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4 Janeiro, 2017
  • Filhos, sinal exterior de riqueza

    Por Raquel Varela, Colunista do Esquerda Online. Direto de Lisboa, Portugal

    Entre o Natal e o Ano Novo estive de férias. Fiz com os meus filhos o que queria fazer. Fui a bons concertos, adequados a eles, claro; levei-os a ver bons filmes (Ken Loach, Kusturica e Chaplin), cozinhámos juntos, tocámos piano, e sai música de lá!; andámos de trotinete; fizeram surf; até um cavalete de pintura comprámos, onde, com um livro de arte na mão, treinámos as primeiras tentativas de pintura a óleo; convidámos os amigos deles para sair; brincaram e passearam com a família, as primas, que adoram; lemos, muito, e conversámos sobre a leitura, jogámos cartas.

    Só em três idas ao cinema gastei quase 60 euros porque pagam como adultos; como algumas das vezes convidei os amigos, subiu para 100 euros, 20% do ordenado mínimo – ir ao cinema! Ah, têm 12 anos, mas pagam tudo como adultos: subir o elevador da bica – 3,70 cada; o bilhete de comboio da linha para Lisboa – nesse dia levei 4 crianças, 17 euros ida e volta; a entrada no castelo custa 8,50 para adultos – não entrámos, há limites…Juntem pinturas, pincéis, concerto, livros…

    A única coisa gratuita foi o Museu do Aljube, que adoraram, e as igrejas de Lisboa. Juntem uns gelados banais, uns hambúrguers, um chá com bolo em Alfama, sem luxos, passear na nossa cidade. Se tivesse ficado em casa tinha comprado duas playstation, uma para cada um, que os «educavam» o ano inteiro…Há muito tempo que tento dizer isto quando ouço dizer «no país há pobreza mas todos têm um bom telemóvel» – não há nada tão barato para educar filhos como Televisão e jogos de computador e telemóveis. É aí, no aumento da produtividade dos pais, no catatonismo anti-social e virtual dos filhos, que reside o boom das novas tecnologias para crianças que, ainda por cima, actuam no cérebro exactamente como uma droga, promovendo mecanismos de recompensação e satisfação ao nível do cérebro cada vez que estes tocam num botão e o boneco salta, porque o objectivo foi alcançado.

    Esta nova onda de babysitter electrónica é o espelho não da potencialidade da modernização mas da sua decadência. E deixem-me colocar o dedo na ferida – os pais, cansados, desanimados, com pouco dinheiro, desmoralizados e sem vontade de educar com conflitos, nãos, e outras resistências, serão os primeiros, porque a perversidade humana é uma linha ténue, a dizer «eles querem ficar em casa a jogar». Eles querem? E onde é que eles escolhem? E como escolhem? «Os pais submetem-se e submetem os filhos», disse-me uma vez o psicanalista e psiquiatra Coimbra de Matos – os salários e o tempo de trabalho no país são vergonhosos. E o modo de vida que incorporámos para aceitar isto é regressivo, decadente. Viver está a ficar insuportavelmente caro neste modo de acumulação onde as necessidades humanas são todas mercantilizadas, até aquela que levou milhares de anos a conquistar – o direito à infância. Ter filhos e conseguir educá-los com humanidade, com relações reais, com aprendizagem e não com repetição de mecanismos, no fundo educar filhos com trabalho vivo (humano) e não trabalho morto (máquinas) é hoje um sinal exterior de riqueza.

  • Passagem aumenta pela segunda vez em dois anos em Brasília e mobilizações já começaram

    Por: Ademar Rodrigues, de Brasília, DF

    O ano novo já começa com o aumento das passagens no transporte público no Distrito Federal (DF). A tarifa aumentou de R$ 4,00 para R$ 5,00. A maioria da população vai ter que pagar R$ 10,00 por dia para ir e voltar do trabalho. O trabalhador e seus filhos vão ter que comer menos para andar de ônibus ou metrô. Ano passado também teve aumento. Em dois anos, a passagem quase dobrou.

