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  • A luta antiproibicionista em Natal-RN: o militante Leonardo Sinedino fala sobre o I Fórum Delta 9

    Por: Maurício Moreira, de Natal, RN

    Leonardo Sinedino é professor da Rede Pública do Rio Grande do Norte, militante do MAIS e atuante na causa antiproibicionista e da mobilidade urbana. Em 2016, participou da fundação do Com.cannabis, coletivo que reúne quatro amigos que buscam fomentar o tema da regulamentação da maconha, e que esse ano foi responsável pela construção do I Fórum Delta 9 para discutir esse assunto. O evento foi realizado na cidade do Natal, no dia 10 de junho e contou com palestrantes de referência no tema, além da participação de mais de 200 pessoas. O Esquerda Online conversou com Leonardo sobre o evento e os assuntos correlatos, como a política proibicionista em vigor no Brasil.

    EO – Há aproximadamente 100 anos o Brasil adota uma política proibicionista para alguns tipos de Drogas. Qual o resultado disso?

    Leonardo – Resulta numa política higienista, de guerra e encarceramento aos negros e pobres, inimiga do usuário de drogas, do morador da periferia, do policial e do pequeno traficante, beneficiando apenas a alta burguesia, representada pelos banqueiros, que lavam o dinheiro do tráfico, da indústria bélica que fornece o armamento para o conflito, e da indústria farmacêutica, que lucra vendendo medicamentos, que poderiam ser plantados em casa por qualquer pessoa.

    EO – Há alguns anos o tema da legalização das Drogas era um tabu no país. Os defensores da legalização viviam uma situação de quase isolamento. Nos últimos anos, vemos que o debate ganhou as ruas, praças e locais de trabalho e moradia. A cada dia cresce o número de pessoas que questionam os resultados da política proibicionista e as Marchas da Maconha ganharam força em muitos lugares. Qual a causa dessa mudança?

    Leonardo – Houve um avanço no entendimento de que a política de repressão às drogas falhou completamente, uma vez que o consumo de entorpecentes e a violência em torno do mercado não param de crescer. Além disso, com o avanço da ciência e dos debates já realizados, foi possível perceber que as ricas propriedades medicinais da maconha, que combatem uma gama ampla de problemas de saúde, são vetadas à população em função da atual política de combate às drogas.

    EO – Em que estágio se encontra o movimento antiproibicionista no país?

    Leonardo –
    Num estágio avançado, e em crescente. Consegue fomentar o debate na sociedade, e reunir setores amplos para levantar a bandeira do antiproibicionismo.

    EO – E no Rio Grande do Norte?

    Leonardo –
    Após as primeiras marchas, que foram grandes e repercutiram positivamente, ocorreu um refluxo, que vem resultando num esvaziamento nos últimos três anos. Entretanto, há um entendimento das causas e do que deve ser feito daqui para a frente para rearticular o movimento e realizar grandes marchas novamente.

    EO – Partiu dessa constatação a ideia de realizar o Fórum Delta 9?

    Leonardo –
    Sim, apesar de ocorrer anualmente o Ciclo de Debates Antiproibicionistas na UFRN, entendemos que era necessário abrir uma nova trincheira. A professora Leilane Assunção, que organiza o ciclo de debates, esteve presente para debater no Fórum, e sua palestra, que fez um resgate da atuação do movimento antiproibicionista, numa esfera local e nacional, ajudou a gerar um entendimento dos desafios postos ao movimento daqui pra frente.

    EO – Como foi o formato do evento? Que debates e convidados estiveram presentes?

    Leonardo –
    O Fórum foi dividido em dois turnos de palestras. Pela manhã, o debate foi voltado para a perspectiva medicinal, e estiveram presentes Júlio Américo, diretor da Liga Canábica, uma entidade da Paraíba que recebeu autorização judicial para cultivar e medicar pessoas com maconha; Pedro Melo, neuropata que prescreve maconha para o tratamento da dor; Virgínia Martins, professora de Toxicologia da UFRJ que vem desenvolvendo o que será o primeiro medicamento brasileiro à base de maconha, e Sidarta Ribeiro, neurocientista diretor do Instituto do Cérebro, que abordou a relação da maconha com o cérebro humano.

    Pela tarde, o enfoque foi mais o lado social, e os debates foram retomados com Ruy Rocha, professor do DECOM da UFRN, que discutiu a abordagem dos meios de comunicação sobre as questões relativas à política de drogas; em seguida a professora da UFRN Leilane Assunção, fez um resgate da trajetória do movimento antiproibicionista Brasileiro e do Estado do Rio Grande do Norte.

    Por fim, iríamos concluir o fórum com a participação do professor de direito Fillipe Azevedo e do advogado criminalista Gabriel bulhões, para abordar o impacto da atual política de drogas no sistema carcerário, e as perspectivas que se vislumbram com a mudança na lei, entretanto, Gabriel Bulhões teve que dar assistência jurídica aos cultivadores de maconha presos no dia anterior. Dessa forma, Gabriel Bulhões foi substituído pelo também advogado criminal Rodrigo Martins.

    EO – Que avaliação vocês fazem do evento?

