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  • Manifesto pede absolvição dos seis integrantes do Bloco de Lutas de Porto Alegre

    Da Redação

    Nesta terça-feira (20), acontecerá a segunda audiência do processo que tenta tornar criminosos seis jovens, integrantes do Bloco de Lutas de Porto Alegre. Dependendo da decisão, os seis jovens, parte das mais expressivas mobilizações de junho de 2013, podem ser condenados e presos. A campanha ‘Os seis de Porto Alegre são inocentes’ escreveu um manifesto e gravou um vídeo para denunciar esse absurdo. Não vamos permitir mais uma tentativa de criminalização brutal aos movimentos sociais. Divulgamos a íntegra, abaixo:

    Vídeo

    Manifesto:

    Manifesto pela absolvição dos seis integrantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público

    Em 2013, milhares de jovens e trabalhadores foram às ruas para reivindicar direitos básicos que segundo a Constituição Cidadã deveriam ser garantidos pelo Estado brasileiro. Na capital gaúcha, a mobilização iniciou em janeiro e no mês de abril conquistou sua primeira vitória: a derrubada do aumento ilegal das passagens de ônibus. A faísca acendida pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público serviu de exemplo para o país: “Façamos como Porto Alegre”, dizia uma faixa nos primeiros atos em São Paulo, onde a repressão brutal da Polícia Militar fez explodir a revolta popular nacional conhecida como Jornadas de Junho.

    O Bloco de Lutas se constituiu como movimento social amplo reunindo organizações populares, estudantis, sindicais, partidos políticos, movimentos de luta contra o racismo, machismo, LGBTfobia e aderentes de distintas matizes ideológicas vinculadas a luta social. Produzimos projetos alternativos para o transporte público e o caos na mobilidade urbana; debatemos nossas ações em assembleias abertas a participação popular; nos articulamos com intelectuais universitários, artistas, advogados e juristas, veículos da mídia alternativa. Nosso intuito era dar voz a reivindicação daqueles ignorados pelas instituições políticas e o Estado.

    A medida que nossas reivindicações alcançaram um amplo setor da população, nos tornamos alvo da repressão da Polícia. Desde abril de 2013 foram instaurados inquéritos contra ativistas, sedes de organizações políticas foram vasculhadas pela polícia, ameaças de policiais nas ruas tornaram-se comuns. Chegamos ao absurdo da invasão de residências para apreensão de livros e materiais políticos, retomando práticas do regime empresarial-militar.

    Até que em 16 de maio de 2014, foi aceito a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra seis ativistas do Bloco de Lutas. A acusação é de formação de associação criminosa armada para prática de dano ao patrimônio qualificado, explosão, furto, em concurso material e de pessoas e cometimento de lesão corporal a um policial militar.

    O inquérito lembra uma “colcha de retalhos”, se esforça para juntar fatos desconexos e não fornece nenhuma prova concreta da participação dos ativistas em qualquer uma das acusações imputadas. Não há fotos, vídeos, relatos, nada que comprove a participação dos ativistas nos crimes. A principal acusação é a transformação do Bloco de lutas de Porto Alegre e alguns dos seus ativistas em uma associação criminosa.

    As penas somadas aproximam-se dos 20 anos de prisão. No dia 20 de junho ocorrerá uma nova audiência do julgamento iniciado em janeiro. Ironicamente, exatamente quatro anos após a prisão de Rafael Braga, jovem negro do Rio de Janeiro, preso numa manifestação portando uma garrafa de pinho-sol. O inquérito policial de Rafael assemelha-se com o nosso, pois forjam-se provas, forças policiais constituem a maioria dos depoimentos e nenhuma prática criminosa é constatada na conduta dos acusados, que também são jovens negros e trabalhadores.

    A liberdade de manifestação, reunião e organização política está ameaçada com esse processo, em meio a um cenário de crise da democracia e tentativa de destruição de direitos sociais, onde a participação popular se faz necessária para discutir os rumos do país. Precisamos de liberdade para lutar hoje, mais do que ontem.

    Chamamos todos os movimentos sociais, intelectuais, artistas, juristas, indivíduos e instituições comprometidas com as liberdades democráticas a somarem-se na defesa da absolvição dos jovens do Bloco e contra a perseguição aos movimentos sociais.

    Alfeu Neto, Gilian Cidade, Lucas Maróstica, Matheus Gomes, Rodrigo Brizolla e Vicente Mertz: ninguém ficará para trás, liberdade para lutar!

    Assinaturas

    Parlamentares e dirigentes políticos

    Olívio Dutra – Ex-prefeito de Porto Alegre, Ex-governador do RS – PT
    Lindbergh Farias – Senador (RJ) – PT
    Luciana Genro – PSOL
    Paulo Paim – Senador (RS) – PT
    Guilherme Boulos – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e Frente Povo sem Medo
    João Paulo Rodrigues – MST
    Manuela D’Ávila – Deputada Estadual (RS) – PC do B
    Raúl Pont – Ex-prefeito de Porto Alegre – PT
    Miguel Rosseto – Ex-vice governador do RS – PT
    Mária do Rosário – Deputada Federal (RS) – PT
    Pepe Vargas – Deputado Federal (RS) – PT
    Henrique Fontana – Deputado Federal (RS) – PT
    Stela Farias – Deputada Estadual (RS) – PT
    Tarcísio Zimmermann – Deputado Estadual (RS) – PT
    Nelsinho Metalúrgico – Deputado Estadual (RS) – PT
    Miriam Maroni – Deputado Estadual (RS) – PT
    Adão Villaverde – Deputado Estadual (RS) – PT
    Marcelo Sgarbossa – Vereador (POA) – PT
    Sofia Cavedon – Vereadora (POA) – PT
    Pedro Ruas – Deputado Estadual (RS) – PSOL
    Fernanda Melchionna – Vereadora (POA) – PSOL
    Roberto Robaina – Vereador (POA) – PSOL
    Alex Fraga – Vereador (POA) – PSOL
    Israel Dutra – Tesoureiro Nacional do PSOL e Presidente do PSOL-RS
    Karen Santos – 1° Suplente de Vereadora (POA) – PSOL
    Luiz Araújo – Presidente Nacional do PSOL
    Marcelo Freixo – Deputado Estadual (RJ)– PSOL
    Jean Wyllis – Deputado Federal (RJ) – PSOL
    Glauber Braga – Deputado Federal (RJ) – PSOL
    Chico Alencar – Deputado Federal (RJ) – PSOL
    Flávio Serafini – Deputado Estadual (RJ) – PSOL
    Eliomar Coelho – Deputado Estadual (RJ) – PSOL
    David Miranda – Vereador (RJ) – PSOL
    Renato Cinco – Vereador (RJ) – PSOL
    Tarcísio Mota – Vereador (RJ) – PSOL
    Marielle Franco – Vereadora (RJ) – PSOL
    Paulo Eduardo Gomes – Vereador (RJ) – PSOL
    Leonel Brizola – Vereador (RJ) – PSOL
    Paulo Pinheiro – Vereador (RJ) – PSOL
    Ivan Valente – Deputado Federal (SP) – PSOL
    Sâmia Bombim – Vereadora (SP) – PSOL
    Carlos Gianazzi – Deputado Estadual (SP) – PSOL
    Edmilson Rodrigues – Ex-prefeito de Belém e Deputado Federal (PA) – PSOL
    Fernando Carneiro – Vereador (PA) – PSOL
    Fernando Silva “ Tostão “ – Secretário Geral do PSOL
    Juliano Medeiros – Presidente da Fundação Lauro Campos
    Renato Rosseno – Deputado Estadual (CE) – PSOL
    Téssie Reis- Diretório Estadual do PSOL (CE) / Coordenadora do Fórum Ceará no Clima
    Óton Mario de Araújo Costa – Prefeito de Jaçana (RN) – PSOL
    Robério Paulino – Economista e dirigente do PSOL (RN)
    Ricardo Gebrim – Consulta Popular
    Amanda Gurgel – Ex-vereadora de Natal – Movimento por uma Alternativa Socialista e Independente
    Sílvia Ferraro – Movimento por uma Alternativa Socialista e Independente
    Toninho Ferreira – 1° Suplente de Deputado Federal e Presidente do PSTU-São José dos Campos (SP)
    Vera Lúcia – Presidente do PSTU-SE
    Cleber Rabelo – Ex-vereador e Presidente do PSTU-PA
    Rodrigo Maroni – Vereador (POA) – PR
    Leo Dahmer – Vereador pelo PT em Esteio/RS
    Diógenes Oliveira – Ex-secretário de Transportes de Porto Alegre
    Marcelo Soares – Raiz Cidadanista
    Vereadora Natalia Bonavides (PT Natal)

    Organizações Políticas

    Movimento Por uma Alternativa Socialista (MAIS)
    Nova Organização Socialista (NOS)
    União da Juventude Socialista (UJS)
    Levante Popular da Juventude
    Consulta Popular
    Alicerce
    Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
    Movimento Esquerda Socialista/PSOL
    Juntos
    Insurgência/PSOL
    Partido Comunista Brasileiro (PCB)
    União da Juventude Comunista (UJC)
    Unidade Classista
    Partido Comunista Revolucionário (PCR)
    União da Juventude Rebelião (UJR)
    Unidade Popular pelo Socialismo (UP)
    Partido da Causa Operária (PCO)
    Comunismo e Liberdade
    Unidos Pra Lutar
    Conspiração Socialista
    Esquerda Marxista
    Resistência e Luta
    Quinze de Outubro
    Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT)
    Juventude Faísca – Anticapitalista e Revolucionária
    Grupo de Mulheres Pão e Rosas
    Movimento Nossa Classe
    Diretório Municipal PSOL – Sapucaia do Sul (RS)
    Diretório Municipal PSOL – São Leopoldo (RS)
    Bloco de Esquerda Socialista (SP)
    Socialismo ou Barbárie (Sob)
    Federação Anarquista Gaúcha (FAG)
    União Popular Anarquista (UNIPA)
    Resistência Popular – Estudantil, Sindical e Comunitária
    Outros Outubros Virão
    Nova Práxis/PSOL
    Juventude Comunista Avançando (JCA)
    Polo Comunista Luiz Carlos Prestes (PCLCP)
    Comuna/PSOL
    Raiz Cidadanista
    Brigadas Populares
    Coletivo Anarquista Bandeira Negra

    Movimentos Sociais

    Paulo César Carbonari – Movimento Nacional de Direitos Humanos
    Movimento dos Sem Terra (MST)
    Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)
    Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB-RS)
    Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB)
    Movimento Luta Popular
    Ateneu Libertário – A Batalha da Várzea
    Campanha Contrataque
    Estágio Interdisciplinar de Vivências – EIV SC
    Movimento Nacional da População em Situação de Rua – MNPR/SC
    Movimento Passe Livre – Floripa
    Movimento Ponta do Coral 100% Pública
    Ocupa Obarco