    Só para se ter uma idéia, o salário mínimo agora será de R$ 937,00 reais. Na média, o trabalhar vai 22 dias por mês ao serviço, um gasto de R$ 220,00 só com passagem, ou 23% do salário mínimo. Em 2014, o gasto era de 18% do salário mínimo. Mais dinheiro nas mãos dos empresários, menos dinheiro nas mãos do trabalhador.

    Nesta segunda (02) já teve o primeiro ato, com cerca de 300 pessoas, no centro de Brasília. Mais atos estão organizados por todo o Distrito Federal. O Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS) vai participar da mobilização. É bom lembrar que em 2013 a maior mobilização da história do Brasil começou com um ato contra o aumento das passagens em São Paulo.

    Governador Rollemberg usa as mesmas desculpas de sempre

    De acordo com o Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF), o governo não tem acesso às planilhas de gastos do transporte. Os dados sobre a quanto se gasta em cada uma das empresas do setor para sua operacionalização não são de domínio público. O número de passageiros que gira a catraca é operacionalizado por uma empresa de propriedade de empresários de transporte. O DFTrans, órgão que deveria fazer a fiscalização, é sucateado e não tem servidores suficientes. A auditoria do Tribunal de Contas e o relatório final da CPI realizada pela Câmara Legislativa confirmam definitivamente esta informação. O governo não consegue apresentar uma justificativa coerente e transparente para o aumento.

  • Petroleiros respondem carta em que presidente da Petrobras ataca os Sindicatos e a Greve Natalina

    Por Pedro Augusto, do ABC Paulista, SP

    Os petroleiros realizaram greve durante a semana do natal, em meio à campanha salarial e à luta contra a privatização da empresa. A ampla adesão a essa greve , nessa época do ano, evidencia ao mesmo tempo a insatisfação dos petroleiros com os rumos da Petrobras e a disposição de encarar uma luta que já demonstrou que será difícil.

    Como tem feito desde que assumiu a presidência da Petrobras, indicado pelo governo Temer em Maio de 2016, Pedro Parente enviou uma carta aos trabalhadores através do e-mail corporativo, assinada apenas como Pedro. Na carta, Pedro Parente atacou duramente os Sindicatos, questionou a legitimidade da greve e exaltou as equipes de contingência formada funcionários com cargo de confiança que, em algumas unidades, operaram as refinarias enquanto a maioria dos trabalhadores estava em greve na noite de natal.

    A carta de Parente, que não pode ser reproduzida por ser corporativa, provocou intensa reação entre os petroleiros e foi respondida por trabalhadores em uma outra carta, que está circulando pelos grupos de whatsapp da categoria. Confira*:

    Caríssimos Pedro e demais diretores,

    Feliz 2017?

    O ano virou, mas o desafio dos petroleiros continua sendo defender a Petrobras, os nossos direitos e empregos das metas nefastas do plano estratégico 2017-2021.

    Por isso, os petroleiros não tremeram a mão e, dando sequência às mobilizações que ocorreram em diversas bases do país ao longo da campanha salarial, fizeram em diversas unidades greve durante o natal, sendo que muitos inclusive desejavam dar sequência numa greve por tempo indeterminado.

    Em carta divulgada pelo e-mail corporativo aos petroleiros, em 02/01/2017, você, Pedro, faz menção aos grupos de contingência, “que deixaram de passar o natal com as suas famílias” para garantir a produção, como exemplos da “coragem de seguir em frente”.

