Ocupa FAE: um impulso para radicalizar a luta contra os retrocessos na educação

Por: Izabella Lourença*, de Belo Horizonte, MG

Estudantes ocuparam por dois dias a Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em uma ação articulada pelo movimento estudantil, contando com diversos coletivos que atuam na situação e na oposição ao DCE, além de muitos estudantes não organizados. Foram mais de 36 horas e cerca de 250 jovens discutindo os retrocessos na educação Brasileira propostos por Temer e seus aliados.

Na programação teve rodas de conversa sobre a reforma do ensino médio (MP 756), o PL 257 e a PEC 241, além de aulas práticas de Artes e Educação Física e apresentações culturais. A ocupação terminou com uma assembleia que decidiu os rumos do movimento. O indicativo é que os centros e diretórios acadêmicos, ou estudantes auto organizados, façam assembleias em seus cursos para aprovar uma grande paralisação no dia 24 de outubro, dia nacional de luta pela educação, rumo à greve geral convocada para o dia 11 de novembro.

Ao fim da ocupação, estudantes receberam uma nota aprovada pelo Conselho Universitário da universidade contra a PEC 241. O sentimento dos estudantes refletem a necessidade de radicalizar contra os retrocessos na educação e o presidente Michel Temer. É urgente que os movimentos sociais se unifiquem para fazer os trabalhadores pararem, com uma greve geral que incendeie o país com lutas populares. Já passou da hora de o movimento estudantil universitário se inspirar nos estudantes secundaristas que hoje já ocupam centenas de escolas no país e demonstram que a força da juventude pode derrubar Temer e conquistar nossos direitos de volta.

Veja as declarações da UFMG contra a PEC 241:

Em nota, Conselho Universitário avalia como ‘desastrosos’ efeitos da PEC 241 sobre as instituições públicas de ensino superior

UFMG avalia possíveis impactos da PEC 241

*estudante de Comunicação Social da UFMG

Comentários no Facebook

Post A Comment