    Associações e Conselhos

    Cfess – Conselho Federal de Serviço Social
    Associação Educacional para o Consumo Responsável Rede Bem da Terra
    Centro de Estudos Ambientais de Pelotas
    Instituto Arco-íris de Direitos Humanos
    Conselho Regional de Psicologia 12a Região – Santa Catarina
    Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos (RS)
    Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF)

    Entidades da área do Direito e juristas

    Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da UFRGS
    Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares- Renap/RS
    Grupo de Direitos da Criança e do Adolescente – Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da UFRGS
    Grupo Interdisciplinar de Trabalho e Assessoria para Mulheres (GRITAM)
    Beatriz Renck – Tribunal Regional do Trabalho da 4ª região – Porto Alegre
    Aderson Bussinger, conselheiro da OAB-RJ

    Movimento Negro

    Frente Quilombola – RS
    Organização para a Libertação do Povo Negro (OLPN)
    Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe

    Movimento de Mulheres

    Movimento Mulheres em Luta
    Movimento de Mulheres Olga Benário
    Coletivo Feminino Plural
    Coletivo Feminista Ana Montenegro

    Movimento dos Povos Indígenas

    Conselho Indígena Missionário – Sul

    Movimento LGBT

    Desobedeça

    Movimento Estudantil

    UNE
    Diretório Central dos Estudantes da UFRGS
    Associação de Pós-Graduandos da UFRGS
    Centro de Estudantes de História da UFRGS
    Diretório Acadêmico da Geografia da UFRGS
    Centro Acadêmico de Dança da UFRGS
    Diretório Acadêmico de Educação Física da UFRGS
    Diretório Acadêmico de Química da UFRGS
    Centro de Estudantes de Ciências Sociais da UFRGS
    Grêmio Estudantil Júlio de Castilhos – Porto Alegre
    Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini – PUC-RS
    Diretório Acadêmico da Psicologia – PUC-RS
    Movimento de Estudantes da Unisinos
    DCE da USP
    Coletivo Estudante pra Estudante (PR)

    Jornalistas, midiativistas e veículos de mídia

    Esquerda Online
    Jornalismo B
    Coletivo Catarse
    Nonada
    Rádio A Voz do Morro
    Anú – Laboratório de Jornalismo Social
    Mídia Capoeira
    Esquerda Diário
    Pedro Estevam da Rocha Pomar – jornalista
    Alexandre Haubrich – Jornalista
    Bruna Andrade – Jornalista
    Guilherme Fernandes Oliveira – Jornalista
    Matheus Chaparini – Jornalista
    Marcelo Branco – Movimento Software Livre
    Lucas Pitta – Comunicador
    Marcelo Niluk Vianna – Fotógrafo e produtor audiovisual
    Niara de Oliveira – Jornalista
    Ramiro Furquim – Fotojornalista
    Ângelo Neckel – Jornalista
    Carol Burgos – Jornalista Esquerda Online
    Mateus de Albuquerque, jornalista de Santa Maria -RS
    João Amaral, Jornalista/ Bambu Articulação Ecossocialista
    Thiago Rodrigues – Editor do Esquerda Diário
    Leandro Lanfredi – Editor do Esquerda Diário
    Iuri Tonelo – Editor da Revista Ideias de Esquerda
    Simone Ishibashi – Editora das Revistas Ideias de Esquerda e Estratégia Internacional

    Artistas, grupos, coletivos e ativistas da cultura

    Genival Oliveira Gonçalves – GOG (DF)
    King Nino Brown (SP)
    Negra Jaque (RS)
    Rafa – Rafuagi (RS)
    Rael Real – Buzão 209 (RS)
    Latuff – Chargista
    Marcelo Militão – Ator
    Mariana Abreu – Atriz
    Josué Farias – Músico
    Jésse Dias – Músico
    Ederson Bitencourt Pereira – Músico
    Arthur Silva Nunes – Músico
    Arysson Rodrigues – Músico
    Luan Vieira – Músico
    Gabriel Franco – Músico
    Douglas Guilherme – Musico
    Andrio Catílio – Artista Gráfico
    Lucas da Veiga – Nação hip-hop Brasil
    Movimento Nacional Hip-Hop Quilombo Urbano
    Mente Mestra S/A (RS)
    Coletivo Musical La Digna Rabia (RS)
    Banda Hempadura (RS)
    Kalunga (RS)
    Grupo TIA de Teatro Canoas (RS)
    Ubando – Grupo de Teatro (RS)
    Vozes Libertárias Centro de Cultura Libertária da Azenha (RS)
    Cambada de Teatro Levanta Favela (RS)
    Ocupa Minc (RJ)

    Reitorias, Departamentos e professores universitários

    Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro
    Departamento de História UFRGS
    Programa de Pós-Graduação de História UFRGS
    GT História e Marxismo – ANPUH/RS

    UFRGS

    Laura de Souza Fonseca
    Francisco Marshall
    Luis Augusto Fischer
    Sérgio Menuzzi
    João Medeiros
    Mário Brauner
    Mailiz Garibotti Lusa
    Mathias Seibel Luce
    Monica Bonatto
    Daniele Azambuja Cunha
    Pedro de Almeida Costa
    Sueli Goulart
    Dilermando Cattaneo da Silveira
    Cláudia Fonseca
    Maria Ceci Misoczky
    Vivian Ignes Albertoni da Silva
    Carlos Schmidt
    Felipe Kirst Adami
    Luciane da Costa Cuervo
    Helena Piccoli Romanowski
    Fernando Hepp Pulgati
    Carlos Alberto Gonçalves

    RS

    Cheron Moretti – UESC
    Moises Pinto Neto – ULBRA
    Paloma Daudt – Unisinos
    Getulio Lemos – UFSM
    Luiz Henrique Schuch – UFPEL

    RJ

    Marcelo Badaró Mattos – UFF
    Carla Cecília – UFRJ
    Sara Granemann – UFRJ
    Marco Antonio Perruso, UFRRJ
    Cristina Miranda, UFRJ
    Virginia Fontes – UFF e Fiocruz
    Felipe Demier – UERJ
    Roberto della Santa – UFF
    Viviane Narvaes – UNIRIO
    Renata Marins Alvim Gama de Oliveira – UERJ
    Elizabeth Carla Vasconcelos Barbosa, UFF
    Rodrigo Castelo – Unirio
    Marinalva Silva Oliveira – UFF
    Carla Daniel Sartorr – Unirio
    Carlos Augusto Aguilar Junior – UFF
    Antoniana Dias Defilippo – UFF.

    SP

    Osvaldo Coggiola – USP
    Henrique Soares Carneiro – USP
    Luiz Renato Martins -USP
    Rodrigo Ricupero – USP
    Ruy Braga – USP
    Francisco Miraglia – USP
    Lincoln Secco – USP
    Marcus Orione – USP
    Jean Tible – USP
    Mauricio Cardoso – USP
    José Arbex Jr – PUC
    João Machado Borges Neto – PUC
    Maria Beatriz Costa Abramides – PUC
    Rosa Maria Marques – PUC
    Débora Cristina Goulart – Unifesp
    Jair Pinheiro – UNESP
    Vanda Souto – UNESP
    Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida
    Caio Navarro Toledo – Unicamp e Comitê editorial da Marxismo21
    Marly Vianna – Professora da UNIVERSO
    Vanderlei Elias Nery – Universidade Cruzeiro do Sul
    Gustavo dos Santos Cintra Lima – IFSP
    Márcia Aparecida Jacomini – Unifesp

    BA
    Milton Pinheiro – UNEB

    ES

    Eurelino Coelho – UEFS

    PR

    Gilberto Calil – UNIOESTE
    Camila Cavivi Lui
    Jacqueline Parmigiani

    CE

    Roberto Araújo – IFCE
    Rodrigo Santaell – IFCEPB
    Gonzalo Adrian Rojas – Professor da Universidade Federal de Campina Grande PA