    Esse seu comentário deixa claro que do ramo de petróleo o senhor presidente só conhece os números. Os petroleiros que trabalham em turno ininterrupto de revezamento passam não só o Natal longe de suas famílias, mas também o Ano-Novo, o Carnaval, a Páscoa, os aniversários dos filhos e filhas, dos companheiros e companheiras, durante o dia, à noite ou de madrugada, em terra, alto-mar ou no meio da floresta. Essa é a rotina daqueles que garantem a nossa produção em todos os dias do ano há mais de 63 anos. Portanto, tua homenagem não é capaz de sensibilizar ninguém, nem mesmo os próprios homenageados. Aliás, muitos dos que furaram a greve para ser parte dos grupos de contingência o fizeram em base ao assédio moral e à evidente ameaça à manutenção de seus cargos comissionados, e não por suas “convicções”, como queres fazer crer em tua carta.

    Enquanto isso, no mesmo dia em que aqueles que furaram a greve foram afagados de forma hipócrita por você, os petroleiros que produzem toda a riqueza da Petrobras e que, legitimamente, exerceram o seu direito constitucional de greve, começaram a ser informados de que o RH da empresa já providenciou o desconto, com reflexo, dos dias parados, antes mesmo do término da negociação da campanha salarial. Importante lembrar, Pedro, que muitos dos que ficaram trabalhando não eram do grupo de contingência e o fizeram seguindo orientação da assembleia, para garantir o cumprimento da lei de greve. Por sinal, seus gerentes constantemente se recusam a cumprir a mesma lei (7.783/89) que estabelece em seu artigo 9° a necessidade de haver negociação entre a patronal e os representantes dos trabalhadores no intuito de se estabelecer a contingência.

    Pedro, tu demonstrou, com ambas atitudes, que pretende agraciar com palavras aqueles que cumprem as suas ordens para debilitar o movimento grevista, e punir arbitrariamente aqueles que lutam de forma legítima pelos seus direitos e defendem a Petrobras.

    Você também questiona, em tua carta, o papel dos Sindicatos que, supostamente, teriam direcionado mensagens jocosas e desrespeitosas aos grupos de contingência, enquanto o papel destes, segundo você Pedro, seria o de “defender e respeitar TODOS os trabalhadores da companhia”. Caberia aqui uma pergunta: não seria o seu papel, como presidente da Petrobras, também o de defender e respeitar a TODOS os trabalhadores e as trabalhadoras da companhia? Ou isso só vale para os sindicatos? Caso também valha para você, o mínimo que você deveria fazer é garantir a manutenção de TODOS os direitos dos petroleiros, garantir que não ocorrerá qualquer perda salarial daqueles que cotidianamente dão a vida para a Petrobras, proibir que sejam descontados dos salários os dias da greve, e deveria suspender esse plano de negócios aprovado de forma arbitrária, sem qualquer consulta às partes interessadas, que são os petroleiros e as petroleiras, assim como o conjunto dos trabalhadores e da juventude do nosso país. Um plano tão absurdo que vende e doa áreas sem licitação, tanto que algumas vendas estão suspensas mediante ação judicial de um dos nossos sindicatos.

    Você também diz em sua carta que a régua que você mede o compromisso da Petrobras com a sua força de trabalho não é a compensação financeira, e sim a recuperação da Petrobras. Aqui, novamente, demonstra que não tem noção com quem está lidando. A recuperação da Petrobras já está sendo feita todos os dias com a excelência do seu corpo técnico, que atingiu em Junho de 2016 a marca de produção de 1 milhão de barris por dia no Pré-sal, em menos de dez anos após a descoberta dessas jazidas, em um tempo recorde na indústria de petróleo. E isso tudo a um custo inferior a US$ 8 o barril, menor inclusive do que o custo médio de extração nas outras áreas de exploração da Petrobras, fruto das pesquisas e da expertise acumulada pelo nosso corpo técnico (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/nossa-producao-de-petroleo-no-pre-sal-ultrapassa-1-milhao-de-barris-por-dia.htm).

    Será que tu, Pedro, achas que também é responsável por essas conquistas, mesmo tendo chegado à Petrobras há pouco mais de seis meses? Imaginas que são o plano de negócios 2017-2021 e as vendas de ativos que estão recuperando a Petrobras, ou é a competência dos seus trabalhadores e trabalhadoras, concursados e terceirizados, que há décadas tem se dedicado a construir a maior empresa do Brasil?

