Uma contribuição LGBTQI ao marxismo



Por: Jéssica Milaré, colunista do Esquerda Online

Neste mês, dediquei vários dias das minhas férias para poder concluir o artigo “Diversidade de gênero e a política do genocídio LGBTQI”, uma contribuição LGBTQI ao marxismo e uma contribuição marxista ao movimento LGBTQI. Apresento nele algumas conclusões que tirei depois de pesquisar a história, talvez conclusões polêmicas. Deixo aqui o resumo do artigo e, uma vez que ele for publicado na página do CEMARX, compartilharei o artigo completo.

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A LGBTfobia, ou a opressão à diversidade de gênero, no mundo capitalista, se materializa em formas específicas de opressão como homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia, intersexofobia, entre outras. Em vez de estudar uma ou outra manifestação específica desta opressão, estudamos, de forma bem introdutória, essa opressão como totalidade, em evolução histórica desde a sociedade patriarcal. Inicialmente, percebemos que a opressão à diversidade assumia, em algumas sociedades escravocratas antigas, a forma de restrição de direitos, por exemplo o direito à propriedade privada.

Desde o século VI, entretanto, percebemos que houve uma mudança na qualidade desta opressão, que passou a ser a perseguição e o assassinato sistemático praticados pelos Estados europeus. Com a colonização e mais tarde o imperialismo, o patriarcado, a opressão à mulher e à diversidade de gênero tornaram-se mundiais. A política do genocídio assumiu uma escala sem precedentes.

Estudamos também como essa política se concretizou na Rússia czarista, no continente africano, na Índia, na Argentina e nos Estados Unidos, iniciando a análise de como a burguesia e suas instituições atuam em relação às pessoas LGBTQIs da atualidade. Por fim, resgatamos o debate estratégico marxista da revolução socialista como única possibilidade para se resolver essa questão.

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