    DF

    Gilson Dantas – UnB

    MA

    Antonio Gonçalves – UFMA

    PI

    Marta Maria Azevedo Queiroz – UFPI
    Daniel de Oliveira Franco – UFPI

    GO

    Fernando Lacerda Jr – UFG
    Luís Augusto Vieira – UFG

    MG

    Mario Mariano Ruiz Cardoso – UFVJM
    Sara Martins de Araújo – UFOP

    Conselheiros Tutelares

    Maria Lúcia Sant’Anna – Centro/Porto Alegre

    Sindicatos

    Central Sindical e Popular Conlutas
    Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
    Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
    Nova Central Sindical – RS
    Movimento Avançando Sindical (MAS)
    Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Santa Maria
    Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição – ASERGHC
    CEPROL – Sindicato dos Professores Municipais de São Leopoldo
    Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
    Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS)
    Centro dos Funcionários do Tribunal de Justiça (Cejus)
    Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no RS (Sindisprev/RS)
    Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus/RS)
    Sindicato dos Servidores da Caixa Econômica Estadual do Rio Grande do Sul (Sindicaixa/RS)
    Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Metroviário e Conexas do RS (Sindimetrô/RS)
    Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Simpe/RS)
    SISME – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Esteio/RS
    20º núcleo do CPERS, Canoas e região – Sindicatos dos professores da Rede Pública Estadual
    Sindicato Nacional Dos Docentes Das Instituições De Ensino Superior
    Sindicato Nacional Dos Serv. Federais Da Educação Básica, Profissional E Tecnológica
    Federação Nacional Dos Trabalhadores Nas Indústrias Gráficas
    Federação Democrática Dos Metalúrgicos De Minas Gerais
    Sindicato Dos Trabalhadores Da Construção Civil De Fortaleza/Ce
    Sindicato Dos Trabalhadores Na Indústria De Confecção Feminina De Fortaleza/Ce
    Sindicato Dos Trabalhadores Rodoviários De Fortaleza/Ce
    Sindicato Dos Servidores Públicos Municipais De Juazeiro Do Norte/Ce
    Sindicato Dos Odontologistas Do Estado Do Ceará
    Sindicato Dos Servidores Do Poder Judiciário Federal Do Estado De Mato Grosso
    Sindicato Dos Trab. No Serviço Público Municipal De Limoeiro Do Norte-Ce
    Sindicato Dos Servidores Públicos Municipais De Jaguaruana-Ce
    Sindicato Dos Trab Nas Empresas De Transp. Rodov De Passag. Intermun. Est. Ce
    Sindicato Dos Municipários De Sta Barbara Do Sul/Rs
    Sindicato Dos Trab. Do Reflorestamento, Carvoamento E Benefic. De Madeira/Ba
    Sindicato Dos Servidores Do Poder Judiciário Federal Em Alagoas
    Sindicato Dos Funcionários Públicos Municipais De Alagoinhas/Ba
    Sindicato Dos Trabalhadores Do Judiciário Federal E Mpu No Maranhão
    Sindicato Dos Metalúrgicos De São José Dos Campos/Sp
    Sindicato Metabase De Congonhas/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De São João Del Rei/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Itaúna/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Itajubá/Mg
    Sindicato Dos Ceramistas De Monte Carmelo/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Pirapora/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Ouro Preto/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Divinópolis/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Três Marias/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Governador Valadares/Mg
    Sindicato Dos Metalúrgicos De Várzea Da Palma/Mg
    Sind. Prof Enferm E Empreg Em Hosp, C. De Saúde, Duch. E Massag. De Divinópolis/Mg
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação De Divinópolis/Mg
    Sindicato Dos Servidores Públicos De Monte Carmelo/Mg
    Sindicato Dos Servidores Públicos De Betim/Mg
    Sindicato Dos Empregados Em Estab. De Serviços De Saúde De Bh E Região/Mg
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação Da Rede Municipal De Bh/Mg
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Empresa De Assessoramento, Pesq. E Pericia De Mg
    Sindicato Municipal Dos Profissionais De Ensino Da Rede Oficial Do Recife/Pe
    Sindicato Dos Trabalhadores Nos Correios De Pernambuco
    Sindicato Dos Trab. Em Educ. Das Inst. Federais De Ensino Sup. No Estado Do Paraná
    Sindacato Dos Trabalhadores Nas Indústrias Gráficas/Df
    Sindicato Da Construção Civil De Belém/Pa
    Associação Dos Funcionários Da Funpapa/Pa
    Sindicato Dos Trabalhadores Nos Correios Da Paraíba
    Sindicato Dos Servidores Públicos Municipais De Teresina/Pi
    Sindicato Dos Petroleiros/Al E Se
    Sindicato Dos Servidores Federais No Estado De São Paulo
    Sindicato Dos Trabalhadores Do Judiciário Federal No Estado De São Paulo
    Sindicato Dos Trabalhadores Nos Correios Do Vale Do Paraíba/Sp
    Sindicato Dos Trabalhadores Nas Indústrias De Alimentação De São José Dos Campos
    Sindicato Dos Trab. Nas Universidades Da Região Do Abc/Sp
    Sindicato Dos Professores De Guarulhos/Sp
    Sindicato Dos Trabalhadores Da Usp/Sp
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação Da Universidade Federal Fluminense/Rj
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação Da Ufrrj/Rj
    Seção Sindical Do Sinasefe Em Campos/Rj
    Seção Sindical Do Sinasefe Em Santa Tereza/Es
    Seção Sindical Do Sinasefe – Sinasefe/Ifsc/Sc
    Seção Sindical Do Sinasefe – Sinasefe/Ba
    Sindicato Dos Servidores Públicos Municipais De Entre Rios/Ba
    Sindicato Dos Trabalhadores No Comércio De Nova Iguaçú E Região/Rj
    Sindicato Dos Trabalhadores No Comércio De Santa Cruz Do Sul/Rs
    Sindicato Dos Empregados No Comercio De Passo Fundo/Rs
    Sindicato Dos Trabalhadores No Comércio De Caruaru/Ce
    Sindicato Dos Trab. Nas Ind. De Cimento, Cal, Gesso E Cerâmica Do Munic. De Aracajú/Se
    Sindicato Dos Trabalhadores Nas Indústrias Urbanas Do Estado De Goiás
    Sindicato Dos Trab. Nos Transportes Coletivos De Goiânia E Região Metropolitana/Go
    Sindicato Dos Empregados Da Prefeitura Municipal De Passos De Minas/Mg
    Sindicato Dos Servidores Publicos Municipais De Fortaleza De Minas/Mg
    Sindicato Dos Trabalhadores No Transporte Alternativo/Go
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Serviços De Saúde De Formiga/Mg
    Sindicato Dos Servidores Do Quadro Especial Da Sarh/Rs
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Processamento De Dados/Rs
    Sindicato Dos Metroviários/Rs
    Sindicato Dos Previdenciários/Rs
    Sindicatos Dos Servidores Da Saúde/Rn
    Sindicato Estadual Dos Trabalhadores Em Educação De Ensino Superior/Rn
    Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação Municipal De São Jose Do Rio Preto/Sp
    Sindicato Dos Servidores Públicos Municipais De Esplanada/Ba
    Aduff/Rj – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Aduneb/Ba – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adufs/Se – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adufs/Ba – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adufersa – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Aduf/Ms – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adusc/Ba – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adusb/Ba – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Apruma/Ma – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Sindcefet/Mg – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Sindunifesspa – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Aduferpe – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adufcg/Pb – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Adufpel/Rs – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Sedufsm – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Aduepb – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Sinduece – Seção Sindical Do Andes-Sn
    Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (MT)
    Sindicatos dos Servidores de São José dos Pinhais (PR)
    Sindipetro PA/AM/MA/AP
    Sinpro/Guarulhos
    Seção Sindical do ANDES-SN na UFSC
    ASDUERJ – Seção Sindical do ANDES
    APEOESP/SP – Subsedes e oposições sindicais
    Subsede Guarulhos -APEOESP/SP
    Subsede Santo André -APEOESP/SP
    Subsede São Miguel/Itaim Paulista -APEOESP/SP
    Subsede Suzano -APEOESP/SP
    Subsede Litoral Sul -APEOESP/SP
    Subsede Umaré-Hortolândia -APEOESP/SP
    Corrente Proletária da Educação/APEOESP/SP
    Sinasefe Seção Natal
    Sindsaúde-RN
    Sindsaúde Pau dos Ferros
    Sinai
    CRESS-RN
    Sintest-RN

    Dirigentes dos movimentos sindical, estudantil e popular

    Guiomar Vidor – Central dos Trabalhadores do Brasil e Federação dos Trabalhadores do Comércio (RS)
    Claudir Nespolo – Presidente da Central Única dos Trabalhadores – RS
    Cristiano B Moreira – Diretor da Federação Nacional do Judiciário Federal e do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS
    Ruy Almeida – Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS
    Norton Jubeli – União Geral dos Trabalhadores (UGT)
    Oniro Camilo – Nova Central Sindical (NCST)
    Marcelo Magú – Força Sindical
    Emérson Dutra – Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre
    Julio Appel – Vice-Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do Estado do RS
    Marcelo Radme da Silva – Diretor do Sindicato dos Servidores da Procuradoria Geral EstaduaL Dalva Mak Ksieger – Vice-Presidente do Sindicato do Ministério Público Estadual/RS
    Ricardo Freitas – Vice-Presidente do Sindicato de Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Estado (RS)
    Gabriel Ferreira – Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo
    Ademir Maia Couto, Secretário Geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região/RS.
    Valdemir Ferreira Pereira, Secretário de Prevenção da Saúde do Trabalhador do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região/RS
    Julio Cesar da Silva, Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região/RS
    Diomar Machado, Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região/RS
    Clodoaldo Duarte Rodrigues, Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região/RS
    Giany Rodrigues – professora da rede estadual/RS
    Jusselaine Gomes Porto – vice-presidente do Cejus
    Davi Pio – diretor do Sindjus/RS
    Neida Porfírio de Oliveira – Membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP Conlutas, Conselheira 1/1000 CPERS e da Executiva Estadual do PSOL;
    Érico Corrêa – Presidente do Sindicaixa, Membro do Diretório Estadual do PSOL e Membro da Secretaria Executiva Estadual da CSP Conlutas;
    Mari Andréia Oliveira de Andrade – Presidente do PSOL Cruz Alta, Conselheira 1/1000 do CPERS;
    Rosenei Nikititiz Lopes – Diretora do Núcleo do CPERS Cruz Alta;
    João Ramos – Juventude Construção Socialista – PSOL Cruz Alta;
    Vivian Zamboni – Diretora do Núcleo CPERS Camaquã/ Secretaria Executiva Estadual CSP CONLUTAS
    Fátima Contreira – Diretora do Núcleo do CPERS São Borja
    Terezinha Bullé – Diretora do Núcleo 38ª- do CPERS Porto Alegre;
    Marivete Moraes de Melo – Diretoria do 38ª Núcleo CPERS Porto Alegre, Membro da Secretaria Executiva Estadual da CSP Conlutas;
    Miguel Chagas – Secretário Geral do Sindicaixa
    Luís Henrique Chagas – Presidente do Sindimetrô – RS
    Henrique Forzza – Diretoria do Sindimetrô – RS
    Camila Palomo – Diretoria do Sindimetrô – RS
    Ludimilla Fagundes – Membro da Secretaria Estadual da CSP Conlutas
    Márcia Rolim – Membro da Secretaria Estadual da CSP Conlutas
    Maira Farias – Conselho Fiscal CPERS, dirigente da Construção Socialista/PSOL
    Angélica Bruch – Dirente da Construção Socialista/PSOL
    Norma dos Santos Machado – Conselheira 1/1000 do CPERS
    Pedro Moacir Abrianos Moreira – Diretor do CPERS São Gabriel
    Joaquina Gládis – Representante Estadual dos Aposentados CPERS
    Maria Aparecida Portela Prado – Representante Estadual dos Aposentados CPERS
    Luzia Regina Hermann – Conselheira 1/1000 CPERS
    Marli Aparecida de Souza – Conselheira 1/1000 CPERS
    Neusa Dias – PSOL Osório
    Maria da Glória Sampaio – Diretora Sindicaixa, PSOL Santa Maria
    Laura Marques – PSOL Santa Maria
    Gentil Lovatel – Diretor Sindicaixa
    Marilene Carvalho – Diretora Sindicaixa
    Adaílson Rodrigues – Cipeiro dos rodoviários de Porto Alegre RS
    Patricia Galvão – Diretora do Sintusp
    Bárbara Delatorre – Diretora do Sintusp
    Adriano Favarin – Diretor do Sintusp
    Caio Leão Grelha – Diretor de Base do Sintusp
    Marília Lacerda – Diretora de Base do Sintusp
    Yuna Ribeiro – Diretora de Base do Sintusp
    Mary Coseki – Diretora de Base do Sintusp
    Rodolfo Ferronato – Diretor de Base do Sintusp
    Décio Oliveira – Diretor de Base do Sintusp
    Danilo Magrão – Diretor da Apeoesp pela Oposição
    Luciana Vizotto- Conselheira estadual eleita da Apeoesp pela Oposição
    Marcella Campos – Conselheira regional da Apeoesp pela Oposição
    Tatiana Malacarne – Conselheira regional eleita da Apeoesp pela Oposição
    Vinicius Diello – Conselheiro estadual eleito da Apeoesp pela Oposição
    Maíra Machado – Diretora da Apeoesp pela Oposição
    Marilia Rocha – Diretora do Sindicato dos Metroviários
    Daphnae Helena – Cipista da linha 3 do Metrô
    Thais Oyola – Delegada Sindical da Caixa Econômica Federal – Agência Sé
    Eduardo Máximo – Delegado Sindical da Caixa Econômica Federal – Agência Sete de Abril
    Flavia Valle – Professora da Rede Pública de Minas Gerais e ex candidata a vereadora do MRT pelo PSOL em Contagem.
    Natalia Mantovan – Delegada Sindical dos Correios
    Diego Wut Nunes – Professor da rede pública de Caxias do Sul RS
    Carolina Cacau – Coordenadora do Centro Acadêmico do Serviço Social UERJ
    Willian Garcia – Diretor do CAPPF (Centro Acadêmico da Pedagogia Professor Paulo Freire USP)
    Flavia Toledo – Diretora do CAPPF (Centro Acadêmico da Pedagogia Professor Paulo Freire USP)
    Alexandre Guedes – Executiva CSP-Conlutas RN
    Alisson Gomes Callado – Sintab-PB  (Sindicato Serv. Municipais do Agreste e da Borborema)
    Allyne Dayse Macedo – Marcha Mundial de Mulheres
    Carlos Alberto de Oliveira – Povos do Terreiro
    Dario Barbosa, presidente PSTU RN
    Diego E. Amaro da Costa – Instituto Reação Periférica
    Edneudo Fernandes – Sindsaúde Pau dos Ferros
    Euzamar Mesquita de Figueiredo – Sinai / Intersindical
    Felipe Tavares de Araújo – Sintest-RN / LSR-PSOL
    Jéssica Augusto dos Santos – CRESS-RN / MAIS
    João Antonio Assunção – Sindsaúde-RN / MAIS
    Jose Jaeson de Alencar – Rede Potiguar de Música
    José Olavo Ataide Filho – Diretório Estadual do PT-RN
    Juary Chagas – Exec. CSP-Conlutas RN / MAIS
    Juvêncio Hemetério Filho – Sindicato dos Bancários RN
    Lerson Fernando dos Santos – Assoc. Cultural Casa do Cordel
    Luana Isabelle dos Santos – Frente Potiguar Contra a Redução da Idade Penal
    Luana Soares, presidenta CRESS-RN / MAIS
    Luiz Claudio da Silva – Programa Motyrum de Educação em Direitos Humanos
    Maria Aparecida da Silva Fernandes – Sinasefe Seção Natal
    Maria das Graças Cardoso P. Leal – Coletivo Dez Mulheres / Natal-RN
    Maria das Neves Valentim – Coletivo Dez Mulheres / Natal-RN
    Marta Turra – Bancária, suplente na FUNCEF
    Michael Hudson Dantas – CRESS-RN / MAIS
    Miriam Torres Lima – CRESS-RN
    Moacir Soares – CTB/RN
    Patrícia Maria de Lima – CRESS-RN
    Renan Mateus de Oliveira – Pastoral da Juventude RN
    Rosália Fernandes, Executiva Nacional CSP Conlutas / Sindsaúde RN
    Salvina Maria da C. Andrade – Sinai Mossoró
    Santino Arruda – Sinai-RN / PSOL
    Sayonara Régia de Medeiros – CEDECA – Casa Renascer
    Shilton Roque dos Santos – Servidor IFRN / Advogado
    Simone Dutra, Sindsaúde-RN / MAIS
    Sonia Maria Godeiro – PSOL – GOSS
    Thuemara Otton B. dos Santos – Coletivo Dez Mulheres / Natal-RN
    Zilta Nunes de Oliveira – Sinai / Intersindical