    Leonardo –
    Muito positiva, pois alcançou os nossos objetivos de ter uma boa e impactante repercussão, e de fomentar um debate de alto nível, para um público expressivo. Além disso, abriu caminho para novas iniciativas.

    Que contribuição a esquerda radical e socialista pode dar às lutas antiproibicionistas no Brasil?
    Trabalho de base. De forma até natural, estamos voltando todos os nossos esforços para derrotar o governo ilegítimo do Michel Temer, mas é importante que outras bandeiras continuem hasteadas, e o antiproibicionismo é uma delas. É fundamental seguir fomentando o debate com e para as bases, e contribuindo de forma decisiva para que as Marchas sigam crescendo. Em Natal, temos o desafio de rearticular o movimento e fazer com que a Marcha da Maconha volte a crescer e impactar a cidade.

    Foto: Georgia Army National Guard photo by Maj. Will Cox/Released)

  • OPINIÃO | Já não deu certo

    Por: Evila Almeida, da comunicação do Instituto Marx e Engels

    Sempre tive exemplos próximos do que é garra diante de dificuldades diversas, sorriso no rosto e muita sabedoria. Mesmo em um trabalho que não valorize suas forças, minha mãe é uma pessoa muito forte, trabalhou e trabalha diversas vezes como empregada domiciliar. Não uso o termo doméstica porque me remete a limitação e obediência, submissão mesmo. E tantas outras pessoas tenho como exemplos próximos. Tias, avós, amigos da construção civil, e outros. E se tem uma coisa que esse povo me ensina é a respeitar todas as profissões e saber que ter o alimento e as contas pagas é se sentir digno. A mesmo com muita dificuldade, conseguir tomar aquela cerveja no final de semana e seguir, mesmo com um governo e patrões que não respeitam setores profissionais.

    Maio de 2017. O Colégio Marista Champagnat e o Instituto Evangélico de Novo Hamburgo (IENH) ficaram conhecidos por terem promovido a atividade recreativa “Se nada der certo” entre suas turmas do 3° ano. A atividade, que aconteceu no mesmo mês deste ano, no IENH e em 2015 no Marista, é como uma festa à fantasia dos horrores e falta de respeito. Os alunos se vestem com fardamentos de dito subempregos, aqueles que não exigem diploma, dizendo que se a vida acadêmica não der certo eles podem recorrer a esses trabalhos para se manterem, passando a ideia de que quem não conseguiu estudar e fazer uma faculdade não deu certo na vida.

    A escola que deveria ser lugar de ensinar que o diferente é bem vindo e que respeitar a todos é a lei número um, está se tornando um espaço de segregação e julgamentos errados, opressão e reforço ao comportamento elitista branco, reforçando o racismo. Os pais têm uma responsabilidade muito importante com essa juventude, mas ao invés disso, andam de mãos dadas com essas escolas e enaltecem todos esses preconceitos de classe, gênero e raça.

    As bases de tudo que há em pé nesse país são construídas pelas mãos de todos esses trabalhadores e trabalhadoras, são essas pessoas que fecham, abrem, limpam, compram, vendem, trocam, estocam, transportam, plantam e tudo o mais que os nossos olhos alcançarem e a nossa mente imaginar. Imaginem ó o caos que seria se todas essas pessoas simplesmente resolvessem se permitir fazer alguma outra coisa que não seja trabalhar.

    Essa segunda escola que promoveu esse momento de desrespeito ao trabalhador tem orientação evangélica. Esquece que, segundo o evangelho, Jesus era carpinteiro e essa profissão não exige diploma. Segundo o evangelho, ele não deu certo?

    Por fim, deixo aqui a minha alegria particular, porque sei que tem uma outra parcela (e grande) de juventude, que milita e se indigna, que luta para que essas diferenças sejam sanadas, ou no mínimo diminuídas, que celebra o respeito acima de tudo, ao amor ao trabalho e à força do povo brasileiro que mais sofre. Que continuemos assim, tendo a possibilidade de lutar a favor de quem não pode gritar. Sermos a voz.

     

  • Prefeito Vanazzi (PT) parcela salário de maio dos servidores públicos de São Leopoldo (RS)

    Por: Lucas Fogaça, de Sapucaia do Sul, RS

    A Prefeitura de São Leopoldo comandada por Ary Vanazzi, ex presidente estadual do PT/RS, entrou na onda do parcelamento de salário de servidores públicos. O Governador do Rio Grande do Sul José Ivo Sartori (PMDB) foi quem inaugurou essa injusta prática de parcelamento de salário dos servidores. O prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Jr (PSDB) disse que fará o mesmo na folha do mês de junho e, agora, a prática foi anunciada por Vanazzi (PT). A Prefeitura de São Leopoldo depositou nesta quarta-feira (31) até R$ 2.000 como primeira parcela do salário dos servidores públicos municipais. Este depósito é referente à folha de pagamento do mês de maio. Os professores ficaram de fora do parcelamento porque, segundo a Prefeitura, o salário dos professores é pago pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

