MAIS lança carta ao Chico Alencar e à militância do PSOL

Da Redação

O Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS) lançou nesta sexta-feira (01) uma carta ao deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) e à militância do PSOL, onde argumenta ser uma necessidade o lançamento, a partir do congresso do partido, de uma pré-candidatura à Presidência da República para a eleição de 2018. “Não temos ilusões no processo eleitoral dominado pelo poder econômico. Mas compreendemos a importância de apresentar uma alternativa política também no terreno eleitoral. Uma candidatura contra a direita e a reação, e também em alternativa ao lulismo e ao petismo, para abrir novas perspetivas”, afirma.

Confiram a íntegra, abaixo:

Carta ao Chico Alencar e à militância do PSOL

É preciso abrir uma brecha para a esperança. A crise política, social e econômica do Brasil é também uma crise de projeto de país.

Em meio ao cenário de apatia crescente, é necessário relançar o sonho de transformação. Relançar o sentido político e programático que abra a perspectiva para um projeto emancipador.

E essa é uma tarefa que cabe à esquerda anticapitalista, isto é, àquelas e àqueles que não se renderam à ordem dominante.

O difícil cenário nacional é terreno fértil para o surgimento de fenômenos mórbidos, como o neofascismo de Jair Bolsonaro, que aparece em segundo lugar nas pesquisas. E também alimenta as pretensões de políticos ultra-reacionários como João Dória (PSDB), que se vestem cinicamente do “novo”, do “anti-político”.

Lula e o PT, por sua vez, acenam ao povo com uma mão, para com a outra cortejar os coronéis de sempre. Reféns da conciliação com os ricos e poderosos, querem reeditar o projeto que conduziu ao golpe parlamentar. Perderam o sentido de futuro, de mudança.

É hora de abrir espaço ao que existe de novo na esquerda, abrir caminho para um projeto socialista de transformação. É hora do PSOL lançar uma pré-candidatura à Presidência da República. Para, assim, apresentar um programa que reencante os trabalhadores e a juventude. Um programa com ousadia e coragem.

O MAIS acredita que o PSOL não deve atrasar mais o lançamento da pré-candidatura presidencial. É preciso que o congresso do partido reafirme ou defina um nome. Isso sem fechar portas para novas possibilidades que surjam do processo de reorganização da esquerda. Como, por exemplo, aponta a iniciativa de debate programático em torno da plataforma VAMOS, impulsionada pela Frente Povo Sem Medo.

Pensamos, também, que a candidatura do PSOL deve buscar expressar uma frente de esquerda, que envolva movimentos sociais (como o MTST), sindicais (como a CSP-Conlutas e as Intersindicais), de opressões, outros partidos políticos e organizações (como PCB e o PSTU), intelectuais marxistas, artistas e os milhares e milhares de ativistas que protagonizam as lutas do dia a dia em nosso País.

Por isso, temos pleno acordo com o deputado Chico Alencar quando, ao colocar a possibilidade de seu nome para a candidatura presidencial ou para o Senado pelo estado do RJ, afirma: “É preciso combater, no Brasil, os promotores da crise de destino em que nos afundamos como País. A apatia que eles estimulam ajuda no avanço do projeto regressista em curso”.

Nesse sentido, o MAIS, como corrente interna do PSOL, tem a convicção de que Chico Alencar seria um excelente candidato a presidente, para ser o porta-voz de um programa anticapitalista para mudar o Brasil. Por isso, tem o nosso apoio.

Sabemos que as mudanças profundas que o Brasil precisa virão da mobilização e da organização do povo trabalhador e oprimido. Uma nova alternativa de esquerda deve ser forjada “a quente”, no calor das lutas. Não temos ilusões no processo eleitoral dominado pelo poder econômico. Mas compreendemos a importância de apresentar uma alternativa política também no terreno eleitoral. Uma candidatura contra a direita e a reação, e também em alternativa ao lulismo e ao petismo, para abrir novas perspectivas.

Saudações socialistas,

Executivo Nacional do #MAIS

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One Comment

  • Rinaldo Oliveira do Nascimento

    O Brasil, que é potencia em quase todas as frentes econômicas pode ser comparado com uma Seleção de notáveis só necessitando de um gerente para coordenar as potencias ali existentes, Chico Alencar, de fato, pode ser esse gerente que o Brasil precisa.

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