Em Alagoas, manifestantes realizam ato em defesa da autonomia universitária e do HU

Entidades sindicais, estudantes e usuários participaram da manifestação no Hospital Universitário

Por: karal Nico, de Maceió, AL

Na manhã desta segunda-feira (12), os representantes dos sindicados dos técnico-administrativos (Sintufal) e dos docentes da Ufal (Adufal), além de estudantes, trabalhadores e usuários do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), realizaram um ato em defesa da autonomia universitária e do HU.

Entenda o caso
Na quarta-feira (7) foi publicado no Diário Oficial da União a exoneração da superintendente do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Profa. Dra. Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi.

O curioso é que uma semana antes de sua exoneração a gestora havia criticado, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, os desmontes da saúde pública e avaliado negativamente o modelo de gestão do hospital-escola a partir da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)

E uma clara atitude de perseguição política e grave afronta à autonomia universitária, o presidente da Ebserh, Kléber Morais, nomeado pelo governo ilegítimo de Michel Temer, resolveu exonerar Fátima Siliansky.

A medida de Kléber Morais fere a previsão constitucional de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades.

O Ato
Foi contra esta absurda ingerência e em defesa de uma Saúde de qualidade que os servidores, estudantes e usuários do HU realizaram o ato desta manhã.

O ato Iniciou às 8 horas com várias falas dos participantes. Davi Fonseca, coordenador geral do Sintifual, declarou: “Não podemos permitir que trabalhadores sejam jogados contra trabalhadores. Não existe nenhuma possibilidade de que os servidores da Ebserh percam os seus empregos conquistados por concurso público. O conflito é de modelo de gestão. Defendemos a natureza desse hospital como sendo uma escola e 100% SUS”.

Já a senhora Eliete Araújo garantiu a sua participação no ato afirmando: “Esse hospital é público e pertence à Ufal e ao povo. Por isso, estou aqui para apoiar vocês. Queremos o HU sendo gerido pela Ufal”.

Após as falas, os manifestantes deram um abraço simbólico no Hospital e em seguida realizaram uma caminhada pelos corredores conversando e explicando a gravidade do ocorrido aos demais usuários.

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