivindicações.

O descaso do governo Janete (PSDB) com a educação do Pará
A política de ajuste fiscal do corrupto e cassado Simão Jatene (PSDB), assim como a de seu comparsa Temer, vem destruindo direitos históricos dos trabalhadores e do funcionalismo público em todos os níveis. Uma das principais reivindicações da categoria é o pagamento do piso salarial, que encontra-se sem reajuste há dois anos. Mesmo com decisão judicial determinando ao governo estadual a pagar o piso, o mesmo desafia a justiça e desrespeita os profissionais da educação. Confira os motivos que nos levaram a deflagrar greve:

12 motivos para você entrar em greve
1- Jatene não paga o piso profissional salarial do magistério 2016 e 2017;
2- Jatene quer reduzir os dias letivos assegurados pela LDB de 200 para 160 dias;
3- Jatene quer acabar com o SOME (Sistema Modular de Ensino);
4- Jatene quer acabar com a EJA (Educação de Jovens e Adultos);
5- Jatene diminuiu nossos salários e aumentou IASEP;
6- Jatene não realiza concursos públicos e está contratando via PSS;
7- Jatene fecha escolas e turmas no campo;
8- Jatene não cumpre PCCR unificado conforme decisão da greve de 2013;
9- Jatene fechou escolas, turmas e vem acabando com o turno da noite;
10- Jatene não garante a eleição direita pra diretor de escolas, descumprindo a lei;
11- Jatene não oferece uma alimentação escolar de qualidade;
12- Jatene não respeita nossos direitos, como licença prêmio, licença aprimoramento e direito à remoção.

O coletivo de educadores do #MAIS elaborou algumas propostas como pauta para a greve da educação paraense

# MAIS 11 propostas de pauta para a greve
1- Pagamento imediato do Piso Profissional Salarial do Magistério de 2016/17;
2- Garantia dos 200 dias letivos, como assegura a LDB;
3- Pagamento de retroativos, PROLABORE;
4- Concurso público, já!;
5- Liberação de 400 horas para quem tem dois vínculos com o Estado;
6- Direito de remoção aos trabalhadores que solicitarem;
7- Manutenção das localidades onde o SOME funciona;
8- Calendário de eleição para diretor de escola;
9- Pagamento do triênio;
10- Saída das faltas greve da ficha funcional do servidor;
11- Merenda escolar de qualidade.

Além de não negociar com a categoria e não acatar a decisão judicial que obriga o governador a pagar o piso salarial do magistério, o governo do Estado e a secretária de Educação do Pará assediam os trabalhadores e ameaçam descontar os dias parados, atitude que se repete desde 2014, quando realizamos nossa última greve. Os trabalhadores em educação do Pará continuam resistindo, construindo a greve e lutando pela garantia de uma educação de qualidade para trabalhadores da educação, para os alunos e a comunidade escolar.

Foto: Sintepp

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