Acampamento do MST sofre ataque de pistoleiros no Pará

Por: Benedito Tavares*, de Marabá, PA
*servidor técnico administrativo da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará,

Cerca de 320 famílias fazem parte da ocupação Hugo Chaves, na Fazenda Santa Tereza, em Marabá, Sudeste do Pará. A fazenda pertence aos latifundiários conhecidos como irmãos Saldanha, que não conformados com a ocupação da propriedade, passaram a contar com a ajuda de pistoleiros para intimidar os trabalhadores. Segundo denúncia do MST, estre eles estariam membros da Polícia Militar do Pará.

Na noite do último sábado (15), às 23h, um grupo de pistoleiros, em uma caminhonete, promoveu uma noite de terror aos acampados. Foram diversos ataques a tiros contra os barracos. No domingo, por volta das 13h, os pistoleiros voltaram a atacar os trabalhadores rurais, numa ação semelhante à da noite passada.

Infelizmente, esse não é o primeiro ataque sofrido pelas famílias. Em novembro passado, um grupo de jagunços armados atacou o acampamento, promovendo a queimada de roças de mandioca e barracas, além de vários ataques a bala.

A escalada da violência no campo vive um momento de muita tensão na região, desde a ascensão do governo ilegítimo de Temer, que vem tendo apoio da bancada ruralista na Câmara para se livrar das denúncias de corrupção. Isso em troca da Medida Provisória (MP) da grilagem, que incentiva e legaliza os grileiros e do apoio à repressão contra quem luta pelo direito à terra, que resultou no massacre de Pau D’arco. Nesse último caso, dez trabalhadores rurais foram executados durante uma mandado de reintegração de posse.

Nesse momento, diversos sindicatos, movimentos sociais do campo e da cidade de Marabá e região promovem uma campanha de solidariedade e uma caravana até o acampamento, para impedir que ocorra um novo massacre.

Desde já, chamamos todas as organizações dos trabalhadores a cobrir de solidariedade o acampamento Hugo Chaves e o MST, assim como denunciar o papel nefasto que cumprem o governador do Estado do Pará, Simão Jatene (PSDB) e o governo de Temer, que apoiam a violência contra trabalhadores rurais.

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