    Ademar Laurindo Araujo (MLB)
    Alberto Silva de Farias – PSOL / GAS
    Amanda Rafaela Vieira dos Santos (MLB)
    Ana Lia Gomes Pereira – Advogada CTB-RN
    Ana Paula de Lima Mendonça (MLB)
    Ana Paula Pereira Comissário – Técnica-administrativa UFRN
    Ângela Maria Alves – Servidora da saúde / GAS/PSOL
    Annecy Ferreira da Costa (MLB)
    Antônio R. dos Santos de Souza – PCB / UJC
    Breno Mariz Batista – Técnica-administrativa UFRN / MAIS
    Clara Juliete Barbosa (MLB)
    Claudio José do Nascimento (MLB)
    Dalva Soares da Silva (MLB)
    Eliane do Nascimento Feitoza (MLB)
    Elzita do Nascimento Feitoza (MLB)
    Emanoele Rosa Mousinho (MLB)
    Erica da Silva Barbosa (MLB)
    Fabiana Mara de Macedo (MLB)
    Fellipe Coelho Lima – PSOL / LSR
    Flavio da Silva Fernandes – Petroleiro
    Francisco da Silva Nepomuceno (MLB)
    Geovane Moreira de Araújo – UJC / PCB
    Gustavo Heitor da Silva Camelo – PT-RN
    Iraneide Soares de Lima (MLB)
    Ivanilda Pereira Xavier – Servidora Estadual
    Janderson Pereira de Andrade (MLB)
    Jandiara Patricia Alves dos Santos (MLB)
    Janilson Gomes da Silva FIlho (MLB)
    Jessilene Karla Silva da Costa (MLB)
    Jessyca Aparecida de Medeiros – Psicóloga / MAIS
    Jhonnathan Boaz Alvez Malveira – PCR / UJR
    João Felipe Santiago Dantas – Músico / MAIS
    João Paulo das Chagas da Silva (MLB)
    Joedson do Nascimento Feitoza (MLB)
    José Jefferson Souza da Silva (MLB)
    Layon Lunard de Sena – PCB / UJC
    Lidiane Luiza F. de Sena (MLB)
    Luana Paôla Dantas – Professora / MAIS
    Lucineide Gomes dos Santos (MLB)
    Luis Inácio da Silva Medeiros – Estudante
    Luiz M. Beserra de Lima – PSOL – Nova Práxis
    Luiza Cicera da Silva (MLB)
    Maiara Silva Araújo – PSOL
    Marcus Vinícius Duarte – PSOL / Gas-N.Praxis
    Maria Anunciação de Lima (MLB)
    Maria de Lima Silva (MLB)
    Maria Lucineide de Morais (MLB)
    Maria Rodrigues de Oliveira (MLB)
    Marize de Vasconcelos Medeiros – CTB Educação
    Mayara Bezerra Jerônimo – professora Natal RN
    Mirele Pontes do Nascimento (MLB)
    Paulo de Tarso – Guarda Municipal
    Rafael Araújo Borges – LSR – PSOL
    Rafael Duarte – Jornalista
    Renata Karala de Freitas (MLB)
    Ronilson Santos de Oliveira (MLB)
    Rosa Maria França de Lima (MLB)
    Ruzianny Louzada – PSOL
    Samuel Jordão da Costa – PSOL / LSR
    Saulo Nóbrega Dantas – PSOL
    Selma da Silva Tavares – Professora / MAIS
    Severino do Nascimento Silva (MLB)
    Shirley Stephani Ferreira, professora
    Simone Albuquerque de Sena – Bancária BNB
    Sonayra kezia F. Victor – PSOL
    Suênia Bezerra de Araújo (MLB)
    Walter Gurgel Fernandes – Bancário aposentado
    Wilson Silva de Farias – Servidor da saúde / PSOL
    Yáskara Fabíola Bezerra – Bancária / PSOL
    Zélia Isabel Fonsêca – PT-RN

  • Três tarefas e três destinos possíveis para a Oposição de Esquerda da UNE

    Por Lucas Brito, de Brasília, DF

    Há anos, os congressos da UNE “passam batido” frente às grandes tarefas dos trabalhadores e estudantes brasileiros. O nível de contribuições desses congressos, bem como de sua entidade, foi resumido ao limite. A UNE perdeu seu brilho e seu vigor. Sob a direção do bloco majoritário liderado pela UJS/PCdoB a entidade viu sua história, sua capilaridade e referência entre os estudantes serem utilizados como instrumentos para a simples perpetuação burocrática desse setor em sua direção.

    Do ponto de vista político, essa burocracia submeteu a entidade aos mandos e desmandos dos governos de conciliação de classes encabeçados pelo PT de Lula e Dilma. Sendo assim, em nome da defesa da expansão universitária e do sonho de milhões de poder chegar ao ensino superior, a UNE se dobrou diante dos tubarões de ensino, vendo os cofres desses se multiplicar ao extremo.

    Contudo, a história guarda suas ironias e agora, diante do governo golpista de Michel Temer e o avanço das reformas que acabarão com todos os direitos dos trabalhadores e o futuro da juventude, mais uma vez a UNE se vê confrontada pelo destino, agora localizada na oposição ao atual governo. Honrará sua história mais antiga de lutas, ou seguirá empoeirada pelos fofos tapetes dos gabinetes da história mais recente?

    Até aqui, a entidade seguiu tímida, não conseguindo cumprir papel de destaque na greve geral do dia 28, ou na grande ocupação de Brasília, no dia 24. Os dois destinos possíveis aumentaram as expectativas no 55º CONUNE. Agora, depois de décadas, o Congresso da UNE volta a ser esperado e sobre ele rodeiam esperanças e exigências. Da nossa parte, assim como os coletivos da Oposição de Esquerda, temos certeza, nos preparamos para uma grande luta contra o Campo Majoritário, mas também contra o Campo Popular, para que a UNE não vacile na luta pela derrubada de Temer, pelo fim da tramitação das reformas e anulação do que já foi aprovado, e a convocação de um processo democrático de saída para a situação do Brasil,  o que acredito passar pela convocação de eleições diretas para presidente e também para o Congresso Nacional.

    As três tarefas da Oposição de Esquerda da UNE
    A juventude do MAIS recém ingressou enquanto organização política na UNE, o que foi completado pela nossa adesão ao campo político da Oposição de Esquerda da UNE. Como somos uma corrente recém-ingressante ao campo, pedimos licença para apontar aquilo que achamos ser fundamental como tarefas políticas do mesmo.

