Apesar da truculência na Eleição da APEOESP, a Oposição Unificada se fortalece!

João Zafalão é diretor da APEOESP pela Oposição Unificada e militante do #MAIS

No dia 25 de maio ocorreu a eleição da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). São 203 mil professoras e professores da ativa e mais de 100 mil aposentadas e aposentados que fazem parte da base da categoria. Destes, pouco mais de 190 mil estavam aptos a votar nas eleições. Ocorre duas eleições simultâneas. Uma para a diretoria estadual, formada por chapas e outra para renovar o Conselho Estadual e Regional. O Conselho Estadual é uma instância acima da diretoria do sindicato e o Conselho Regional dirige as Subsedes, que totalizam 93 em todo estado. (10 na Capital, 13 na Grande São Paulo e 70 no interior).

A Eleição foi marcada pela Luta Contra a Reforma da previdência e pelo Fora Temer!

O professorado de São Paulo, ao lado do professorado do país foi vanguarda na luta contra a Reforma da Previdência, paralisando nos dias 08, 15 e de 27 a 31 de março e na greve geral em 28 de abril. A luta contra a Reforma da previdência mobilizou a categoria e segue mobilizando. Por esse motivo a Chapa da Oposição Unificada defendia que a eleição ocorresse em junho, pois maio estava marcado pela luta. Em assembleia o discurso da direção majoritária foi de que caso acontecesse algo importante na semana da eleição, poderíamos adiar. Bom, as centrais marcaram o Ocupa Brasília para 24 de maio. Prontamente a Chapa 3 – Oposição Unificada protocolou na secretaria geral do sindicato o pedido de convocação do Conselho Estadual de Representantes para aprovar o adiamento da eleição para a semana seguinte, com intuito de permitir a ida da categoria para a Marcha à Brasília. Infelizmente os interesses de preservar o controle do aparato ficou acima do interesse na luta e a eleição não foi adiada.

Truculência foi a marca negativa dessa eleição…

Além de ter sido impedido que os fiscais da Chapa 3 entrassem nos carros que conduziam as urnas (urnas volantes) em várias subsedes controladas pela Chapa 1, o que aconteceu em Guarulhos foi uma ação truculenta patrocinada pelos apoiadores da Chapa 1. Dezenas de brutamontes ligados ao Sindicato dos Condutores de Guarulhos/CUT destruíram os portões da Subsede de Guarulhos (vídeo) e em seguida iniciaram uma caça às urnas para roubá-las. Ao todo foram 6 urnas roubadas, até o momento que duas pessoas foram presas e levadas à DP. Ambos os presos são dirigentes locais do PT de Guarulhos. Isso acarretou a redução de ao menos 300 votos coletados, em uma região que a Chapa 3 teve quase 90% dos votos válidos. Uma atitude condenável em qualquer situação, e mais inaceitável ainda, nesse momento que o governo ilegítimo de Temer quer aprovar ainda mais ataques aos nossos direitos e a unidade das centrais que permitiu os dias de luta, a vitoriosa greve geral e o Ocupa Brasília.

É lamentável que um dia após a manifestação em Brasília, com forte repressão e em que a militância das diversas centrais sindicais juntas resistiram aos ataques da Polícia e garantiram o ato, a CUT atacar a eleição na Subsede de Guarulhos, para ter um diretor a mais no sindicato (que é proporcional). A CUT tem que responder se valeu a pena essa brutalidade, digna de gângsteres que ocorreu em Guarulhos.   Vale registrar que nossos camaradas de Guarulhos resistiram a estes ataques e com muito apoio nas escolas garantiram mais de 1800 votantes na eleição. O roubo destas seis urnas é uma fraude contra a vontade do professorado, que não teve seu voto computado e também tivemos várias situações suspeitas que estamos apurando e uma das mais graves ocorreu na subsede de Bebedouro, pois foram contados 972 votos de 1003 possíveis. Comparecimento de mais de 95%, em uma eleição que teve quórum estadual de pouco menos de 30%. Como em cada Subsede, as listagens de todas as urnas eram iguais, foi solicitado a verificação das listas conjuntamente, para averiguar se houve algum caso da mesma pessoa votar mais de uma vez. Pasmem, foi negado esse direito e até membros da Comissão Eleitoral eleitos, que apoiam a chapa 3 foram impedidos de ter acesso a estes documentos. Isso é um escândalo.

Já nas Subsedes, a Oposição cresceu!

A Oposição manteve maioria em todas as Subsedes que dirigia e ainda ampliou em 6 subsedes. Esse é o maior saldo dessa eleição. A unidade das oposições possibilitou a ampliação de chapas regionais (foram 70 em todo estado) e a Oposição aumentou em mais 6. Isso demonstra uma tendência, em que a maioria da categoria quer mudar o sindicato e que também a Chapa 1 utilizou de recursos alheio a tradição do movimento socialista dos trabalhadores. Como é possível ampliar em 6 as Subsedes e manter a votação estadual das oposições? Truculência e fraude explica isso. A Oposição ganhou com muita força na Capital e na Grande SP (veja quadro final) e avançou em Subsedes no interior. Uma das coisas mais bonitas é ver que vanguarda da greve de 2015 e da luta contra a reforma da previdência estava amplamente com a Chapa 3 Oposição Unificada. “Uma juventude que não foge à luta” e permitiu darmos um grande passo para termos uma APEOESP democrática e de Luta. Bebel e a Chapa 1 não terão sossego.

Na luta, a Oposição Unificada é ainda maior.

Capital

Grande SP

Interior

Total

Chapa 1

3009

3713

23684

30406

Chapa 2

848

1017

3212

5077

Chapa 3

5236

6463

9873

21572

As Chapas com mais de 10% compõem a direção estadual do sindicato.  A Chapa 1 terá 71 vagas (sendo 21 na executiva) e a chapa 3 terá 49 vagas (sendo 14 na executiva). A Chapa 2 do PCO, foi apelidada de Chapa Terceirizada, pois esteve o tempo todo a serviço da burocracia a chapa 1.

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