    São Leopoldo tem ao todo 4563 servidores públicos municipais, sendo que 2069 são professores. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o secretário municipal da Fazenda, Ronaldo Vieira, afirmou que “Vai ser depositado no menor prazo possível, mas dentro das possibilidades do município”. O jornal local Vale dos Sinos publicou matéria em que afirma que a folha de pagamento dos servidores públicos da Prefeitura é de 15,5 milhões mensais. E segundo o secretário da fazenda está pendente de quitação R$ 4,7 milhões. Conversamos com Angelita Lucas, Professora municipal e Secretária Geral do Ceprol (Sindicato dos Professores). “Somos servidores. E independente dos gestores, não somos nós que devemos pagar com as más administrações. Sou contra qualquer tipo de retirada de direitos e principalmente contra o parcelamento de salários, que é o mínimo que o gestor deve honrar, afinal são os servidores que tocam a máquina pública do município. Nosso sindicato jamais abriria mão de lutar pela nossa base, se a mesma tivesse o salário parcelamento. Os professores permanecem com salários em dia, pois o FUNDEB garante o pagamento”, afirmou.

    Ouvimos também Paloma Daudt, presidenta municipal do PSOL em São Leopoldo, que opinou: “Um governo que se declara popular deve colocar em primeiro lugar as trabalhadoras e os trabalhadores. E o pagamento dos salários do funcionalismo deve estar como prioridade. Na verdade, as práticas dos governos PMDB, PSDB e PT muito pouco se diferem. O PT há muito tempo deixou de ser um partido que representa a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores e o parcelamento dos salários dos servidores é apenas mais uma demonstração disso. Essa também foi uma prática da antiga gestão (PSDB). Na época foi amplamente criticada pelo próprio PT e agora podemos ver que assim que o PT assumiu a prefeitura deixou de priorizar o pagamento do salário das servidoras e dos servidores. Essa também é uma decisão que não engloba os vereadores e o próprio prefeito, por que eles não têm seus salários parcelados?”, ao ser questionada sobre o fato de que Vanazzi segue a mesma lógica de parcelamento de Sartori (PMDB) e Marchezan (PSDB).

    E quando perguntamos sobre qual é a solução para equilibrar as contas da prefeitura, isto é, como gastar menos e arrecadar mais, Paloma afirmou: “Logo ao assumir a gestão o prefeito Ary Vanazzi já demonstrou quais seriam as prioridades de sua gestão. Privilegiou os investimentos na região central da cidade como a proposta de revitalização da Rua Independência e esqueceu as zonas periféricas e os próprios servidores e servidoras públicos. Para que haja transparência na gestão é preciso que ocorra uma auditoria das dívidas do município para que a população tenha clareza de onde está sendo gasto o nosso dinheiro. Queremos saber quais são os gastos com os serviços básicos da prefeitura e decidir o que é essencial.  Além da auditoria, devemos discutir sobre o próprio sistema de impostos. Defendemos uma tributação progressiva do IPTU, em que o ricos, que tem mais, paguem mais. E os pobres, que tem menos, paguem menos. Também somos contra a isenção de impostos das grandes empresas e queremos o fim dos benefícios ficais aos grandes empresários. Para nós do PSOL o funcionalismo deve ser prioridade dentro de uma gestão popular. Por isso, as servidoras e os servidores devem ir à luta e dizer não ao parcelamento dos seus salários e denunciar mais esse ataque à classe trabalhadora”.
    Foto: Reprodução Facebook

  • Câmara Municipal de Jacareí derruba veto do prefeito e garante manutenção dos cobradores nos ônibus

    Da Redação

    No final da manhã desta quarta feira, dia 31 de maio, os vereadores de Jacareí, no estado de São Paulo, derrubaram o veto do prefeito Isaías Santana (PSDB) sobre o projeto de lei que garante a manutenção dos cobradores nos ônibus municipais da cidade.

    Proposto pelo vereador Paulinho dos Condutores (PR), o projeto havia sido aprovado por unanimidade a cerca de dois meses, em seguida foi vetado pelo prefeito e agora retornou à Câmara, onde o veto foi derrubado por onze votos a dois.

    A aprovação significa uma derrota para a empresa JTU, que monopoliza o transporte urbano na cidade. É uma conquista para os trabalhadores, por garantir a manutenção do emprego do função, e ainda significa mais segurança aos usuários do serviço.

    Para viabilizar essa conquista, foi fundamental o envolvimento e a pressão do conjunto das forças políticas de esquerda e dos sindicatos combativos da região que estiveram presentes na sessão de hoje, são eles, o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação, Condutores, Metalúrgicos, Municipais – Jacareí e SJC, SAAE, SEAAC, Papeleiros, CSP-CONLUTAS, CUT, o #MAIS, PSOL, PSTU, entre outros.

  • Dr. Link (PT), vete a lei de Vilmar Ballin (PT), que ataca servidores públicos em Sapucaia do Sul, RS

    Por: Lucas Fogaça, de Sapucaia do Sul, RS

    O PT governou a cidade por oito anos, sob o comando de Vilmar Ballin, em parceria com a Associação Industrial e Comercial de Sapucaia do Sul (ACIS) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A ACIS chegou a ter duas cadeiras cativas nos governos de Ballin. Secretaria de Indústria e Comércio e Secretaria de Planejamento eram sempre nomes indicados pelas entidades patronais. E ano passado o ex vereador Dr.Link (PT) se elegeu para prefeito numa chapa com Arlênio da Silva (PMDB). Além do PT e PMDB, o governo é formado, ainda, pelo Solidariedade e pelo PRB.