    1 – Disputar politicamente o CONUNE e toda a UNE para ser uma Frente Única das lutas

    Em primeiro lugar, esse Campo Político é o único capaz de representar hoje o passado de triunfos e coragem da UNE. Reivindicamos líderes como Honestino Guimarães e tantos outros que deram suas vidas para construir uma entidade de lutas. A UJS e seu bloco político sustentado por acordões já se demonstrou incapaz de conduzir politicamente a entidade para as lutas. Só o fará quando derrotada, provavelmente não do ponto de vista formal, pois sabemos bem das fraudes e outras formas de se perpetuar na direção da entidade, mas na arena da política. A Oposição de Esquerda deve almejar a disputa política da UNE e de todos os estudantes que resguardam referência ou esperança nessa entidade. Devemos disputar a UNE para que essa cumpra um papel de Frente Única na luta pelo Fora Temer e suas reformas.

    Isso significa a batalha cotidiana para que a UNE exista e organize os estudantes nos locais de estudo. Que coloque toda a sua estrutura a serviço das lutas, que mobilize os estudantes junto com os trabalhadores. Logo após o CONUNE, teremos um grande teste, a greve geral do dia 30 de junho. Devemos jogar todo o nosso empenho para que a UNE aprove uma série de medidas para construir uma grande greve nacional estudantil com ocupação das ruas ao lado dos trabalhadores.

    2 – Servir como uma frente de esquerda unificada na juventude, por um novo projeto político para o Brasil

    Além de imobilizar a entidade para as lutas, a direção majoritária da UNE também submeteu esta a um projeto político de conciliação de classes e de pequenas reformas, visando o enfrentamento à pobreza por meio do consumo, aprofundando ainda mais a desigualdade social. Esse projeto político encabeçado pelo PT se demonstrou incapaz de conduzir o país a uma nova agenda de desenvolvimento econômico e redução das desigualdades de fato. Verificando-se apensas um período de crescimento econômico dependente do mercado internacional, quando esse acabou, com ele também acabou nosso “desenvolvimento”. Não o estamos questionando por não terem feito revolução, o criticamos por aquilo que pretenderam fazer e, além de não fazerem, jogaram na lata do lixo todo o projeto político que encantou milhões desde as lutas do fim dos anos de 1970.

    Agora, não satisfeitos, os setores da direção majoritária e o Campo Popular propõem reeditar a história, defendendo o mesmo modelo de governo de conciliação de classes para o Brasil, em 2018. É preciso aprender com o passado, especialmente o recente, e sob o qual sofremos suas piores consequências. Um projeto político de acordões entre trabalhadores e empresários/banqueiros mostrou que quem sai ganhando é o dono do bolo, o lado de lá. Passado um ano desde o golpe parlamentar, todas as pequenas conquistas e concessões do governo estão sendo perdidas. Nas universidades, o cenário de precarização, ausência de assistência estudantil e etc são a prova da ineficiência desse modelo de políticas públicas.

    Portanto, a Oposição de Esquerda tem a tarefa política e estratégica de representar na juventude a conformação de uma frente de esquerda capaz de impulsionar a construção de um novo projeto político para o Brasil. Livre da conciliação de classes e com um projeto que se oriente pelo combate à desigualdade social, reconhecendo o papel dependente do nosso país, suas “missões” de exploração de outros países, ou seja, de gerente do imperialismo norte americano nos países vizinhos no nosso continente e no continente africano; à ditadura “velada” contra jovens negros nas periferias e ao conjunto das consequências da escravidão que ainda hoje dão base para imensos índices de superexploração da nossa classe trabalhadora, entre outros.

    Sendo assim, extrapolar os muros da UNE e do movimento estudantil e servir como uma referência política para os jovens que nutrem a coragem de construir um futuro diferente para o Brasil. Devemos ser, no Brasil, a expressão da radicalidade à esquerda enquanto saída para a situação de crise mundial que mais uma vez o capitalismo impôs à humanidade.

    3 – Servir como organizadora das lutas e dos lutadores

    Sem prejuízo à tarefa de lutar por uma UNE das lutas. O Campo da OE – UNE já mostrou que tem capacidade de organizar lutas e seus lutadores. Esse campo, para além de se organizar para disputar os fóruns da UNE, deve servir como uma referência direta para os estudantes, por meio de chamados próprios, agenda de atividades nacionais e regionais, publicações periódicas. Ou seja, servir como uma organizadora coletiva dos jovens lutadores pelo Brasil.

    Acabamos de encerrar a fase de eleição de delegados ao 55º CONUNE. Como não poderia deixar de ser, esse período é marcado por intensos conflitos e o índice de tensão vai lá para as alturas.

    O desafio da unidade às vésperas do CONUNE
    é sabido que, desde o último CONUNE, o bloco da Oposição de Esquerda da UNE veio se defrontando com os desafios próprios do repique cada vez mais acelerado da conjuntura. São várias as organizações políticas nesse bloco e, do ponto de vista tático, há importantes diferenças.

    Contudo, o nível de tensão instaurado entre os coletivos da oposição de esquerda não se explica pelas pequenas diferenças de análise, caracterização e política para a realidade. Isso não significa que não haja diferenças. Mas, por mais que possam parecer, não são suficientes para nutrir o nível de tensão atual. Desde o início dos governos do PT, esse é o maior desafio com que a esquerda radical se defronta. É natural que faça com que borboletas façam rasantes em nossos estômagos. Mas, como disse minha amiga Camila do GT Nacional do Juntos! em seu facebook: “O movimento estudantil é portador do novo, por isso nossa tarefa é fortalecer o campo dos que lutam, mas sabemos que não nos bastamos sozinhos nessa tarefa. Por isso a unidade do campo da Oposição de Esquerda é fundamental”. E como não começamos agora, sabemos bem não só as delícias, mas também as dores da construção da unidade. Essa não se faz por decreto, nem por imposição. A unidade é uma construção onde cada parte importa e que muitas vezes devemos optar por ir mais devagar para irmos juntos. E uma ótima definição sobre o método da relação entre as correntes surgiu no texto recentemente lançado pelo RUA – Juventude Anticapitalista: “a política e o respeito a posições diferentes devem ser sempre os critérios-mestres na relação entre as organizações de esquerda, balizadores de uma política democrática, assim como são entre uma diretoria e as bases de um DCE ou de um sindicato”.

    O ambiente da disputa de delegados e cargos na UNE é asfixiante. Isso, pois a estrutura dessa disputa está corrompida por anos de condução burocrática pela UJS e seu grupo de aliados. Sabemos que, por todas as fraudes, o controle da máquina e as artimanhas burocráticas, a eleição da direção da UNE abre muito pouca margem de incertezas, quase um jogo de cartas marcadas. Sendo assim, os coletivos da Oposição de Esquerda se defrontam com a ansiedade justa por disputar o melhor posicionamento possível, buscando impor, por menor que sejam, derrotas à UJS. E uma das regras básicas que vale para todos os terrenos: dividir quando se tem pouco é sempre uma sentença de conflitos. Portanto, somente compreendendo a real magnitude da nossa estratégia é que poderemos enxergar que não lutamos por alguns delegados a mais e veremos que o espaço que almejamos ocupar é muito maior que todos nós juntos. A unidade do bloco da Oposição de Esquerda depende cada vez mais da capacidade dos coletivos em compreender a importância do crescimento do conjunto do campo. As vitórias da UJR também são vitórias do MAIS, e assim também da UJC e etc. Engana-se a corrente que acredita, mesmo que por um momento, que ganha com o enfraquecimento de outra força política da OE. Para crescer o bloco, devem crescer todos os coletivos. Isso significa não se pautar pela autoconstrução apenas, mas entendendo o valor estratégico desse campo.

    A tensão sobre nós é desproporcional se insinuamos jogar no campo do inimigo e passamos a ser pressionados essencialmente pela quantidade de delegados, quando deveríamos estar utilizando todas as forças para fortalecer nossa unidade desde a construção das chapas nas universidades e trazer as batalhas para a nossa arena, a política. É aí que estamos mais fortes. Nossa disputa é, em primeira ordem, política. E o restante são nossos instrumentos para melhor dar essa batalha de forma unificada.

    Os três destinos possíveis da Oposição de Esquerda da UNE
    Tenho a impressão de que a Oposição de Esquerda está diante de um grande desafio histórico, o maior desde sua criação. E como não poderia deixar de ser, o desenvolvimento da sua história se dará em saltos. Sendo assim, vejo três destinos possíveis.

    O primeiro seria o seu fim. Nos perdermos no terreno burocratizado das disputas da UNE, sucumbirmos às pressões que os setores da Frente Popular lançam contra nós e sobrevalorizarmos as diferenças políticas táticas que existem no nosso campo. Esse destino seria um marco de derrota para o cenário do 55º CONUNE, para a luta pelo Fora Temer e contra as reformas, as também para o possível cenário político futuro. Essa seria uma derrota para a reorganização política da nossa classe no meio do seu setor mais entusiasmado, a juventude.

    O segundo destino possível é uma sobrevivência apática, por inércia. O cenário em que ninguém aceita ser o coveiro, então deixa a unidade vagando como apenas uma sombra do que foi, ou poderia ser. Nas aparências seguiríamos compondo um campo político, mas em essência já não haveria nada. Com as relações de confiança rompidas, os laços políticos esquecidos, só nos restariam algumas – poucas – agitações comuns no meio das preocupações sobre qual setor aparece mais e primeiro e etc. Esse destino não passaria de um caminho diferente que levaria, inevitavelmente, ao primeiro. Seria só uma forma de atrasar a derrota política imposta pelas disputas pequenas.

    Já o terceiro destino é o do crescimento e fortalecimento do campo da Oposição de Esquerda. Onde saibamos utilizar os dois novos ingressos, do MAIS e da UJC. Nesse CONUNE deveremos alcançar a maior delegação da nossa história, mostrando um acerto político do campo. Nesse destino, nos nutriríamos da crescente radicalidade dos setores de esquerda da sociedade e das crescentes mobilizações. A juventude de luta e que não está atrelada ao passado é a real portadora do novo. Esse destino é o do salto de qualidade positivo para a Oposição de Esquerda – UNE. Assim, assumiríamos o gigantismo das nossas tarefas políticas.

    Para tal, se faz necessário, nesse momento, deixar de lado as disputas pequenas e nos apoiar nas qualidades das correntes e nos nossos acordos, ao invés de nos centrarmos nos defeitos de cada uma e nas nossas diferenças. Pois a batalha que temos pela frente se dará em dois fronts ao mesmo tempo. De um lado, a grande luta fundamental e amplamente unitária contra Temer e os interesses diretos da burguesia com as reformas trabalhista e previdenciária; do outro lado, seguirá a batalha para impedir que a juventude e os setores mais avançados do povo trabalhador voltem mais uma vez, por medo, a embalar os projetos de conciliação de classes e de pequenas concessões experimentados nos governos do PT. O MAIS, de Norte ao Sul do país, em todos os seus setores, especialmente nossa juventude, se coloca à disposição para o destino de fortalecimento da Oposição de Esquerda da UNE.

