Prefeitura de Santo André não paga férias dos servidores

Santo André trocou o prefeito, mas os ataques aos servidores públicos da cidade continuam. A prefeitura de Paulo Serra (PSDB) – que arrecadou em sua campanha cerca de R$ 901 mil e gastou R$ 1.226.241,49, de acordo com a página correspondente ao candidato, no site do TSE¹–,  anunciou o adiamento do pagamento das férias dos servidores da educação.

A prefeitura justifica o atraso “em decorrência de ajustes operacionais e fluxos de caixa”. No entanto, não falta dinheiro para pagar as benesses dos políticos. Os vereadores, por exemplo, possuem direito a carros oficiais cheios de combustível e custeio para alimentação, além de já possuírem um salário de mais de R$ 15 mil por mês, sendo que cada gabinete conta com até 13  assessores, que podem receber de R$ 1.600 a R$ 8.600 reais cada.

Como se não bastasse, os vereadores da cidade se reunem apenas duas vezes por semana, normalmente terça e quinta-feira sem trabalhar nos fins de semana nem em feriados prolongados. Elem ganham tudo isso enquanto a média salarial da região não passa dos R$ 1.504,55, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Férias sem dinheiro! 

Os servidores da educação foram informados pela prefeitura que receberão o pagamento apenas no fim do mês, no dia 20. Assim, depois de trabalharem um ano inteiro, os trabalhadores ainda vão passar suas férias e praticamente todos seus dias de descanso sem dinheiro. Tudo isso é parte do plano de ajuste fiscal que se dá com apoio do PSDB (partido de Paulo Serra, o novo prefeito da cidade) que vem apoiando o governo de Michel Temer (PMDB) e as medidas que atacam os direitos dos trabalhadores, como a reforma da previdência e a reforma trabalhista.

¹http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2016/2/70572/250000033808

 

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