    Vilmar Ballin (PT) enviou à Câmara, em 2015, projeto de lei que ataca a carreira dos servidores públicos

    No dia 20 de outubro de 2015, o prefeito Vilmar Ballin, quando a parceria com as entidades patronais ainda estava em vigor, elaborou projeto de Lei Ordinária que modifica as regras para aquisição de triênio e quinquênio dos servidores públicos. O projeto prevê que para os servidores efetivos serão concedidos triênios de 8% para os cinco primeiros avanços e de 5% para os próximos avanços, no limite de dez avanços. Mas, para os servidores que entrarem no município após a publicação desta lei serão concedidos triênios de 5% no limite de dez avanços. Isto é, os trabalhadores que entrarem no serviço público de Sapucaia do Sul depois da aprovação desta lei terão menos direitos que os atuais.

    Este é um evidente ataque ao servidor público e à valorização dos próprios serviços públicos. E considerando que há várias formas de aumentar a arrecadação,como o combate à sonegação de impostos, a aplicação de impostos progressivos em que os ricos paguem mais, o fim dos benefícios fiscais para as grandes empresas. E que é possível diminuir os custos da administração pública diminuindo os salários e os privilégios dos vereadores, prefeitos e secretários por exemplo, atacar os servidores é realmente injusto e inadmissível. No mínimo o contrário do que o PT falou e prometeu durante a campanha eleitoral.

    E se não fosse tudo, ainda que ataque apenas os servidores públicos, abre precedente para atacar ainda mais a carreira e criar um clima de ataques patronais ao conjunto da classe trabalhadora, sinalizando um ajuste fiscal à nível municipal. São centenas de prefeituras no Brasil que estão aplicando um ajuste fiscal à nível municipal. Que os partidos dos empresários e da direita ataquem os trabalhadores não nos surpreende, mas que o PT siga este caminho, mesmo depois do golpe parlamentar, é injustificável.

    Câmara de Vereadores aprovou em abril de 2017

    Após circular por várias comissões, agora no mês de abril de 2017 o projeto foi retomado e votado pela câmara de vereadores. Aprovado por 11 votos à 2, o projeto foi encaminhado e aguarda a sanção do novo prefeito do PT Dr.Link. Que vereadores de partidos como o PP (mesmo na oposição) e PMDB tenham votado a favor de atacar o servidor público não nos deixa surpreso. Mas que o Adão do Calçado e a Raquel do Posto do PT tenham votado a favor deste projeto de lei é um absurdo.

    Quem faz o jogo da direita?

    O projeto de Lei elaborado, articulado e dirigido por PT/PMDB não é apenas um ataque aos servidores e aos serviços públicos e o contrário do que prometeu o PT nas campanhas eleitorais. É também um crime contra a articulação dos movimentos populares na cidade e região. Porque abre espaço para a hipocrisia de gente como a milionária Dr. Imília do PTB e Jorge Barbosa do PSD, os únicos vereadores que votaram contra.

    Conversamos com Clodoaldo Duarte, metalúrgico da Gerdau, diretor do sindicato dos metalúrgicos de São Leopoldo e Região e ex candidato a prefeito pelo PSOL em Sapucaia do Sul. Ele nos disse que “Imília e Jorge não tem nenhuma moral para falar sobre a valorização do servidor público. São parlamentares de partidos que estão mergulhados com tudo nos ataques à reforma trabalhista e previdenciária, além de terem vários deputados e senadores que votaram a favor da PEC que congela os investimentos públicos por 20 anos. Que não venham eles quererem dizer que são contra os ataques aos servidores públicos!Mesmo assim, é inegável que um projeto que ataca a carreira dos servidores públicos abre espaço para um discurso hipócrita da direita conservadora. Dr Link deve vetar integralmente este projeto. E os servidores devem se mobilizar para proteger seus direitos, a exemplo do que fazem os trabalhadores brasileiros na luta contra os ataques do governo Temer do PMDB”.

    O prefeito Dr. Link tem a oportunidade e o dever de vetar integralmente esta lei. Há muitas outras formas de aumentar a arrecadação e diminuir os custos do governo municipal. Que não sejam os trabalhadores a pagarem por esta crise.

    • Sapucaia do Sul é uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre (RS) com cerca de 130 mil habitantes. Extremamente fundida com os municípios de Esteio e São Leopoldo, Sapucaia do Sul é uma importante cidade operária: segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE) do RS, cerca de 80% da população economicamente ativa em 2011 estava vinculada à indústria. Grandes fábricas da Gerdau e da Pepsi estão instaladas na cidade. Mas milhares de trabalhadores se deslocam para as cidades vizinhas em fábricas da Sthil, Taurus, Gedore, AGCO, Bettanin, Maxi Forja, etc.