    Vida longa à Oposição de Esquerda da UNE! Vida longa ao novo! Está na hora de virar o jogo!

  • São Paulo terá ato ‘Mulheres Pelas Diretas, já’, neste domingo

    Da Redação

    As mulheres estarão na rua pelas ‘diretas, já’, neste domingo (11), em São Paulo. O evento “Mulheres Pelas Diretas, já” está sendo convocado por organizações, movimentos, entidades feministas e feministas autônomas. O ato iniciará a partir das 12h, no Largo do Arouche. Várias artistas, como Lurdez da Luz, Preta Rara, Tulipa Ruiz, Maria Gadú e Ana Caña já estão confirmadas.

    De acordo com as organizadoras, o evento pretende pedir a saída de Michel Temer (PMDB) da Presidência da República. “Porque somos contra um presidente ilegítimo e contra um congresso que não nos representa”, dizem no evento oficial da atividade na rede social Facebook.

    Ainda, pretendem pedir participação popular nas decisões do país. “Queremos mais democracia e mais participação popular”, continuam, reivindicando a realização de eleições diretas: “Porque a população tem o direito de escolher e as diretas são o único caminho para isso”.

    Atividade de mulheres com o tema do Fora Temer também ocorreu no Rio de Janeiro, no último domingo. Na mesma data, em São Paulo, um ato-show reuniu dezenas de artistas e milhares de pessoas para pedir eleições diretas.

    Confira o que também diz a convocatória da atividade
    “(…)Porque nós, mulheres, somos maioria da população e temos nossos direitos violados diariamente. Porque juntas somos mais fortes e defendemos as seguintes posições:

    Eleições gerais Diretas Já!
    – Contra a reforma trabalhista que prejudicará especialmente as mulheres aumentando sua precariedade e vulnerabilidade
    – Contra a reforma da previdência que dificulta a aposentadoria principalmente para as mulheres por conta de uma divisão do trabalho perversa
    – Pela revogação da PEC 55/2016 que congela os investimentos públicos na Saúde, Educação e Assistência Social por 20 anos
    – Contra a PEC 29/2015 que veta o aborto legal (em casos de risco de vida à gestante, estupro e/ou anencefalia); pela legalização do aborto e regulamentação de sua prática no serviço público de saúde (SUS)
    – Combate à todas as formas de violência contra as mulheres e fim da cultura do estupro
    – Pelos direitos e visibilidade da população LGBT, contra a LGBTfobia e contra o assassinato da população trans
    – Pelo fim do genocídio da juventude negra
    – Por uma nova política econômica voltada para a sustentabilidade da vida humana
    -Pelo exercício pleno do direito à saúde, educação e moradia popular”.

    Confira as artistas já confirmadas
    MC Soffia
    As Bahias e a Cozinha Mineira
    BrisaFlow
    Tati Botelho
    Stefanie Roberta
    Barbara Sweet
    Luana Hansen
    Mama Lion
    Tássia Reis
    Lurdez da Luz
    DJ Miria Alves
    Preta Rara
    Tulipa Ruiz
    Maria Gadú
    Ana Cañas

    SERVIÇO
    Atividade: Mulheres pelas diretas e por direitos
    Quando: Domingo (11)
    Horário: 12h às 18h
    Onde: Largo do Arouche, São Paulo

    Confirme presença no envento

  • Reunião em Brasília lança Frente pelas ‘Diretas, Já’

    Da Redação

    No mesmo dia em que as centrais sindicais se reuniram e marcaram a data da nova greve geral, uma outra reunião importante aconteceu em Brasília. Se formou um comitê amplo com 55 organizações, que vão desde centrais sindicais, até entidades religiosas defendendo eleições diretas, já.

    A importância da pauta das diretas hoje é fundamental para se contrapor à saída que já está sendo articulada por setores burgueses que já não apostam mais em Temer, mas querem assegurar eleições indiretas, via colégio eleitoral, ou qualquer saída pelo judiciário, que garanta um outro governo da confiança do mercado e que seja capaz de emplacar as reformas.

    A bandeira de novas eleições diretas, que em nossa opinião deveriam ser para a Presidência e para o Congresso, está a serviço de parar a votação das reformas e submetê-las ao plebiscito das ruas e das urnas.

    Foi neste sentido que a reunião em Brasília afirmou não só a necessidade de novas eleições diretas, mas também de barrar a retirada da aposentadoria e dos direitos trabalhistas.

    O espectro da reunião foi amplo, portanto, é um espaço de unidade de ação em torno a três pontos: “Diretas, Já, Fora Temer e as Reformas”. Dentro deste marco é que se construiu a unidade. As várias organizações presentes têm opiniões distintas e até mesmo antagônicas sobre qual seria o programa necessário para o país, e as disputas em torno ao programa e aos representantes dos distintos projetos deverão permanecer e se aprofundar. Mas, é preciso saber fazer unidade e também fazer o enfrentamento necessário.

    Neste momento, a unidade para barrar a saída reacionária dos representantes do mercado que apostam nas eleições indiretas para permitir a aprovação das reformas é a necessidade mais imediata da classe trabalhadora. Junto a isso, o método da luta direta com a construção de uma nova greve geral superior ao dia 28 de abril, combinados com atos massivos pelas ‘Diretas Já’, irá encurralar Temer e aqueles que planejam uma saída em que o povo trabalhador fique ausente do processo de decisão.

    Assista às entrevistas com Marcelo Freixo (PSOL) e Guilherme Boulos (MTST), direto da reunião, para o Esquerda Online

     


    Veja a íntegra da nota da Frente

    “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já

    O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

    A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas, as políticas publicas além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.

    As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

    Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.

    Assinam:

    Frente Brasil Popular – FBP

    Frente Povo Sem Medo – FPSM

    Centra Única dos Trabalhadores – CUT

    Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG

    Associação das Mulheres Brasileira – AMB

    Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG

    Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho – ANAMATRA

    Brigadas Populares

    Central dos Movimentos Populares – CMP

    Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB

    Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB

    Central Pública

    Centro de Atendimento Multiprofissional – CAMP

    Coletivo Quem Luta Educa/MG

    Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – CBJP

    Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC

    Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

    Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE

    Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos – CNTM

    Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG

    Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB

    Conselho Federal de Economia – CONFECON

    Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

    FASE Nacional

    Fora do Eixo / Mídia Ninja

    Fórum de Lutas 29 de abril/PR

    Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

    Frente de Juristas pela Democracia

    Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

    Central Intersindical – INTERSINDICAL

    Juntos

    Koinonia

    Levante Popular da Juventude

    Marcha Mundial das Mulheres – MMM

    Movimento Camponês Popular – MCP

    Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

    Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST

    Movimento Humanos Direitos – MHUD

    Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia – MNCCD

    Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM

    Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS

    Partido Comunista do Brasil – PC do B

    Partido dos Trabalhadores – PT

    Partido Socialismo e Liberdade – PSOL

    Partido Socialista Brasileiro – PSB

    Pastoral Popular Luterana

    Rede Ecumênica da Juventude – REJU

    Rua Juventude Anticapitalista – RUA

    Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

    União Brasileira de Mulheres – UBM

    União da Juventude Socialista – UJS

    União Geral dos Trabalhadores – UGT

    União Nacional dos Estudantes – UNE”

    Foto: Diretas, Já

  • Olinda ficou em festa pelas ‘Diretas, Já’

    Por: Diogo Xavier, de Recife, PE

    Nesse domingo, Olinda se tornou uma grande celebração pelas Diretas Já. O evento intitulado de “Não me venha com Indiretas” reuniu milhares de pessoas pela saída do presidente golpista Michel Temer e por eleições diretas. Iniciou com o Bloco ‘Eu Acho é Pouco’, que desceu as ladeiras com muito frevo até a praça do Carmo, onde foram realizados shows de diversos artistas pernambucanos.

    As atrações abarcaram os mais diversos ritmos. Lia de Itamaracá com o Coco, Canibal com o Rock do Alto José do Pinho e vários outros artistas e DJs participaram.

    No próximo domingo será a vez de Recife, que fará sua celebração no Cais da Alfândega, às 14h.

    Veja imagens

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    Fotos: Anizio Silva

  • São Paulo terá ato show pelas ‘diretas, já’, neste domingo

    Protesto será no Largo da Batata, a partir das 11h e reunirá diversos artistas

    Por: Mayara Conti, de São Paulo, SP

    Depois do sucesso da greve geral de 28 de abril, e da gigantesca marcha a Brasília no dia 24 de maio, pudemos assistir pelas redes sociais (sim, a Globo não passou!) o lindo ato show pelas “diretas, já” que aconteceu no último domingo, dia 28, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento reuniu dezenas de artistas e tinha como ponto central a exigência da saída imediata de Temer do governo e a reivindicação de “diretas já” para que o povo decida os rumos do país, na medida em que o Congresso Nacional, com seus mais de duzentos deputados e senadores indiciados pela Lava Jato, não têm moral alguma para escolher o sucessor à Presidência da República.

    Músicas de protesto como “Podres Poderes” e “Menino Mimado”, intercaladas pelos gritos de “Fora Temer” vindos da multidão e do palco, foram a trilha sonora do domingo. Entre uma e outra música, artistas e ativistas denunciavam a atual realidade brasileira e propunham uma saída para o impasse, através da palavra de ordem de “diretas, já”.

    Agora chegou a vez de São Paulo dar seu show pelas diretas e somar a essa iniciativa carioca o grito paulista de indignação!

    No próximo domingo,  04 de junho, a capital paulista vai literalmente colocar seu bloco na rua e trazer diversos artistas e blocos de Carnaval de rua famosos para fazer ecoar os gritos de “Fora Temer” e “Diretas, já” na cidade.

    O evento está marcado para o Largo da Batata, palco recente de manifestações massivas, já bastante conhecido pelos paulistanos.

    Mano Brown, Criolo, Péricles, Emicida e Otto são alguns dos nomes esperados, além do tradicional “Bloco Soviético”, que arrastou multidões pela Augusta no último Carnaval e os famosos “Acadêmicos do Baixo Augusta” e “Tarado Ni Você”.

    A única forma de barrar as reformas de Temer e do Congresso é com o povo na rua e mobilizado.

    Não vamos sair das ruas até o Temer renunciar! Queremos eleições gerais e diretas, já!

    Vem com a gente!