    Aliás, quando você diz que a correção no salário exigida pelos petroleiros estariam “acima das capacidades financeiras da empresa, surge uma pergunta que não quer calar: pagar antecipadamente uma dívida de R$ 16,7 Bi para o BNDES também estaria acima da capacidade da Petrobras ? Parece que o caso aqui é uma questão de prioridades. Para atender à política econômica do ilegítimo governo Temer, vale tudo. Já para negar as legítimas reivindicação dos petroleiros, vale até mentir.

    Realmente, Pedro, usamos réguas diferentes. Se a sua intenção com essa política de cartas sensacionalistas de um lado e punições à grande maioria dos petroleiros de outro for quebrar a nossa resistência, saiba que você só está jogando gasolina na fogueira.

    Há um ponto, no entanto, que precisamos concordar contigo, Pedro: 2017 será o ano da virada. Se até aqui os planos de desmonte da Petrobras e arrocho e demissões dos petroleiros tem avançado, nesse ano a luta nacional dos petroleiros pode virar esse jogo, derrotando o projeto entreguista da cúpula da Petrobras, a serviço do governo Temer e das multinacionais.

    Até a próxima batalha, do lado oposto da trincheira.

    Petroleiros lutando em defesa da Petrobras, 03/01/2017.

    * Por tratar-se de carta corporativa,

     

  • Denúncia: grupo assassino de LGBTs se organiza pelo Whatsapp

    Por Jessyca Milare, Colunista do Esquerda Online

    Uma denúncia feita por mensagem à página ‘Homofobia Não’ do Facebook aponta a existência de um grupo que se organiza através do Whatsapp para assassinar LGBTs. Foram enviadas mensagens de Whatsapp que seriam de autoria de alguma ou algum militante do grupo convidando à participação do grupo sob pagamento de uma taxa de 15 reais e o envio de documentos. A organização seria comandada por uma ‘pastora’. As mensagens afirmam ainda que “Não são todos q podem matar. Uns fica p atrair o gay” (sic). Alguns comentários feitos na postagem confirmam a existência desse grupo, mas que a ‘pastora’ na verdade seria um homem.

    É preciso que isso seja investigado e que os possíveis responsáveis sejam punidos. A facção criminosa precisa ser desmontada e seus membros devem ser presos. Não é aceitável que um crime como esse saia impune.

    Grupos de assassinos de LGBTs são uma realidade no Brasil
    O assassinato de Luis Carlos Ruas, um vendedor ambulante do metrô de São Paulo conhecido como ‘Índio’, confirma a triste realidade: existem, no Brasil, grupos que se juntam com o objetivo de assassinar LGBTs. O alvo, a princípio, era Edvaldo, um morador de rua gay. Raissa, uma travesti que estava por perto, e Luis tentaram evitar o espancamento e ouviu o grupo dizer “Vamos matar, vamos matar ele”. Como a travesti conseguiu fugir, o grupo perseguiu e espancou o ambulante, que também havia tentado apartar a briga. Encaminhado ao hospital, Luis acabou falecendo.

    O espancamento de Taísa Silva, no Rio de Janeiro, e de sua irmã, Luciana Silva, que tentou protegê-la, apresenta as mesmas características: um grupo que agrediu Taísa simplesmente por ela ser uma mulher trans.

    A existência de uma figura pública de ideologia fascista como o Bolsonaro e de seguidores que se organizam em grupos pelas redes sociais para difamar e perseguir grupos feministas, LGBTs e negros acabam fomentando a existência de crimes de ódio e de grupos que se organizam com esse objetivo. É preciso dar um basta em situações desse tipo.

