Noites do Rio Vermelho, em Salvador, estão sendo marcadas pela LGBTfobia

O número de crimes de homofobia tem aumentado de forma assustadora no Brasil. A Bahia segue sendo o segundo estado  que  mais mata LGBTs no Brasil.  Além disso, os assassinos contam com a impunidade e em alguns casos com a ajuda da policia, que muitas vezes insiste em criar versões fantasiosas sobre os crimes homofóbicos. O exemplo mais recente foi o que aconteceu com um estudante que ao sair de uma boate LGBT foi encontrado com vários ferimentos  em uma praia no bairro do Rio Vermelho, indo a óbito dois dias depois em decorrências dos ferimentos. De acordo com fotos e depoimentos de familiares do estudante, o motivo da sua morte foi a homofobia. Mas a polícia continua dando a versão de que o estudante teria se ferido em virtude de uma suposta queda.

O Rio Vermelho, bairro boêmio da capital baiana, é marcado por sua diversidade cultural. Mas nas últimas semanas tem sido marcado por agressões LGBTfóbicas e machistas. Como reação às crescentes agressões e para denunciar o assassinato dos estudantes, foi organizado um protesto na última sexta-feira, 15 de Julho. A manifestação, que tomou as ruas do bairro, foi organizada pelo grupo “Mães pela diversidade”, por ativistas LGBTs e outros movimentos sociais.

É preciso que os poderes públicos assumam que existem crimes por LGBTfobia na capital baiana para que possam desenvolver políticas de combate a crimes de preconceito. Outros LGBTs não podem ter o mesmo destino que o do estudante e de tantos outros. É necessário lembrar que o crescimento da quantidade desses crimes ocorrem no mesmo momento em que vemos declarações públicas preconceituosas por partes  de parlamentares com posições conservadoras.

 PELA  APROVAÇÃO DO PL  122 QUE CRIMINALIZA A LGBTFOBIA.

BASTA DE LGBTFOBIA!!!

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