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Greve Geral: é preciso parar tudo também no Pará

Por: Gizelle Freitas, de Belém, PA

Falta pouco para acontecer a segunda greve geral de 2017. Mais um passo da classe trabalhadora na luta para derrubar o nefasto presidente ilegítimo, juntamente com seu conjunto de contrarreformas impopulares. Inevitável falar que no dia de ontem, 28 de junho, mesmo em meio às denúncias de corrupção, Temer e sua base aliada conseguiram fazer aprovar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, o parecer do relator Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à proposta de Reforma Trabalhista, com um placar de 16 votos a favor, nove contrários e uma abstenção. É importante que a população saiba quem foi a favor de um retrocesso de décadas nas leis trabalhistas, no caso do Pará, o Senador Jader Barbalho (PMDB). Vamos combinar que isso, em nada, nos surpreendeu.

Ainda respira-se o vento agradável deixado pela última greve geral do dia 28 de abril. A articulação entre todas as centrais sindicais, movimentos sociais, partidos de esquerda, e as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, se fortaleceu nos últimos dias e dezenas de categorias no estado já aprovaram paralisar suas funções.

Definiram por paralisar as seguintes categorias
*Rodoviários e rodoviárias de Belém, Ananindeua e Marituba;
*Bancários e bancárias de todo o estado;
*Trabalhadores e trabalhadoras da educação municipal e estadual, incluindo na pauta reivindicações específicas da *categoria, como o pagamento do piso salarial, realização de reformas nas unidades de ensino e maior segurança aos alunos e alunas;
*Professores e professoras e técnicos, como os das universidades Federais do Pará e a Estadual;
*Trabalhadores do Departamento de Trânsito do Pará (Detran);
*Servidores e servidoras dos diversos órgãos federais que atuam no estado.

Para além dos eixos nacionais da greve geral, como a oposição às reforma Trabalhista, da Previdência e a lei das terceirizações, no caso do Pará houve a inclusão da bandeira de luta contra a violência no campo.

O jogo duplo de algumas centrais, especialmente UGT e Força Sindical, em alguns momentos “dando ares” de que está construindo com o dia 30 e em outros sentando pra negociar com o governo, deixou muitas categorias em dúvida sobre a força que terá esse dia nacional de luta e greve. Não à toa, ambas centrais deram uma entrevista à Folha de São Paulo (dia 29) declarando que esperam que as mobilizações contra Temer sejam menores do que foi a greve geral de 28 de abril, em razão da indisposição das categorias.

A classe trabalhadora e a juventude brasileira não pode recuar. Essa segunda greve geral de 2017 tem que ser muito forte. É verdade que Temer está balançando como “vara verde no vento”, mas ainda não caiu. Precisamos, cada vez mais, acumular forças, estar politicamente organizados, mobilizados, para derrubar Temer e seus aliados tanto no governo, quanto no movimento sindical. Aqueles que querem esmagar nossos direitos trabalhistas e sociais terão que pagar o preço e esse revide virá das ruas.

Todxs às ruas nesse dia 30. Nossa geração será protagonista de mais uma greve geral, por nós e pelos próximos. Por diretas e por direitos.

Em Belém, acontecerão trancaços de ruas e órgãos, além de um ato de rua, com concentração a partir das 10h, na Praça da República, com finalização em São Brás.

Foto: RBA