Estudantes de Serviço Social da Estácio se mobilizam e denunciam condições precárias, no Rio de Janeiro

Por: Natália Russo, do Rio de Janeiro, RJ

Estudantes de Serviço Social da universidade Estácio de Sá do Rio Comprido, na região da Tijuca, no Rio de Janeiro, se reuniram na segunda-feira, dia 31 de julho, para debater a necessidade de mobilização por melhores condições de ensino.

Os alunos denunciam que a universidade está realizando aumentos abusivos nos preços das disciplinas necessárias para se formar na graduação, além disso, a Estácio substituiu várias matérias da grade por ensino à distância, prejudicando a qualidade do ensino. Há total displicência com o atendimento aos alunos que, muitas vezes, são obrigados a cursar as matérias em locais longínquos, mesmo tendo se matriculado numa determinada unidade e com diversas dificuldades como conciliar trabalho, estudo, cuidado com os filhos, entre outros. Ainda por cima, há disciplinas que só “abrem” uma vez ao ano (Ética, Seminários Integrados, Introdução à questão social, Introdução ao Serviço social). Os alunos também encontram dificuldades de cursar o estágio, obrigatório para concluir o curso, já que não há nenhum auxílio acadêmico na indicação aos convênios.

Segundo a estudante Debora de Assis, o que está ocorrendo é um desrespeito aos direitos dos alunos que não estão conseguindo se formar. “Esse tipo de mobilização nunca ocorreu aqui e é fundamental, já que é uma forma de exigirmos os direitos que a universidade está negando”, afirma a estudante. Eles prometem paralisar as aulas e ir para a rua, caso a universidade não atenda às suas reivindicações.

A Estácio se associou ao grupo GP Investiments e está entre as dez maiores empresas de educação do mundo. Na sexta-feira, dia 28 de julho, as ações da Estácio subiram 10% graças ao anúncio dos resultados do segundo trimestre, no qual a empresa teve um lucro líquido de R$ 166,3 milhões. Parece que quem está pagando a conta dessa alta lucratividade são os estudantes com a perda da qualidade do ensino, e os funcionários com seu emprego, já que houve redução de custo de pessoal de R$ 32 milhões no mesmo período. As prioridades no mundo se inverteram, a educação é um direito, ou apenas uma mercadoria para o lucro de poucos? Fica a questão. A luta por uma educação justa, igualitária e de qualidade sempre será apoiada pelo Esquerda Online.

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