Fortalecer a resistência: dia 14 é dia nacional de luta

Editorial de 01 de setembro,

É preciso retomar as mobilizações sociais contra o governo e suas reformas. O impopular Temer sobreviveu às lutas do primeiro semestre e aos escândalos de corrupção. Assim, continua a aplicar o projeto de destruição dos direitos e conquistas dos trabalhadores.

Na última semana, o governo anunciou a intenção de privatizar 57 estatais, numa verdadeira liquidação do patrimônio público. Nunca antes se viu tamanha sanha de entrega do país ao capital estrangeiro.

Infelizmente, as centrais sindicais e os movimentos sociais estão dispersos e não há, no momento, um calendário de lutas unificado para enfrentarmos os ataques do governo. Isso é muito preocupante, pois facilita a vida dos ricos e poderosos que querem cada vez mais sacrifícios do povo trabalhador.

Apesar do atraso, foi marcado para 14 de setembro um dia nacional de lutas, greves e manifestações. É uma oportunidade para retomar um processo nacional e unificado de resistência.

Os metalúrgicos, em campanha salarial, prometem se mobilizar nas fábricas neste dia. O funcionalismo público federal, através do Fonasefe, também incorporou em seu calendário essa data. Os congressos da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e dos metroviários (FENAMETRO) também votaram a mobilização no dia 14. Além da adesão do movimentos sociais, como MTST.

O recuo das direções sindicais e a necessidade da luta unificada
No primeiro semestre desse ano, com a formação de uma Frente Única entre as centrais, sindicatos e movimentos sociais, foi possível construir uma jornada de mobilizações que culminou na forte greve geral do dia 28 de abril. Com a luta unificada, conseguimos suspender o andamento da Reforma da Previdência.

Porém, depois da greve geral em abril, algumas centrais, como a Força Sindical e a UGT, recuaram da luta e entraram em nefastas negociações com o governo.

Aproveitando-se desse cenário de recuo das direções sindicais, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), anunciou que vai retomar a votação da reforma da previdência em setembro. Diante dessa ameaça, é absolutamente necessário recompor a unidade do movimento e prepararmos uma segunda onda de lutas.

Porém, nesse momento, a principal preocupação da maioria das centrais sindicais é negociar uma nova contribuição sindical com o governo, uma vez que o imposto sindical está ameaçado. Ao invés de defender os direitos da classe trabalhadora, estão mais preocupados com os cofres que sustentam a burocracia sindical.

A CSP-Conlutas, corretamente, está construindo o dia 14 de setembro. É preciso que a central jogue todas as suas forças para construir a unidade do movimento, dialogando com as outras centrais, a Frente Povo Sem Medo, a juventude e o movimento popular.

Todas as iniciativas devem buscar a construção de uma Frente Única para lutar, isto é, a unidade de todas as organizações dos trabalhadores para derrotar Temer. Somente assim teremos condições de abrir uma contra-ofensiva dos trabalhadores, rumo a uma nova greve geral no país.

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