LGBTfobia, eles nos atacam mas nós resistimos

Por Januza S. Borba, de Curitiba, PR

Na última quinta feira, dia 13 de abril em Curitiba, no Agua Verde, um bairro nobre da cidade, o casal João Pedro Schonarth, de 29 anos e Bruno Banzato de 31, sofrem ataques homofóbicos por parte da vizinhança através de um panfleto distribuído na rua em que vão morar, ou seja, o ódio chegou primeiro que os próprios oprimidos.

O autor que não se identificou no folheto coloca entre outros ataques: “terá a visão para inspirar e influenciar toda a vizinhança/ Você, seus filhos, seus netos e amigos.” De uma forma irônica relata que a vizinhança irá mudar seus “costumes” apenas por ter a presença dos dois rapazes na redondeza e que irá influenciar todos que estão por perto como se fossem uma ameaça. Continuando os dizeres destaca “e se fazem isso em publico. Imaginem o que fazem quando estão a sós ou com amigos mais próximos ou com as pessoas próximas a você”. Aqui ele relaciona a orientação sexual apenas ao ato do sexo, e claramente não tem o entendimento de que as relações entre homossexuais, heterossexuais ou qualquer forma de relacionamento são feitas por afeto.

Esse caso se destacou por ter ocorrido em um bairro de classe alta daqui e ainda foi mais “brando” do que os demais casos, pois em muitos bairros da periferia ou cidades metropolitanas a violência com os LGBTI’s são frequentes e ainda somando com o machismo e racismo, o número de mortes por dia aumentam cada vez mais.

O preconceito e a incitação ao ódio que faz matar todos os dias vem de uma concepção de Humanidade extremamente restrita apenas as relações formadas pelo homem e a mulher, e que toda a diversidade a isso é colocada como errada e fora do padrão “normal” não respeitando a liberdade individual ou coletiva e de forma violenta tentam diminuir e /ou apagar tudo o que é diferente dessa concepção, porém, além de LGBTI’s, somos combatentes e através da luta vamos resistir a LGBTfobia e toda e qualquer opressão.

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