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OPRESSÕES

Contra o preconceito, três mil pessoas marcam a 9ª Parada Livre de Esteio

Por Francisco da Silva, de Esteio, RS.

Aconteceu neste último domingo a 9ª Parada Livre em Esteio, região metropolitana de Porto Alegre (RS). Cerca de 3 mil pessoas entre famílias, simpatizantes, moradores de diversas cidades da região e muitos jovens e trabalhadores de diversas categorias enfrentaram o sol forte e participaram do evento que ocorreu no Parque Assis Brasil (Expointer). Certamente o evento só não foi maior em função das provas do ENEM. Mesmo assim, o evento foi um importante momento de afirmação da luta contra o preconceito por orientação sexual. Estiveram presentes vários grupos artísticos e culturais, com destaque para as travestis e trans que arrasaram no palco.

Marcos Solbego da ONG Amigos da Diversidade, uma das entidades organizadoras do evento, nos disse que esse ano a Parada Livre foi um pouco diferente de todas as anteriores porque se buscou a união com os movimentos de mulheres, de negros e negras, pessoas com deficiência e afins para que os excluídos se juntassem para reivindicar.

As paradas LGBTs são um momento muito importante para que as Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) possam se unir para enfrentar o preconceito. Mas além de serem uma ferramenta para articular o movimento LGBT e lutar contra o preconceito, as paradas também servem como forma de que ao menos nesses espaços os LGBTs possam sentir mais livres, experimentando como seria uma sociedade com menos opressão.

Roberto Seitenfus, organizador da Parada de Luta LGBT de Porto Alegre e membro do Coletivo Desobedeça, afirmou em sua intervenção no palco que a parada livre tem que ser de luta: “Porque nas eleições em várias cidades de norte a sul do país venceram os fundamentalistas e aliados de Bolsonaro e Feliciano que certamente vão atacar os LGBTs. Por isso mais do que nunca é preciso lutar. Lutar por políticas públicas do Estado e colocar todos os eleitos na parede, porque é nossa luta é urgente! Muitos dos nossos são agredidos e assassinados simplesmente porque amam alguém do mesmo sexo.”

Ouvimos também Maria Helena que é lésbica e ativista do movimento feminista e LGBT. Ela se disse feliz por ver tanta gente participando da parada em Esteio, uma pequena cidade. Mas disse também que o movimento LGBT e as paradas tem que se abrir mais para as lésbicas que seguindo a lógica machista da sociedade mesmo nesses espaços são invisibilizadas e tem suas pautas colocadas em segundo plano.

A próxima parada livre da região será dia 27 de novembro em Sapucaia do Sul e tem tudo pra bombar. Participe!

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Esteio