     

    Leia mais matérias sobre Sapucaia do Sul/RS:
    http://esquerdaonline.com.br/2016/09/26/4-motivos-para-nao-votar-no-marcelo-machado-psb-em-sapucaia-do-sul-rs/
    http://esquerdaonline.com.br/2016/09/28/5-motivos-para-nao-votar-no-volmir-rodrigues-pp-o-gordo-do-agendao-em-sapucaia-do-sul-rs/
    http://esquerdaonline.com.br/2016/12/18/faltando-uma-semana-para-o-natal-merendeiras-de-sapucaia-do-sul-ainda-nao-receberam-salario/

    Foto: Diego da Rosa / GES

     

  • Curitiba: juventude e trabalhadores rumo ao ocupa Brasília

    Por Marcello Locatelli, de Curitiba, Paraná

    Nesta manhã (23), partiu do estado do Paraná, 48 ônibus rumo a marcha ocupa Brasília. Trabalhadores e jovens decididos a ser parte ativa desta importante mobilização nacional contra as reformas e o governo ilegítimo de Michel Temer.

    Entre as pessoas mobilizadas é forte o sentimento de unidade para derrotar este governo. Todos e todas, estão preparados e preparadas, para enfrentar a truculência deste governo e do Congresso Nacional.

    A experiência de repressão vivida na mobilização em Brasília na ocasião da votação da PEC 55 deixou lições ao movimento dos trabalhadores. Desta vez a preparação para as possíveis dificuldades neste terreno é maior, a organização desta marcha prevê truculência do aparato repressivo do governo. Se isto se confirmar, ficará nítido para todo país a natureza reacionária deste governo que está suspenso no ar.

    Dentre as reivindicações estão: Fora com as reformas; Fora Temer, diretas já é eleições gerais. O MAIS, levanta que é urgente todas as centrais, frentes,  movimentos e organizações dos trabalhadores trabalharem imediatamente por uma nova greve geral e pelo fortalecimento e ampliação da frente única dos trabalhadores. Este é o método que pode dar mais força ao movimento de massas.

    Somos otimistas quanto a disposição em construir uma forte marcha que possa ter incidência positiva a favor da nossa classe. Não podemos nos iludir, os setores burgueses e imperialistas que agora querem derrubar Temer, querem ter um governo mais forte pra aplicar os ataques. A saída que tenta se construir via Lava Jato, Judiciário e grande mídia é ainda mais inclinada à direita reacionária, visa restringir ainda mais as liberdades democráticas à nossa classe.

    O único caminho progressivo só pode vir das mãos dos trabalhadores que hoje lutam para derrubar este governo.

  • Políticos do RN na mira da Justiça

    Por: Francisco Segundo, de Natal, RN

    As sessões do Senado e da Câmara Federal foram suspensas nesta quarta-feira (12/04). Os presidentes de ambas as casas legislativas estão na mira do Poder Judiciário, citados em denúncias de corrupção. Os efeitos da “delação do fim do mundo”, após depoimento de 78 diretores e ex-diretores da Odebrecht aos procuradores da lava Jato, atingem 8 ministros, 24 senadores, 3 governadores e 37 deputados federais, além de muitos outros que ocupam cargos importantes, e seus parentes. Os 5 ex-presidentes vivos foram citados, além de políticos como Aécio Neves e Geraldo Alckmin, do PSDB.

    O presidente ilegítimo, Temer (PMDB), denunciado em diversas delações e que ficou de fora da lista em virtude das prerrogativas do cargo que ocupa, fez um apelo: o governo e o congresso não podem parar. Ele quer aprovar a demolição dos direitos sociais e trabalhistas enquanto pode; mas seu governo foi atingido no peito: os titulares da Casa Civil e da secretaria-geral da presidência, Eliseu Padilha e Wellington Moreira Franco, ambos pertencentes ao núcleo duro do governo e do partido do presidente, também foram citados.

    Em meio ao escândalo nacional, as oligarquias potiguares, como de costume, não ficaram de fora: Maias e Alves de diferentes gerações e funções públicas protagonizam o caso vergonhoso. Eles têm pressa para atacar os nossos direitos; a nossa pressa é tirá-los do poder!

    Quem são os potiguares envolvidos?
    Somente nesta lista, encaminhada ao relator da Lava Jato (ministro Edson Facchin, do STF) pela Procuradoria Geral da República, com a delação dos 78 diretores e ex-diretores da empreiteira Odebrecht, são 6 políticos potiguares denunciados.

    Da família Alves, figura o patriarca e senador Garibaldi Alves Filho, além de Henrique Alves, ambos do partido do presidente Temer. O atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), também é membro da família e, apesar de não figurar nesta lista, está envolvido em outros escândalos, como o saque ao NatalPrev, a Previdência dos servidores natalenses.

    Da família Maia, foram implicados o senador José Agripino Maia e o deputado federal Felipe Maia, ambos do DEM. Além da relação com a Odebrecht, Agripino já está sendo investigado pelos esquemas que favoreceram a contratação da OAS na construção da Arena das Dunas, em Natal.

    Ainda, segundo as denúncias apuradas pelos procuradores, estão no esquema o atual governador do RN, Robinson Faria (PSD) e seu filho Fabio Faria, deputado federal pelo estado e do mesmo partido do Governador. Além deles, a ex-governadora do RN e atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP) também está envolvida.

    De fato, aqueles políticos que não estão implicados em mais esta falcatrua com o dinheiro público, devem ser tratados como exceção.

