Crime de ódio em Curitiba: LGBT é atacado com ácido

Por: Evandro J. Castagna, de Curitiba, PR

O ataque aconteceu no domingo (14), na Rua Alberto Bolliger, bairro Juvevê, por um jovem que, antes de jogar o ácido no rosto da vítima, proferiu xingamentos LGBTfóbicos.

Vinícius Ferreira dos Santos, amigo da vítima, afirmou que “foi um crime de homofobia”. Segundo ele, a vítima foi jantar em um fast food, perto de sua casa, e na volta foi atacado por um rapaz que o chamou de “viado” e jogou ácido. “Só pode ter sido algo premeditado, porque ninguém sai assim com um ácido no bolso”, afirmou.

Segundo Boletim de Ocorrência, a vítima sofreu queimaduras no tórax, braço e parte do rosto. Um inquérito policial já foi instaurado e estão sendo ouvidas testemunhas. Segundo a polícia, as investigações estão avançadas.

Infelizmente, nosso país está no topo do ranking de assassinatos de LGBTs no mundo e o Paraná é um dos estados brasileiros que mais mata. Apesar de tudo isso, não avançou em quase nada a criminalização da LGBTfobia no Brasil.

Os governos Lula e Dilma foram, no mínimo, omissos e não tomaram para si a aprovação do PLC 122 que tornava crime a LGBTfobia. Avançaram pouco, ou quase nada nesta questão, retirando inclusive o projeto Escola Sem Homofobia, a pedido da bancada fundamentalista que, na época, em parte, era base de apoio. Com o golpe, Michel Temer, apoiado pela bancada da bala, bíblica e boi, facilita o caminho para covardes de extrema-direita, fascistas, atacarem os LGBTs.

Nos somamos aos familiares e amigos da vítima e exigimos que a Justiça seja rápida nas investigações e punição. Nossa resposta precisa ser organizada, em unidade com a juventude e a classe trabalhadora, com as organizações LGBTs, em uma luta que combine a derrota das reformas de Temer com a exigência aos governos, que avance em medidas concretas e que coloquem na cadeia esses criminosos e todos aqueles que incitam ódio aos LGBTs. Criminalização da LGBTfobia, já.

Essas exigências e denúncias estarão presentes em nossas faixas e palavras de ordens no próximo dia 24 de maio, dia em que ocuparemos Brasília.

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