MBL ataca dirigente metalúrgico de São José dos Campos

Da Redação

O Movimento Brasil Livre (MBL), de direita e conhecido por divulgarem conteúdos racistas, machistas, homofóbicos e por constantemente perseguirem os movimentos sociais, agora atacaram contra o metalúrgico de São José dos Campos conhecido como Mancha, membro da central sindical CSP-Conlutas. Divulgamos, abaixo, o texto da central, que denuncia o caso:

Todo repúdio aos ataques do MBL ao companheiro Mancha! Fascistas não passarão!

No dia 30 de junho, os trabalhadores deram mais uma demonstração de sua força e disposição de luta. Foram protestos, paralisações e cortes de estradas por todo o país, em protesto contra as reformas defendidas pelo corrupto governo Temer e pelo empresariado. Em São José dos Campos, região operária no Vale do Paraíba, conhecida pelo movimento sindical combativo e pelas grandes lutas dos trabalhadores, não foi diferente.

Foi após mais um grande dia de luta, com mais de 10 indústrias paralisadas, transporte afetado, bancos e comércios de portas fechadas e protestos nas ruas, que o companheiro Luiz Carlos Prates (Mancha), integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos na cidade e conhecido militante das lutas operárias na região, foi alvo de uma postagem racista do MBL de São José dos Campos (Movimento Brasil Livre), no Facebook.

Uma foto montagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugestiona inclusive “sumir” com o dirigente.

Fascistas não passarão
Todo o repúdio a este ataque racista e preconceituoso que não se dirige apenas ao companheiro Mancha, mas também às lutas dos trabalhadores.

O MBL é um dos grupos de direita surgido no esteio das manifestações pelo impeachment de Dilma. Se autodenominam “apartidários” e “independentes”, mas são ligados e financiados pelo governo Temer, PMDB, PSDB, empresas e banqueiros. Não é a toa que são defensores das reformas da Previdência e Trabalhista e de todo o ajuste fiscal que penaliza os trabalhadores.

Dizem ser contra a corrupção, mas sumiram das ruas depois que Temer assumiu. Durante a ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas agiram como forças paramilitares, usando de agressão física contra alunos, em várias cidades do país, para desocupar as escolas.

A postagem contra Mancha é criminosa, afinal racismo é crime, mas não é a única de caráter preconceituoso, pois na página do grupo é fácil encontrar a criminalização da pobreza e das lutas.

Em abril, na Greve Geral do dia 28, por exemplo, diante do caso de um absurdo atropelamento de manifestantes ocorrido durante os protestos na região, eles parabenizaram o motorista, tripudiaram os estudantes atropelados e sugeriram que essa deveria ser uma prática diante de protestos. Típico da ideologia fascista, que exalta e estimula a violência.

Repudiamos e vamos denunciar e tomar providências contra as práticas racistas e preconceituosas dessa organização de direita que age a serviço dos interesses do empresariado, contra os trabalhadores. Fascistas não passarão!

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