    Segundo o deputado federal Paulinho da Força, líder do partido Solidariedade (SP) e da Força Sindical (central Sindical, ligada ao governo Temer), que também foi citado na delação: “quem não apareceu [na lista] está sendo considerado desprestigiado”.

    Pelo visto, alguns parlamentares perderam totalmente a vergonha pelos crimes que cometem contra a administração e pelo roubo do dinheiro público.

    Os codinomes e as práticas comuns dos corruptos.

    Cada vez mais criativos em seus esquemas fraudulentos, políticos e grandes empresários criaram organizações criminosas, buscando saquear aos cofres públicos e contando com aparatos especiais para executar as suas falcatruas.

    A empreiteira Odebrecht, cujos delatores fornecem informações aos procuradores, possuía um grupo especial, chamado de setor de operações estruturadas, ou setor de propina, com autonomia e recursos próprios para lidar com os políticos e alimentar os esquemas de corrupção.

    São muitos os crimes que permeiam estas relações. Os mais comuns, relacionados aos citados na lista, tratam daqueles envolvendo os chamados caixa 1, quando o recurso é incorporado pelo partido ou coligação e declarado nas contas de campanha, porém a origem é criminosa; e o caixa 2, quando os valores são recebidos, mas deixam de ser declarados nas contas, sendo utilizados nas campanhas, mas permanecendo ocultos.

    No primeiro caso, são comuns as chantagens, obrigando os empresários a investir nas campanhas políticas em troca da manutenção de suas relações promíscuas, ou maquiando desvios de contratos superfaturados, onde um quinhão fica reservado aos grupos políticos que facilitam a operação com o Estado. Já para o segundo, as práticas são engenhosas e sofisticadas, incluindo paraísos fiscais e empresas de off-shore, sediados no exterior.

    Um capítulo à parte tem sido os codinomes usados pela empreiteira-criminosa, registrados em planilhas do seu setor de propina.

    José Agripino Maia é o “gripado” ou “pino”; Garibaldi Alves Filho é o “lento”; Robinson Faria é o “bonitinho”. Enquanto Rosalba é “carrosel”, Fábio Faria fica com o sugestivo apelido de “garanhão”, ou ainda “bonitão. A lista refere-se ainda ao “drácula”, o “decrépito”, o “esquálido”, o “menino da floresta”; além de outras referências bizarras.

    O financiamento empresarial das campanhas abre as portas da corrupção.

    As eleições bianuais no Brasil estão longe de apresentar igualdade de condições entre os candidatos. Os políticos dos grandes partidos, aqueles que aceitam juntar-se com os ricos na eleição e no governo, são beneficiados pelo tempo de rádio e televisão, além de receber milhões, através do caixa 1 e também do caixa 2 e do fundo partidário.

    Somente no primeiro turno da eleição presidencial de 2014, os dois principais candidatos declararam ter gasto quase R$ 1 bohão em suas campanhas.

    A metade dos valores gastos foi doada por 19 grandes grupos privados, sendo que a soma de gastos naquela ocasião chega a 1,040 bilhão, se contabilizarmos o fundo partidário.

    O montante diz respeito apenas aos valores declarados, deixando de contabilizar o já comprovado caixa 2, dando a dimensão dos valores que as empresas investem no esquema.

    Por estas cifras, as grandes campanhas são disputadas aos tapas entre os marqueteiros especializados e as empresas de publicidade, tornando-se um grande negócio para o segmento.

    Resta evidente que empresários e banqueiros investem uma verdadeira fortuna nestas campanhas, e que irão cobrar esta fatura dos eleitos que apoiaram. Somente a proibição legal do financiamento empresarial não é suficiente para barrar o círculo vicioso instalado entre os empresários e os políticos tradicionais.

    É preciso estabelecer uma nova relação entre a população e o poder público.

    Por isto, cada vez que surgem novas revelações sobre os crimes cometidos pelos políticos, aliados aos ricos e milionários de nosso país, reafirma-se a necessidade de construirmos uma alternativa independente, comprometida com os trabalhadores e o povo pobre, que não aceite dinheiro da burguesia e que seja muito democrática em suas decisões.

    De um lado, não podemos nos aliar com quem explora o nosso trabalho e rouba dos cofres públicos; de outro, o povo organizado, especialmente os partidos e as organizações da classe trabalhadora e da juventude, precisam controlar, democraticamente, os seus representantes.

    É preciso deter o saque aos cofres públicos e construir nas lutas as nossas alternativas, sem os ricos e os poderosos.

    Nós não somos da laia deles.

    Em uma de suas declarações aos investigadores da Lava Jato, o empresário Marcelo Odebrecht desafiou: “Duvido que tenha um político no Brasil que tenha sido eleito sem caixa 2. E, se ele diz que se elegeu sem, é mentira, porque recebeu do partido. Então, impossível”.

    Respondemos com convicção: Existem sim aqueles que não se venderam!

    Um exemplo disto é a ex-vereadora Amanda Gurgel (do MAIS), de Natal/RN. Eleita em 2012 com 32.819 votos (a mais votada da história da cidade), a vereadora jamais foi citada ou incluída em qualquer caso ou denúncia de corrupção. Fez um mandato limpo e aguerrido, na defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude, tornando-o uma importante trincheira na luta contra as opressões. Sem dúvida, seu mandato foi um grande impulsionador das lutas da cidade, perturbando os interesses dos “donos do poder” na cidade e região.

