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BRASIL

Reforma da Previdência é discutida em seminário na Emef Maria Antonieta, em São Paulo

Por: Helena Maria*, de São Paulo, SP

Nesta segunda-feira (24), foi realizado na Emef Maria Antonieta D’Alkimin Basto, um seminário sobre a Reforma da Previdência. Na atividade, Silvia Ferraro, do MAIS, e Marcelo Aguirre, do PSOL fizeram um chamado vigoroso a todos os presentes a construírem a greve geral em 28 de abril. Participaram alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pais e mães de alunos do Ensino Fundamental e professores da unidade escolar.

Silvia Ferraro, do MAIS, após a explanação sobre a demolição dos direitos trabalhistas e previdenciários, como o aumento da idade mínima e tempo de contribuição, lembrou, em um dos momentos mais emocionantes de sua fala, a greve de 1917 no Brasil, quando se reivindicou e conquistou muitos dos direitos que agora estão em xeque. Afirmou, ainda, que a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo seria o ataque mais brutal àqueles mais precarizados e necessitados.

Silvia dividiu a mesa com Marcelo Aguirre, do PSOL, assessor parlamentar de Ivan Valente.  Ele atualizou os informes acerca dos trâmites das reformas no Congresso e destacou que o objetivo do governo ilegítimo de Temer, ao dar o golpe no então governo do PT, foi, justamente, esfacelar definitivamente os direitos dos trabalhadores para salvaguardar os lucros dos donos do capital. Demonstrou, ainda, as falácias nas tentativas dos propagandeadores governistas em provar um irreal déficit na Previdência.

Após as falas de Sílvia e Marcelo, seguiu-se um rico debate entre os presentes, que participaram ativamente, questionando e se posicionando. Ao final da atividade, quando Silvia Ferraro perguntou ao plenário quem faria greve em 28 de abril, a resposta foi unânime: todos os braços levantados.

Um lanche de confraternização foi então servido pelos professores e pela escola. A atividade demonstrou que é possível organizar a conscientização nos locais de trabalho, organizando intervenções, garantindo as paralisações e a presença de todos nos atos, como no dia 28.

*professora da escola municipal onde ocorreu a atividade e militante do MAIS