    Infelizmente, na nossa sociedade LGBTfóbica, não é possível esperar a “boa vontade” do poder público para coibir esse tipo de organização, nem mesmo para reconhecer a existência da opressão contra LGBTs. Apenas a nossa luta e o constrangimento podem pressionar para que medidas de combate à LGBTfobia sejam tomadas: medidas através do sistema educacional, da mídia, da imprensa, do sistema político e também criminal. Infelizmente, também não é possível esperar que esses grupos abandonem seu ódio simplesmente pelo diálogo. É preciso que a LGBTfobia seja criminalizada.

    Foto: Imagem da página ‘Homofobia Não’, no Facebook.

     

  • Para onde vai o Brasil em 2017?

    Nuvens carregadas se formam no horizonte. A atmosfera social tensa, a ressaca da crise econômica e as turbulências do mundo político conjugam-se compondo um quadro de notável instabilidade.

    Os desfechos do ano que recém se inicia são imprevisíveis. Mas é possível traçar alguns cenários a partir do ponto de partida deixado por 2016.

    O fato incontestável é que o impeachment, embora tenha significado um inegável avanço das forças reacionárias, não conseguiu estabelecer, até aqui, um novo equilíbrio político-social.

    Em outras palavras: em 2016, a classe dominante, sob o impulso de uma classe média enfurecida, que se deslocou politicamente à direita, deu passos num caminho perigoso. Primeiro rompeu o pacto político ao patrocinar o golpe parlamentar em Dilma e defenestrar o PT, o fiel fiador da conciliação de classes por décadas.

    Agora a burguesia avança no sentido de quebrar o frágil pacto social com a PEC 55 e o anúncio das monstruosas reformas trabalhista e previdenciária. Com a crise econômica fervendo e o rápido despedaçamento das regras do jogo, afloram, a cada momento, novas contradições e dilemas.

    Algumas perguntas para o ano novo
    Tendo em conta esse contexto, algumas perguntas são inevitáveis: a ofensiva burguesa conseguirá retomar o equilíbrio impondo um novo e mais retrógrado ordenamento político e econômico? Ou a classe trabalhadora e a juventude reagirão aos ataques em condições de virar o jogo em 2017?

    Em termos mais diretos: Temer e o Congresso conseguirão aprovar as reformas neoliberais, promover a recuperação econômica e abafar a crise política?  Ou a possível reação popular aos duríssimos ataques neoliberais, combinada com as ações da Lava Jato e o prosseguimento da recessão econômica, deixará o país convulso e desgovernado? Ou vamos para um cenário intermediário, de relativo equilíbrio entre as classes?

    Na hipótese de agravamento da instabilidade, haverá uma esquerda com capacidade de oferecer um programa anticapitalista que leve as massas trabalhadoras às ruas e abra um novo caminho para o país?

    O desafio da esquerda
    É impossível apresentar respostas conclusivas às perguntas sugeridas acima. Todas as possibilidades estão em aberto. É no confronto vivo das forças político-sociais que os rumos da luta de classes se definirão.

    A burguesia avançou em 2016. A situação não é nada favorável aos trabalhadores e ao povo pobre. Mas a partida não terminou: apenas começou o segundo tempo.

    A tarefa urgente da esquerda é jogar todas suas forças para estimular a mais ampla e unificada luta dos debaixo, com o objetivo de barrar as reformas e derrubar este governo ilegítimo nas ruas.

    Ao mesmo tempo, é necessário construir uma nova alternativa política da esquerda, uma alternativa socialista que agregue diversos setores e organizações, uma alternativa que supere a prática e o programa do petismo, que se afundou na mais desavergonhada conciliação de classe para a gestão do capitalismo brasileiro. Lula e o PT buscarão, de novo, canalizar o descontentamento social para a via morta de novos pactos com a direita .

    Se a classe trabalhadora e a juventude entrarem em cena com força e iniciativa, modifica-se radicalmente o panorama político do país. Essa deve ser a aposta da esquerda socialista em 2017.