    Apesar das dificuldades, as suas campanhas foram construídas com o esforço individual e coletivo de muitos apoiadores e sem aceitar nenhum centavo dos ricos e poderosos. As regras eleitorais impediram a reeleição de Amanda em 2016, mesmo tendo sido a segunda mais votada no pleito, com 8.002 votos. Atualmente, ela voltou as suas funções de professora concursada do estado do RN e no município de Natal, seguindo na luta cotidiana.

    O Estado do RN tem muitos exemplos de lutadores e lutadoras que defendem honestamente as causas coletivas e cujos princípios e ideais não estão a venda. São os verdadeiros herdeiros de Clara e Felipe Camarão, que lutaram em defesa do território dos seus legítimos proprietários e em defesa do povo potiguar.

    Este é o caminho: devemos fortalecer a luta e a unidade dos trabalhadores e das trabalhadoras, encontrando pontos de apoio independentes dos patrões, caminhando junto as organizações de nossa classe e colocando as nossas energias em favor da defesa dos explorados e oprimidos; além de exigir de nossos representantes que cortem todas as suas relações com quem nos explora e nos oprime.

    Fortalecer uma alternativa radical nas lutas
    O governo “sem voto” de Michel Temer, apoiado em sua base corrupta no Congresso Nacional quer acelerar o saque aos nossos direitos. Estes bandidos, envolvidos em toda espécie de crimes e negociatas, não possuem legitimidade para aprovar nenhuma reforma.

    Esta nova lista é apenas mais um argumento que reforça a necessidade de construirmos as nossas alternativas políticas, junto aos trabalhadores, aos jovens e aos setores oprimidos de nossa sociedade, mas sem o dinheiro dos patrões e dos corruptos.

    Os políticos tradicionais, que há décadas dominam a política potiguar, precisam sair. O povo não aguenta mais estes coronéis e suas famílias. Nos resta lutar por uma alternativa independente, dos trabalhadores e socialista.
    Será nas lutas diretas e nas mobilizações da classe trabalhadora que trilharemos este caminho.

  • Fogo no pavio: Marcha da Maconha Fortaleza vai debater encarceramento feminino

    Por: Ítalo Coelho de Alencar*, do Ceará
    *dooletivo Plantando Informação

    Foi dada a largada para a construção da Marcha da Maconha de Fortaleza. Como já é tradição no calendário de lutas da cidade, a maior Marcha do Nordeste ocorre sempre no último domingo do “Maio Verde”. Neste ano, será no dia 28.

    Na última edição, em 2016, a avenida beira-mar de Fortaleza ficou lotada. Em torno de 15 mil pessoas, em sua esmagadora maioria a juventude preta e pobre, ocupou as ruas do metro quadrado mais caro da cidade para gritar em alto e bom som que exige o fim da “guerra às drogas”.

    No ano de 2017, que começou com os noticiários voltados ao colapso do sistema penitenciário nacional, o debate não poderia ser outro: a política de encarceramento em massa dos “indesejáveis” do sistema. Sob o manto da famigerada “Guerra às Drogas”, o Brasil ostenta o 4º lugar no bárbaro ranking de pessoas atrás de grades, no mundo. Entre os homens, 28% estão presos por envolvimento com tráfico de drogas. Segundo o Infopen, em 2016 a população de presos brasileiros estava em 622.222 mil presos. Mais da metade delas, 58%, estão presas por tráfico de drogas. 30% delas são presas provisórias, ou seja, ainda aguardam julgamento.

    O perfil é de mulheres negras (no Ceará, são 94%). Os números nacionais atestam que metade das mulheres presas tem entre 18 e 29 anos, se enquadrando no perfil de juventude. Apenas 11% concluíram o Ensino Médio e 50% tem o Ensino Fundamental incompleto. Mais da metade (64%) estão presas pro tráfico de drogas – em funções como armazenamento, embalagem e pequena distribuição.

    Desde a prisão, onde o tratamento dispensado pelas autoridades públicas é de humilhação, desrespeito e, em muitos casos, assédios e estupros, até chegar às penitenciárias, onde nem fardas apropriadas têm, o sistema de opressão são aumenta.

    O machismo mostra mais uma faceta de crueldade, pois na maioria dos casos os companheiros ou as famílias não vão mais visitá-las. Realidade distinta da prisão de homens. Muitos movimentos de mulheres, como o INEGRA (Ceará), denunciam descasos como a separação destas mulheres de seus filhos, até o uso de “miolo” de pão como absorvente íntimo improvisado.

    A legislação brasileira (Código de Processo Penal) garante à mulheres gestantes, ou que tenham filhos menores de 12 anos, cumprir prisão domiciliar. No entanto, é raro se ver este tipo de progressão de regime ser adotado pelo Judiciário brasileiro. Recentemente, isto ocorreu, para a surpresa de muitos. Porém, no caso concreto, este justo benefício foi concedido a Adriana Ancelmo, esposa e cúmplice do famoso ladrão de colarinho branco e ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB).

