Transfobia é crime: repúdio a Eloisa Samy

Por: Jéssica Milaré, colunista do Esquerda Online

Sábado, 12 de agosto, dia do advogado, Eloisa Samy, conhecida como “radvogada”, fez uma postagem ridicularizando uma mulher trans que foi vítima de espancamento. Apologia ao ódio é crime. Fazer piada de uma travesti espancada é crime!

Eloisa Samy - surraram o lagartãoJá faz muito tempo que Eloisa Samy, a “radvogada”, propaga ódio contra as mulheres trans e as travestis. Sem nenhuma vergonha em mostrar seu puro ódio transfóbico, ela ridiculariza e insulta mulheres trans em várias de suas postagens. Ela reforça o estereótipo de que nós, mulheres trans e travestis, somos criminosas, loucas e histéricas, afirmando que somos literalmente uma ameaça às mulheres. Várias ativistas transfóbicas, incentivadas por Samy, comentam em suas postagens com deboche e ironia transfóbica.

Ano passado, ela fez várias postagens ridicularizando a ativista Daniela Andrade, chamando-a de Danielo. Na época, a LSR e Insurgência, correntes do PSOL, escreveram notas de repúdio a Samy. Depois do pedido de várias ativistas trans para que ela fosse desfiliada, a advogada foi expulsa do PSOL. Não há espaço no mesmo partido para pessoas que lutam cotidianamente contra toda forma de opressão e uma ativista que dedica sua militância a atacar pessoas trans.

Em 2014, quando Levy Fidélix vomitou sua verborragia homofóbica, as candidaturas do PSOL, Luciana Genro, e do PSTU, Zé Maria, defenderam sua prisão imediata por apologia ao ódio homofóbico. Com muito maior razão, hoje, Samy também deveria ser criminalizada por apologia à violência contra pessoas trans, uma atitude incompatível com a militância socialista, com a advocacia e com a defesa dos direitos humanos.

Muitas pessoas defendem Samy por ela se declarar feminista, ativista de direitos humanos, etc. Mas ódio contra pessoas trans continua sendo transfobia, não importa se a pessoa comete ela com a desculpa de estar defendendo as mulheres. Também Feliciano, Bolsonaro e Trump atacam as mulheres trans e as travestis com essa “justificativa”.

Outras pessoas poderiam dizer que devemos tentar o caminho do diálogo. Eu sou uma pessoa muito paciente e bem aberta a dialogar com pessoas preconceituosas para mostrar o preconceito delas. O problema é que Samy está muito longe de querer qualquer diálogo. Ela já fez a opção de ridicularizar e estereotipar travestis, como fazem os programas de humor como a Zorra Total e A Praça é Nossa. Ela já escolheu espalhar verborragias transfóbicas, como fazem os fundamentalistas, e, aliás, com a mesma justificativa que eles.

Quem aplaude crime de ódio é cúmplice!

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