  • Força das ‘Diretas, já’ sacode o Rio; agora é hora da ofensiva em nova greve geral

    Editorial 29 de maio

    Após os 150 mil de Brasília, que resistiram aos enfrentamentos da polícia para dizer que não aceitarão nenhum retrocesso e querem a saída de Temer da Presidência, novos cem mil se reúnem e voltam a pedir eleições diretas no ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Artistas como Caetano Veloso, Milton Nascimento, Criolo, Mano Brown deram o tom de esperança necessário para milhares de pessoas, com a firmeza de que é preciso se posicionar e tomar com as próprias mãos a decisão dos rumos do país e de nosso futuro. Após 30 anos do último pedido de diretas no Brasil, esse fato histórico demonstrou que esse é o momento de ampliar nossas vozes e ações. Já são 85% da população que apoiam essa pauta. Agora, é a hora dos movimentos sociais organizados não arredarem o pé e se posicionarem em xeque mate nesse jogo, com a construção de uma nova forte greve geral. É necessário e possível vencer!

    Desde o golpe parlamentar instituído no Brasil, os de cima deixaram claro que o grande objetivo era a aprovação de reformas que mexeriam com a estrutura social do país. As consequências da crise precisavam ser fatiadas entre os de baixo e não apenas com aumento conjuntural do desemprego, mas com medidas profundas que, se implementadas, rebaixarão a níveis desumanos a capacidade de sobrevivência de parte de nossa população. Aumentarão ainda mais os altos níveis de desigualdade e poderão nos submeter a graus ainda mais dependentes na divisão internacional do trabalho. É um jogo complexo, mas que tem a ver com o interesse dos de cima de não abrir mão de suas fatias no bolo.

    Enquanto se engalfinham, querem nos impor reformas da Previdência, Trabalhista e tirar qualquer sinal de nossas migalhas. Para isso, não se importam com a impopularidade de suas medidas. No entanto, após os escândalos envolvendo o governo Temer, o presidente ilegítimo perdeu grande parte da sua base de sustentação. Como a JBS, que tomou seu rumo, estão pensando na melhor estratégia para se protegerem, unidos por um único programa, as reformas. E não há mais condições de seguir as aprovando nesse governo, como gostariam, a não ser com medidas extremas, o que motivou o tropeço da autorização da força do Exército, aprovada durante o protesto de Brasília no dia 28. A instabilidade do governo é gritante.

    Ao mesmo tempo, cresce a capacidade de resistência dos de baixo. A impopularidade do governo de 71% antes dos escândalos já demonstrava isso. Agora, uma das únicas saídas apontadas pela burguesia, de eleições indiretas, para continuar aprovando o seu projeto inicial, seja com quem for à frente, também não é vista com bons olhos pelo conjunto da população. Ao todo, 85% dos brasileiros querem eleições diretas. A pauta saiu do círculo dos movimentos sociais organizados, das centrais sindicais e partidos de esquerda. Se ampliou massivamente e está nas vozes de Marias, Josés, Caetanos, Miltons e Manos Browns.

    Hoje, acontece nova reunião das centrais sindicais. Desperdiçar esse momento de ofensiva na resistência poderá significar um crime para a nossa história. É preciso se utilizar de todas as forças que os trabalhadores já demonstraram ter nesse país. Temos uma classe com um dos maiores pesos do mundo. Ela precisa estar em ação. Não há qualquer saída que não seja construída nas ruas, nas fábricas, nos locais de trabalho e estudo. Já medimos a nossa força. Ela só se amplia e ganha legitimidade. Agora, é hora do ataque dos de baixo. É necessária uma nova greve geral.

    Foto: Diretas Já

  • Por que a Carne Fraca está derrubando o governo Temer?

    Por: Euclides de Agrela, de Fortaleza, CE

    O vazamento de áudios por um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, com as vozes do presidente Michel Temer (PMDB) e do senador Aécio Neves (PSDB) negociando propinas milionárias para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que se encontra preso, e financiar a defesa de Aécio surge como uma hecatombe nas investigações da Lava Jato.

    A delação bombástica de um investigado que sequer estava preso, portador das provas materiais até agora as mais consistentes, não contra Lula, Dilma e o PT, mas contra o atual presidente da República e um dos principais representantes da base de apoio ao seu governo, teve como motivações fundamentais a defesa e a preservação da maior empresa privada de carnes do mundo, o próprio grupo JBS.

    JBS: a maior empresa de carnes do mundo é brasileira

    O grupo JBS pertence aos irmãos os irmãos Wesley e Joesley Batista, oriundos do estado de Goiás. Portanto, engana-se quem pensa que o grupo JBS é filial de frigoríficos transnacionais estadunidenses. Tudo ao contrário.

    Os centenários frigoríficos estadunidenses Swift foram adquiridos pelo JBS em 2007, por 1,4 bilhão de dólares. A aquisição da Swift transformou o JBS no segundo maior produtor de alimentos do mundo, com 163 bilhões de reais de faturamento, em 2015, atrás apenas da suíça Nestlé. Mas isso não é tudo.

    Segundo a Isto É Dinheiro, o grupo JBS é dono de 56 fábricas de processamento de carnes nos Estados Unidos. Ao adquirir a empresa de frangos Pilgrim’s Pride (2009) e a Cargill Pork (2015), a companhia brasileira passou a liderar o mercado americano de frangos e tornou-se a segunda maior na produção de carne de porco, atrás da Smithfield Foods, e disputa a liderança em bovinos com a Cargill Beef e a Tyson Foods. Com tal porte, 47% das vendas globais da JBS já vêm dos EUA.

    A revista Capital Aberto informa ainda que, além da Swift & Company dos EUA e da Austrália, da Pilgrim’s Pride e da Cargill Pork, em 2009 o grupo JBS incorporou a brasileira Bertin; em 2013 adquiriu ativos da XL Foods nos EUA e no Canadá e comprou a Seara no Brasil; em 2014 abocanhou a australiana Primo SmallGoods e as operações brasileira e mexicana da Tyson Foods; em 2015 comprou a Moy Park no Reino Unido; em 13 de março deste ano adquiriu a Plumrose USA. Essas incorporações agigantaram o grupo JBS e consolidaram seus negócios em diversos segmentos e países. Com tudo isso, O faturamento do grupo passou de 4,3 bilhões de reais em 2006 para 170 bilhões de reais em 2016, ou seja, um crescimento de 40 vezes num período de apenas 10 anos.

    Esse crescimento meteórico do grupo JBS como uma empresa global foi financiado essencialmente por empréstimos e subsídios estatais. O impeachment da presidente Dilma e os desdobramentos da Operação Lava Jato puseram abaixo o sustento do crescimento exponencial dessa megacorporação pelo Estado brasileiro. Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, após a Operação Carne Fraca, deflagrada no último 17 de março, as exportações brasileiras de carne bovina caíram em valor (3,3%, para 486,52 milhões de dólares) e em volume (11,2%, para 121 mil toneladas). Em 23 de março, o grupo JBS anunciou a suspensão, por três dias, de sua produção em 33 das 36 unidades de abate que mantém no Brasil. Posteriormente as atividades foram retomadas, mas com capacidade 35% menor.

    As operações da PF sobre o financiamento do grupo JBS

    O grupo JBS, durante o governo Lula, foi escolhido para ser um dos campeões nacionais do agronegócio, recebendo gordo apoio financeiro para entrar no clube dos grandes conglomerados mundiais.

    Lula, Dilma e o PT não inventaram a roda. Apenas seguiram o exemplo de países imperialistas, como os Estados Unidos, e os atuais Global Players, Rússia e China, no suporte e patrocínio de suas transnacionais no mercado mundial. O problema é que um Brasil Global Player e empresas tupiniquins como grandes players globais, numa época de concentração dos monopólios privados que dominam a economia mundial, se chorariam como se chocaram com os interesses imperialistas. Senão, vejamos.

    A atual configuração do JBS é resultado de uma frenética corrida de compras financiada, sobretudo, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que realizou os maiores investimentos da sua história em uma única empresa privada. Presentemente a BNDESPar, braço de participações do BNDES, tem um assento no conselho de administração do JBS e 20,36% do capital da companhia, sendo a segunda maior acionista do grupo, atrás apenas de seus proprietários, os irmãos Wesley e Joesley Batista.

    Além do BNDES, o grupo JBS conseguiu financiamento bilionário junto aos fundos de pensão das empresas estatais brasileiras e à Caixa Econômica Federal. É exatamente a captação desses recursos o alvo das operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) sobre o JBS.

    A Operação Carne Fraca, executada em março deste ano, acusou os maiores frigoríficos brasileiros – dentre eles a JBS, dona das marcas Seara, Swift, Friboi e Vigor, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão – de adulterar a carne vendida no mercado interno e externo. Mas a Carne Fraca foi apenas a ponta do iceberg. Além da Carne Fraca, o grupo JBS é investigado em outras operações.

    A Operação Bullish está focada em irregularidades envolvendo empréstimos do BNDES a J&F Investimentos, vinculada ao grupo JBS. Esta operação tem como objetivos buscar provas que corroborem conexões entre a JBS, o BNDES e o ex-ministro Antônio Palocci. A PF suspeita que o ex-ministro tenha sido um dos mentores e organizador, por meio de sua empresa de consultoria, da transformação da JBS na maior empresa de carnes do mundo. Deflagrada no dia 12 de maio, a Operação Bullish investiga investimentos totais de 8,1 bilhões de reais. Há suspeitas de prejuízo causado aos cofres públicos na ordem de 1,2 bilhão de reais.

    Cabe destacar também a Operação Greenfield, que desde setembro do ano passado apura irregularidades da J&F Investimentos, que podem ter causado prejuízos de 8 bilhões de reais aos fundos de pensão de funcionários de Caixa Econômica Federal (Funcef), Banco do Brasil (Previ), Correios (Postalis) e Petrobras (Petros). A PF acusa essas fundações de comprarem cotas de Fundos de Investimento em Participação (FIPs) com base, supostamente, em avaliações econômico-financeiras irreais e tecnicamente irregulares, que superestimavam artificialmente o valor dos ativos. Como resultado da primeira fase da Greenfield, os irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do JBS, firmaram um acordo com o MPF no qual aceitaram apresentar uma garantia financeira de 1,5 bilhão de reais.

    Além de Carne Fraca, Bullish e Greenfield outras duas operações envolvem as transações financeiras do grupo com empréstimos estatais: a Sepsis e a Cui Bono. Iniciada em julho passado, a Sepsis revelou que a Eldorado, empresa do grupo JBS, pode ter sido favorecida por um aporte de 940 milhões de reais do Fundo de investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), liberado mediante o pagamento de propina pela empresa, entre outras pessoas, ao ex-executivo da Caixa, Fábio Cleto.