    Portanto, neste ano, no embalo do revide feminista dos grandes atos de 8 de Março no Brasil e no mundo, a Marcha da Maconha Fortaleza vai mobilizar as periferias da cidade para gritar “Vidas de mulheres negras importam”.

    Foto: Reprodução Facebook

  • Santo André está um verdadeiro caos desde as chuvas e o descaso da prefeitura.

    Por Pedro Augusto Nascimento, de Santo André/ SP

    Na noite de ontem (06), uma forte chuva parou o Grande ABC, isolou a cidade de Mauá, e paralisou a circulação dos trens da Linha Turquesa da CPTM.

    Para piorar, pela segunda vez no ano, uma ponte que cruza o Rio Tamanduateí, em Santo André, cede, transformando o trânsito na cidade, que já é péssimo, num verdadeiro inferno.

    Dessa vez, a ponte que caiu é uma das mais movimentadas da cidade, pois atravessa a Avenida dos Estados no Centro de Santo André. A ponte que cedeu em Janeiro no Bairro Santa Terezinha, na mesma avenida, até hoje não foi consertada. Some as duas pontes caídas, e hoje tivemos trabalhadores levando duas horas para fazer percursos que normalmente levariam meia hora para percorrer.

    O stress provocado por essa situação está nítido nos rostos da população. Motoristas se xingando, buzina para todo o lado, motoristas e cobradores de ônibus estendendo ainda mais as suas já extenuantes jornadas de trabalho e aquela sensação de que a solução para esses problemas levará meses para ser concluída.

    O prefeito de Santo André, Paulinho Serra (PSDB), disse no Twitter que o problema com a ponte seria resolvido rapidamente, segundo avaliações técnicas. Horas depois, a ponte que havia cedido caiu dentro do rio, demonstrando que o seu aval técnico não passava de torcida. Coisa de amador.

    Para variar, isentou-se da responsabilidade de resolver o recorrente problema de transbordamento do Córrego Oratório, que deságua no Tamanduateí e, segundo ele, é responsável pelos alagamentos pela cidade. Colocou na conta do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo de São Paulo, comandado pelo seu aliado Geraldo Alckmin. Se Alckmin tiver tanta pressa de resolver o problema do córrego quanto tem para iniciar as obras do Metrô do ABC, podemos todos prever incontáveis anos de enchentes em Santo André.

    Paulinho Serra não pode esconder-se atrás do discurso de que sofre com o legado de seu antecessor, já que foi, ironicamente, o Secretário de Mobilidade Urbana e Obras do governo de Carlos Grana (PT), entre 2012 e 2015, e abandonou o cargo para se preparar para a disputa das eleições em 2016. Esse fato diz muito sobre a sua qualidade como gestor público, mas também da já tradicional incompetência PT em escolher seus aliados políticos.

    Problemas vem de longe, mas não dá mais para esperar

    Há um longo histórico de erosões nas margens do Rio Tamanduateí em Santo André. Não é preciso ser nenhum especialista para olhar para outros trechos da Avenida dos Estados e ver que o asfalto já está cedendo, além de pontos que já passaram por manutenções, que nunca foram concluídas.

    A população andreense não pode aguardar a boa vontade de Paulinho Serra que, de previsão e obras públicas, já demonstrou que não entende nada. É preciso organizar a indignação para pressionar o prefeito. A população trabalhadora de Santo André não merece mais esse prêmio indigesto na sua volta pra casa.

    Fonte: Reprodução RDtv

  • Sede do PMDB é ocupada por manifestantes

    Da Redação Minas Gerais,

    Trabalhadores da educação em greve ocupam a sede do PMDB em Belo Horizonte. A sede do partido de Michel Temer fica na Rua Juiz de Fora, 1375, no Bairro Santo Agostinho. A reivindicação é a mesma da greve nacional da educação que ocorre hoje no Brasil: barrar a PEC 287/2016 que estabelece a reforma da previdência, que é rejeitada por 73% da população brasileira, segundo o Instituto Paraná.

    A votação da PEC está agendada para acontecer no dia 28 de março em primeiro turno no Congresso Nacional. O PMDB é o partido do atual presidente e tem a maior bancada de deputados federais, totalizando 64 eleitos. O objetivo da ocupação é pressionar o partido, a partir de seus representantes mineiros, a votarem contra a reforma da previdência.

    Além disso, a ocupação ocorreu também como uma ação de repúdio ao Projeto de Lei (PL) 4302/98 que foi colocado em pauta, após quase 20 anos de sua elaboração, de um dia para o outro no Congresso Nacional, pelo seu presidente Rodrigo Maia (DEM). Mais conhecido como PL das terceirizações, o projeto colocado em pauta no dia de hoje permite a terceirização de todas as atividades nas empresas e nos serviços públicos, incluindo as atividades fim, como professores, por exemplo.

    Essa ocupação acontece uma semana depois das enormes manifestações que tomaram as ruas no Brasil no dia 15 de março deste ano. As mobilizações até aqui já mostraram que unindo as representações sindicais e movimentos sociais é possível enfrentar o governo e seus ataques. Ao mesmo tempo, mostram a disposição dos trabalhadores e trabalhadoras em defender radicalmente seus direitos.

     

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