    Já a Cui Bono, um desdobramento da Lava Jato, apura a suspeita de que J&F e JBS fazem parte de um grupo de empresas beneficiadas por um esquema de fraudes na liberação de créditos pela Caixa, de 2011 a 2013. Na época em que Geddel Vieira Lima, investigado pela Lava Jato, foi vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa, o frigorífico recebeu um financiamento de 1,8 bilhão de reais. E a J&F da família Batista foi agraciada com 500 milhões de reais vindos de uma emissão de títulos financeiros (debêntures) totalmente adquirida pela Caixa.

    JBS Foods International: Ações na Bolsa de Nova York, sede na Europa

    Essa sequência de escândalos jogou um balde de água fria, pelo menos por enquanto, no plano do frigorífico de lançar uma oferta pública de ações da JBS Foods International (JBSFI), o braço internacional do grupo JBS, na bolsa de Nova York.

    Nesse processo, o grupo JBS transferiria ativos responsáveis por 80% do faturamento à JBS Foods International, que teria sede na Irlanda e ações na bolsa estadunidense. No Brasil, a JBS seguiria listada na Bovespa, mas após uma redução de capital, a JBS Foods International passaria a ter, pelo menos, 75% da JBS Brasil. Ao fim e ao cabo, portanto, a empresa irlandesa controlaria a JBS.

    Além de lançar suas ações na bolsa de Nova York, a JBS pretendia que a JBS Foods International se tornasse, na prática, a controladora da JBS no Brasil. O que foi vetado pelo BNDES. Em 26 de outubro de 2016, o BNDES justificou o veto à proposta de reorganização societária alegando que a companhia, que é a maior empresa privada não financeira do país, seria desnacionalizada, ou seja, deixaria de ser uma empresa brasileira, passando a ser uma empresa submetida à legislação e jurisdição estrangeira, com sede na Irlanda e suas principais ações negociadas na Bolsa de Nova York.

    Devido ao veto, a JBS no Brasil passaria a ser a controladora da JBS Foods International. Em vez da Irlanda, a sede da JBS Foods International será agora, supostamente, na Holanda.

    JBS manda Temer e Aécio para os esgotos da República

    Os irmãos Batista agiram rápido em defesa de sua megacorporação, escolhendo o caminho oposto ao da família Odebrecht, que viu seus negócios sangrarem enquanto vacilavam em colaborar com a Lava Jato. Só que as bombas lançadas por Joesley Batista não miraram Lula, Dilma e o PT, mas o governo de Michel Temer e, o até então principal presidenciável do PSDB, Aécio Neves.

    Desde março as gravações haviam sido transformadas em peças do processo e, somente agora, foram divulgadas por iniciativa de Joesley Batista que vazou os áudios para a grande imprensa.

    O grupo JBS pode até sobreviver à Lava Jato, mas o governo Michel Temer e a carreira, sem trocadilhos, do Senador Aécio Neves provavelmente irão por água abaixo, para os esgotos da República.

    A motivação de uma manobra tão arriscada é óbvia: o grupo JBS passou, em menos de um ano, de menina dos olhos do agronegócio do Brasil no mercado mundial, catapultada por substanciosos recursos estatais, a uma empresa acusada de adulterar seus produtos, investigada por meia dúzia de operações da Polícia Federal, tendo seus donos ameaçados de prisão e sendo obrigados a devolver aos cofres públicos bilhões de reais dos empréstimos concedidos pelos governos de Lula e Dilma.

    Não foi à toa que o movimento dos irmãos Batista, anterior à delação de Temer e Aécio, foi preparar o grupo JBS para, depois das vultuosas aquisições de empresas e frigoríficos nos Estados Unidos e em vários outros países, deixar a territorialidade brasileira, na medida em que quase metade dos seus negócios já se concentram nos Estados Unidos, onde são donos de 56 empresas. Apesar disso, não está até agora em discussão a transferência da sede da empresa para os Estados Unidos, na medida em que o imperialismo norte-americano, se o autorizasse, compraria uma briga com as megacorporações do seu próprio agronegócio.

    Para uma megacorporação do porte do grupo JBS, depois de engordar com gigantescos subsídios estatais, não haveria nenhum problema em abandonar seu centro de operações no país, se o governo de turno não estivesse mais disposto a bancar seu jogo no mercado mundial. Com orçamento maior que muitos países, poderia migrar tranquilamente para Irlanda ou Holanda e transformar a JBS Brasil apenas na filial da JBS Foods International.

    O caso do grupo JBS é mais uma demonstração do quanto os setores da burguesia brasileira mais rentistas e vinculados ao imperialismo estão dispostos a liquidar com o projeto Brasil Global Player do PT e submeter mais ainda o país, na condição de sócio menor, aos bancos e transnacionais imperialistas com sede nos Estados Unidos.

    Por outro lado, depois de turbinado pelo BNDES, fundos de pensão e pela Caixa, o grupo JBS não hesitou em deixar seu centro de operações no Brasil, tentando desnacionalizar a empresa, o que demonstra o caráter utópico e reacionário do projeto Brasil Global Player do PT.

    Na época do monopólio privado das megacorporações transnacionais sobre a economia mundial, não há outra saída para os países periféricos que a ruptura definitiva e profunda com o imperialismo, bem como a nacionalização e estatização dessas mesmas megacorporações nacionais e estrangeiras sob controle dos trabalhadores e do povo.

    Referências

    1. A revolução americana da JBS. Isto É Dinheiro. Fonte.

    2. A sangria da JBS. Capital Aberto, 07 de maio de 2017. Fonte.

    3. CAF aprova reestruturação da JBS. Capital Aberto, 12 de maio de 2016. Fonte.

    4. JBS faz proposta para criar nova empresa com sede na Irlanda, 11 de maio de 2016. Fonte.

    5. JBS é investigada em cinco operações da polícia federal, 18 de maio de 2017. Fonte.

    6. JBS Foods International fará oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, 05 de dezembro de 2016. Fonte.

    7. JBS Foods International fará oferta de ações nos Estados Unidos, 06 de dezembro de 2016. Fonte.

    8. Joesley “rifou” Brasil para garantir migração da JBS aos EUA. Valor, 18 de maio de 2017. Fonte.

    9. Operação Bullish é deflagrada quase dois meses após decisão de juiz, 12 de maio de 2017. Fonte.

    10. PF faz conexão entre Palocci, BNDES e JBS. Época Negócios, 13 de maio de 2017. Fonte.

    Foto: 18/5/2017- Brasília- DF, Brasil- O presidente da República do Brasil, Michel Temer, faz pronunciamento à Nação dizendo que não renunciará. Temer foi citado pelos empresários Joesley e Wesley Batista (donos do frigorífico JBS) durante delação à Procuradoria Geral da República de ter dado aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (preso em Curitiba). Foto: Lula Marques / AGPT

  • Fora Temer e suas reformas: por eleições diretas e gerais, já

    Editorial Urgente

    Michel Temer comprou o silêncio de Eduardo Cunha na prisão.

    O pagamento foi feito com dinheiro da JBS. A informação é dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, que estiveram no gabinete do Ministro do Supremo Edson Fachin para selar o acordo de delação premiada. A operação está gravada, a JBS apresentou ao Ministério Público, várias gravações, entre elas um áudio do presidente Temer, feito em março deste ano.

    Todos lembram do famoso aúdio em que Romero Jucá planeja o golpe e afirma que “Michel é Eduardo Cunha”. Temer teve que comprar o silêncio de Cunha depois da prisão. Esta bombástica informação não deixa a menor margem para que o governo golpista continue.

    Todos a Brasília

    Fora Temer e suas Reformas

    Por uma nova Greve Geral Já

    Não aceitaremos um Governo do STF

    Eleições Gerais e Diretas, Já.

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil/FotosPúblicas

  • 17 de maio de 2017: desafios para as LGBTS e o combate ao preconceito

    Por: Núcleo LGBT do MAIS São Paulo

    No dia 17 de maio de 1990, a homossexualidade foi retirada da lista oficial de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde então, a data passou a ser conhecida internacionalmente por outro motivo: o movimento LGBT elegeu o 17 de maio como o Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Embora em mídias hegemônicas o dia 17 de maio seja divulgado apenas como um dia de combate à homofobia, esta data diz respeito à luta contra qualquer tipo de violência infligida à população LGBT, sendo os diversos tipos de transgeneridade classificados até os dias de hoje como doença pela OMS.

    Rio de Janeiro - Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as vítimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

    Rio de Janeiro – Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as vítimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

    No Brasil, governado por Temer, não vemos motivos para comemorar a situação vivida pela população LGBT. O avanço do projeto ultraliberal de precarização do trabalho e da vida, materializado pelas reformas da previdência e trabalhista, pelo congelamento por 20 anos dos gastos sociais com saúde e educação e pelo recrudescimento da violência e da repressão, entre outros aspectos, afeta diretamente, com especial violência, o conjunto de trabalhadoras e trabalhadores LGBT e parte significativa desta população que vive em condições de extrema vulnerabilidade.

    Brasília - Acontece a 19ª Parada do Orgulho LGBTS em Brasília, cujo o tema é: Respeito é ouro (Elza Fiuza/Agência Brasil)

    Brasília – Acontece a 19ª Parada do Orgulho LGBTS em Brasília, cujo o tema é: Respeito é ouro (Elza Fiuza/Agência Brasil)

    O crescente ataque às liberdades democráticas representado por todas as arbitrariedades da operação Lava Jato abre precedentes perigosíssimos para o aprofundamento da retirada de direitos da população brasileira e para o estímulo à atuação indiscriminada de grupos reacionários contrários à mobilização por igualdade de gênero e afirmação da diversidade sexual em nosso país. Nesse sentido, não nos resta dúvida quanto ao caráter conservador e aprofundador da imbricação entre as desigualdades de classe, gênero e raça que cumpre a operação coordenada pelo juiz Sérgio Moro.

    Em São Paulo, a prefeitura do “gestor” João Dória acumula ataques aos direitos da população LGBT: além do fechamento Centro de Testagem e Acolhimento (CTA) Santo Amaro, cujas atividades se concentravam na prevenção e diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis, o programa Transcidadania, voltado para a capacitação profissional de travestis e transexuais, já começa a sofrer duros ataques.

    Diante da grave conjuntura nacional e da descoberta dos recém-divulgados campos de concentração e prisões secretas para pessoas LGBT na Chechênia, acreditamos que neste 17 de maio o desafio prioritário da esquerda é forjar uma agenda de lutas unificada contra a LGBTfobia, contra as reformas de Temer e em solidariedade à população LGBT chechena.

    Rio de Janeiro - Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as vítimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

    Rio de Janeiro – Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as vítimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

     

    Foto de capa: Elza Fiuza/Agência Brasil